{"id":10167,"date":"2025-07-14T10:34:24","date_gmt":"2025-07-14T13:34:24","guid":{"rendered":"https:\/\/fenati.org.br\/?p=10167"},"modified":"2025-07-14T15:59:28","modified_gmt":"2025-07-14T18:59:28","slug":"inss-regras-concessao-salario-maternidade-autonomas","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/fenati.org.br\/en\/inss-regras-concessao-salario-maternidade-autonomas\/","title":{"rendered":"INSS muda regras para concess\u00e3o do sal\u00e1rio-maternidade para aut\u00f4nomas"},"content":{"rendered":"<p><strong>INSS &#8211;<\/strong> O INSS (Instituto Nacional do Seguro Social) alterou as regras para a concess\u00e3o do sal\u00e1rio-maternidade a mulheres aut\u00f4nomas. A mudan\u00e7a foi publicada nesta quinta-feira (10) no Di\u00e1rio Oficial da Uni\u00e3o, por meio de uma instru\u00e7\u00e3o normativa, e atende a uma determina\u00e7\u00e3o do Supremo Tribunal Federal (<a href=\"https:\/\/pt.wikipedia.org\/wiki\/Supremo_Tribunal_Federal\" target=\"_blank\" rel=\"noopener nofollow\">STF<\/a>).<\/p>\n<p>Com a nova regra, aut\u00f4nomas passam a ter direito ao benef\u00edcio com apenas uma contribui\u00e7\u00e3o \u00e0 Previd\u00eancia Social, assim como j\u00e1 ocorre com trabalhadoras contratadas pela CLT (Consolida\u00e7\u00e3o das Leis do Trabalho). At\u00e9 ent\u00e3o, era exigido o m\u00ednimo de dez contribui\u00e7\u00f5es para que essas seguradas recebessem o sal\u00e1rio-maternidade.<\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/fenati.org.br\/en\/supercomputador-brasileiro-upgrade-e-suporte-a-ia\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\"><strong>LEIA: Supercomputador brasileiro ganha upgrade e suporte \u00e0 IA<\/strong><\/a><\/p>\n<p>A altera\u00e7\u00e3o segue a decis\u00e3o do STF, proferida em mar\u00e7o de 2024, no julgamento da ADI (A\u00e7\u00e3o Direta de Inconstitucionalidade) 2.110. Por seis votos a cinco, os ministros consideraram inconstitucional a diferen\u00e7a entre as exig\u00eancias feitas a aut\u00f4nomas e celetistas. A norma derrubada fazia parte da reforma da Previd\u00eancia de 1999, implantada durante o governo Fernando Henrique Cardoso (FHC), por meio da lei 9.876.<\/p>\n<p>O novo entendimento foi defendido pelo ministro Fl\u00e1vio Dino e seguido por C\u00e1rmen L\u00facia, Luiz Fux, Lu\u00eds Roberto Barroso, Dias Toffoli e Edson Fachin. Votaram contra a mudan\u00e7a os ministros Kassio Nunes Marques (relator da a\u00e7\u00e3o), Alexandre de Moraes, Andr\u00e9 Mendon\u00e7a, Cristiano Zanin e Gilmar Mendes.<\/p>\n<p>A medida dever\u00e1 custar entre R$ 2,3 bilh\u00f5es e R$ 2,7 bilh\u00f5es aos cofres p\u00fablicos apenas em 2025, incluindo a\u00e7\u00f5es de revis\u00e3o. A expectativa \u00e9 que o impacto chegue a R$ 12 bilh\u00f5es em 2026, R$ 15,2 bilh\u00f5es em 2027, R$ 15,9 bilh\u00f5es em 2028 e R$ 16,7 bilh\u00f5es em 2029.<\/p>\n<p>A nova instru\u00e7\u00e3o normativa, de n\u00famero 188, define que, a partir de 5 de abril de 2024, n\u00e3o h\u00e1 mais car\u00eancia (n\u00famero m\u00ednimo de contribui\u00e7\u00f5es) para solicitar o sal\u00e1rio-maternidade \u00e0 Previd\u00eancia. A mudan\u00e7a tamb\u00e9m garante o direito \u00e0 revis\u00e3o para quem teve o benef\u00edcio negado entre a decis\u00e3o do STF e a atualiza\u00e7\u00e3o do sistema do INSS.<\/p>\n<p><strong>Injusti\u00e7a Hist\u00f3rica<\/strong><\/p>\n<p>Segundo a advogada Adriane Bramante, conselheira da OAB-SP e do IBDP (Instituto Brasileiro de Direito Previdenci\u00e1rio), a mudan\u00e7a era esperada e corrige uma injusti\u00e7a hist\u00f3rica.<\/p>\n<p>\u201cA nova regra se aplica apenas ap\u00f3s essa data que foi publicada na instru\u00e7\u00e3o normativa, para quem fez o pedido no per\u00edodo ou para requerimentos em aberto que n\u00e3o foram conclu\u00eddos at\u00e9 agora. Quem teve indeferido por causa da car\u00eancia pode entrar na Justi\u00e7a e entrar de novo para tentar receber\u201d, afirma.<\/p>\n<p>As seguradas que tiveram o sal\u00e1rio-maternidade negado podem apresentar novo pedido por meio do aplicativo ou site \u201cMeu INSS\u201d. Tamb\u00e9m \u00e9 poss\u00edvel recorrer \u00e0 Justi\u00e7a. Em ambos os casos, \u00e9 necess\u00e1rio apresentar documenta\u00e7\u00e3o que comprove o direito ao benef\u00edcio, como a certid\u00e3o de nascimento da crian\u00e7a.<\/p>\n<p>A licen\u00e7a-maternidade \u00e9 o per\u00edodo de afastamento concedido por nascimento ou ado\u00e7\u00e3o de filho, aborto espont\u00e2neo ou legal, e parto de natimorto. Para segurados aut\u00f4nomos, o benef\u00edcio \u00e9 chamado de sal\u00e1rio-maternidade e pode ser pago tanto para mulheres quanto para homens, inclusive em casais homoafetivos.<\/p>\n<p>O benef\u00edcio tem dura\u00e7\u00e3o de at\u00e9 120 dias (quatro meses). Em empresas ou \u00f3rg\u00e3os p\u00fablicos que participam do programa Empresa Cidad\u00e3, o per\u00edodo pode ser estendido para 180 dias (seis meses). Enquanto vigora a licen\u00e7a, o v\u00ednculo de emprego e o sal\u00e1rio est\u00e3o garantidos por lei.<\/p>\n<p>A remunera\u00e7\u00e3o \u00e9 paga pelo empregador no caso de celetistas, e pelo INSS para aut\u00f4nomas, trabalhadoras rurais, MEIs (microempreendedoras individuais) e desempregadas. Nesses casos, o sal\u00e1rio-maternidade tamb\u00e9m pode ser chamado de aux\u00edlio-maternidade.<\/p>\n<p><em><strong>(Com informa\u00e7\u00f5es de Folha de S. Paulo)<\/strong><\/em><br \/>\n<em><strong>(Foto: Reprodu\u00e7\u00e3o\/Rafa Neddermeyer\/Ag\u00eancia Brasil)<\/strong><\/em><\/p>","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Medida cumpre decis\u00e3o do Supremo Tribunal Federal e permite revis\u00e3o para quem teve benef\u00edcio negado anteriormente<\/p>","protected":false},"author":10,"featured_media":10168,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[42],"tags":[13],"class_list":["post-10167","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-noticias","tag-sindical"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/fenati.org.br\/en\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/10167","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/fenati.org.br\/en\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/fenati.org.br\/en\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/fenati.org.br\/en\/wp-json\/wp\/v2\/users\/10"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/fenati.org.br\/en\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=10167"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/fenati.org.br\/en\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/10167\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":10169,"href":"https:\/\/fenati.org.br\/en\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/10167\/revisions\/10169"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/fenati.org.br\/en\/wp-json\/wp\/v2\/media\/10168"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/fenati.org.br\/en\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=10167"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/fenati.org.br\/en\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=10167"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/fenati.org.br\/en\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=10167"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}