{"id":12204,"date":"2025-10-01T14:44:13","date_gmt":"2025-10-01T17:44:13","guid":{"rendered":"https:\/\/fenati.org.br\/?p=12204"},"modified":"2025-10-01T14:44:13","modified_gmt":"2025-10-01T17:44:13","slug":"so-eu-nao-promovido-descubra-disforia-de-carreira","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/fenati.org.br\/en\/so-eu-nao-promovido-descubra-disforia-de-carreira\/","title":{"rendered":"\u201cS\u00f3 eu que n\u00e3o sou promovido?\u201d: saiba o que \u00e9 a disforia de carreira"},"content":{"rendered":"<p><strong>Disforia de carreira &#8211;<\/strong> \u201cS\u00f3 eu que n\u00e3o sou promovido nessa empresa?\u201d, desabafa Sebasti\u00e3o Freitas (Freitas) no remake da novela Vale Tudo, em exibi\u00e7\u00e3o na <a href=\"https:\/\/pt.wikipedia.org\/wiki\/TV_Globo\" rel=\"nofollow noopener\" target=\"_blank\">TV Globo<\/a>. Na trama, o personagem vivido por Lu\u00eds Lobianco est\u00e1 cansado de assistir seus colegas crescerem enquanto ele se sente estagnado na TCA, empresa comandada pela vil\u00e3 bilion\u00e1ria Odete Roitman (D\u00e9bora Bloch).<\/p>\n<p>Nesse caso, a vida de fato imita a arte. Atualiza\u00e7\u00f5es no LinkedIn de antigos colegas celebrando promo\u00e7\u00f5es, amigos anunciando empregos dos sonhos ou marcos profissionais importantes&#8230; Em meio a esse cen\u00e1rio, \u00e9 cada vez mais comum sentir-se em desvantagem na trajet\u00f3ria. Essa experi\u00eancia ganhou at\u00e9 nome: disforia de carreira.<\/p>\n<p><strong><a href=\"https:\/\/fenati.org.br\/en\/atriz-virtual-ia-polemica-e-protestos-hollywood\/\">LEIA: Atriz virtual criada por IA gera pol\u00eamica e protestos em Hollywood<\/a><\/strong><\/p>\n<p>O conceito ecoa outras express\u00f5es, como a disforia corporal (reconhecida clinicamente) ou a disforia financeira (sem valida\u00e7\u00e3o m\u00e9dica). A vers\u00e3o ligada ao trabalho segue a mesma l\u00f3gica: com uma dose de ironia, descreve o contraste entre as realiza\u00e7\u00f5es profissionais reais e a forma como a pessoa enxerga o pr\u00f3prio valor.<\/p>\n<p>Entre as manifesta\u00e7\u00f5es mais frequentes est\u00e3o evitar candidaturas a promo\u00e7\u00f5es por inseguran\u00e7a, mesmo ap\u00f3s ouvir de colegas que j\u00e1 se est\u00e1 preparado; acumular certificados e cursos n\u00e3o por ambi\u00e7\u00e3o, mas pelo receio de nunca ser \u201cbom o bastante\u201d; ou ainda permanecer em sil\u00eancio em reuni\u00f5es, apesar de ter ideias relevantes a contribuir.<\/p>\n<p>Tamb\u00e9m chamada de \u201cdisforia de trabalho\u201d, a express\u00e3o vem ganhando espa\u00e7o em conte\u00fados de diferentes plataformas \u2013 de postagens no LinkedIn a v\u00eddeos no YouTube e mat\u00e9rias em portais voltados para o p\u00fablico jovem.<\/p>\n<h4>S\u00edndrome do impostor<\/h4>\n<p>A compara\u00e7\u00e3o mais comum \u00e9 com a s\u00edndrome do impostor. A diferen\u00e7a \u00e9 que, enquanto esta est\u00e1 ligada ao medo de ser \u201cexposto\u201d como uma fraude, a disforia de carreira vai al\u00e9m de momentos isolados de d\u00favida: ela molda a forma como algu\u00e9m interpreta toda a pr\u00f3pria trajet\u00f3ria profissional.<\/p>\n<p>O contexto atual ajuda a entender a popularidade do termo. Em tempos em que o sucesso \u00e9 exibido em posts do tipo \u201c\u00c9 com entusiasmo que anuncio&#8230;\u201d, n\u00e3o \u00e9 dif\u00edcil que muitos se sintam inadequados.<\/p>\n<p>De acordo com dados da Gallup em 2024, trabalhadores norte-americanos mostraram-se cada vez mais desengajados em seus empregos. Quest\u00f5es como gestores t\u00f3xicos ou empresas que n\u00e3o valorizam os funcion\u00e1rios tamb\u00e9m intensificam essa sensa\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Um novo levantamento da Gallup, de 2025, revelou ainda que s\u00f3 30% dos empregados nos Estados Unidos sentem que algu\u00e9m no trabalho estimula seu crescimento, contra 36% em mar\u00e7o de 2020.<\/p>\n<h4>Discrimina\u00e7\u00e3o e desigualdade aprofundam o problema<\/h4>\n<p>Quando a disforia de carreira se soma a experi\u00eancias de preconceito, o quadro torna-se ainda mais complexo. O ditado \u201c\u00e9 preciso trabalhar o dobro para chegar ao mesmo lugar\u201d continua v\u00e1lido para mulheres, profissionais negros, pessoas de baixa renda e outros grupos historicamente marginalizados.<\/p>\n<p>Assim, seja por inseguran\u00e7as pessoais ou por desigualdades estruturais, a disforia de carreira tende a aprisionar trabalhadores em um ciclo que limita seu verdadeiro potencial.<\/p>\n<p>Algumas ferramentas usadas para enfrentar a ansiedade comparativa podem ser \u00fateis nesse caso: restringir o tempo de exposi\u00e7\u00e3o \u00e0s redes sociais, reconhecer e elaborar os sentimentos ou conviver mais com pessoas que oferecem apoio genu\u00edno.<\/p>\n<p>Como em qualquer processo de fortalecimento da confian\u00e7a, superar essa sensa\u00e7\u00e3o exige tempo. E at\u00e9 mesmo rir de posts que contrap\u00f5em \u201cLinkedIn versus realidade\u201d pode ser um bom come\u00e7o.<\/p>\n<p><em><strong>(Com informa\u00e7\u00f5es de Fast Company Brasil)<\/strong><\/em><br \/>\n<em><strong>(Foto: Reprodu\u00e7\u00e3o\/Freepik\/gorynvd)<\/strong><\/em><\/p>","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Tamb\u00e9m chamada de \u201cdisforia de trabalho\u201d, a express\u00e3o vem ganhando espa\u00e7o em conte\u00fados de diferentes plataformas<\/p>","protected":false},"author":11,"featured_media":12207,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[42],"tags":[13],"class_list":["post-12204","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-noticias","tag-sindical"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/fenati.org.br\/en\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/12204","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/fenati.org.br\/en\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/fenati.org.br\/en\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/fenati.org.br\/en\/wp-json\/wp\/v2\/users\/11"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/fenati.org.br\/en\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=12204"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/fenati.org.br\/en\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/12204\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":12208,"href":"https:\/\/fenati.org.br\/en\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/12204\/revisions\/12208"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/fenati.org.br\/en\/wp-json\/wp\/v2\/media\/12207"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/fenati.org.br\/en\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=12204"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/fenati.org.br\/en\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=12204"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/fenati.org.br\/en\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=12204"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}