{"id":12696,"date":"2025-10-16T16:36:08","date_gmt":"2025-10-16T19:36:08","guid":{"rendered":"https:\/\/fenati.org.br\/?p=12696"},"modified":"2025-10-16T16:36:54","modified_gmt":"2025-10-16T19:36:54","slug":"estudo-brasileiro-diagnostica-alzheimer-exame-sangue","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/fenati.org.br\/en\/estudo-brasileiro-diagnostica-alzheimer-exame-sangue\/","title":{"rendered":"Estudo brasileiro descobre meio de diagnosticar Alzheimer com de exame de sangue"},"content":{"rendered":"<p><strong>Alzheimer &#8211;<\/strong> Pesquisas conduzidas por cientistas brasileiros refor\u00e7aram o potencial de um exame de sangue para identificar a doen\u00e7a de Alzheimer. As an\u00e1lises destacam a efici\u00eancia da prote\u00edna p-tau217 como biomarcador capaz de diferenciar, de forma precisa, pessoas saud\u00e1veis daquelas com a doen\u00e7a. Os estudos, financiados pelo Instituto Serrapilheira, t\u00eam como meta incluir o teste no Sistema \u00danico de Sa\u00fade (<a href=\"https:\/\/pt.wikipedia.org\/wiki\/Sistema_%C3%9Anico_de_Sa%C3%BAde\" rel=\"nofollow noopener\" target=\"_blank\">SUS<\/a>) para uso em larga escala.<\/p>\n<p>De acordo com Eduardo Zimmer, pesquisador da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), o Brasil disp\u00f5e atualmente de dois m\u00e9todos para detectar o Alzheimer: o exame de l\u00edquor \u2013 procedimento invasivo realizado por pun\u00e7\u00e3o lombar \u2013 e os exames de imagem, como a tomografia. At\u00e9 a chegada dessas t\u00e9cnicas, o diagn\u00f3stico se baseava apenas em avalia\u00e7\u00e3o cl\u00ednica feita por neurologistas a partir dos sintomas apresentados pelos pacientes.<\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/fenati.org.br\/en\/apps-jogos-classificacao-indicativa-faixa-etaria\/\"><strong>LEIA: Apps e jogos ter\u00e3o classifica\u00e7\u00e3o indicativa com faixa et\u00e1ria a partir de 6 anos<\/strong><\/a><\/p>\n<p>\u201cTanto o exame de l\u00edquor quanto a tomografia podem ser solicitados pelo m\u00e9dico para o diagn\u00f3stico da doen\u00e7a de Alzheimer assistido por biomarcadores. O problema \u00e9 que quando pensamos num pa\u00eds como o Brasil, continental, com 160 milh\u00f5es de pessoas que dependem do SUS, como vamos fazer esses exames em larga escala? Uma pun\u00e7\u00e3o lombar necessita de infraestrutura, experi\u00eancia e normalmente \u00e9 o neurologista que faz. J\u00e1 o exame de imagem \u00e9 muito caro para usar no SUS em todo o pa\u00eds\u201d, afirmou.<\/p>\n<p>A pesquisa \u2013 assinada por 23 cientistas, sendo oito brasileiros \u2013 avaliou mais de 110 estudos envolvendo cerca de 30 mil pessoas, confirmando que o p-tau217 \u00e9 o marcador mais promissor para identificar a doen\u00e7a. Al\u00e9m de Zimmer, o trabalho conta com a coautoria de Wagner Brum, doutorando e integrante do grupo de pesquisa da UFRGS.<\/p>\n<p>Os testes realizados com 59 pacientes foram comparados ao \u201cpadr\u00e3o ouro\u201d, que \u00e9 o exame de l\u00edquor, e apresentaram \u00edndice de confiabilidade superior a 90%, n\u00edvel considerado ideal pela Organiza\u00e7\u00e3o Mundial da Sa\u00fade (OMS). Zimmer acrescenta que equipes do Instituto D\u2019Or, no Rio de Janeiro, e da UFRJ, coordenadas pelos professores S\u00e9rgio Ferreira, Fernanda De Felice e Fernanda Tovar-Moll, obtiveram resultados semelhantes.<\/p>\n<p>\u201cS\u00e3o duas regi\u00f5es diferentes do pa\u00eds, com gen\u00e9tica e caracter\u00edsticas socioculturais completamente diferente e o exame funcionou muito bem\u201d, destacou.<\/p>\n<h4>Caminho at\u00e9 o SUS<\/h4>\n<p>Na rede privada, exames de sangue para diagn\u00f3stico da doen\u00e7a j\u00e1 est\u00e3o dispon\u00edveis. Testes internacionais, como o PrecivityAD2, dos Estados Unidos, s\u00e3o oferecidos no Brasil a pre\u00e7os que chegam a R$ 3,6 mil. Apesar da alta precis\u00e3o, o valor elevado refor\u00e7a a necessidade de desenvolver uma alternativa nacional e gratuita.<\/p>\n<p>Zimmer explica que a ado\u00e7\u00e3o do exame pelo SUS depende de diversas etapas:<\/p>\n<p>\u2022 confirmar se o teste tem o desempenho necess\u00e1rio;<br \/>\n\u2022 definir estrat\u00e9gia e log\u00edstica de aplica\u00e7\u00e3o;<br \/>\n\u2022 identificar as popula\u00e7\u00f5es priorit\u00e1rias;<br \/>\n\u2022 e avaliar se o exame realmente acelera o diagn\u00f3stico.<\/p>\n<p>\u201cPrecisamos de v\u00e1rias avalia\u00e7\u00f5es para entender onde as an\u00e1lises ser\u00e3o feitas, quando esses exames v\u00e3o ser utilizados, que popula\u00e7\u00e3o ser\u00e1 beneficiada, se vai acelerar ou n\u00e3o o diagn\u00f3stico no SUS\u201d, disse.<\/p>\n<p>Ainda h\u00e1 um longo percurso at\u00e9 a incorpora\u00e7\u00e3o do exame \u00e0 rede p\u00fablica, e os resultados finais devem ser conhecidos em at\u00e9 dois anos. Embora o Alzheimer seja mais comum a partir dos 65 anos, os cientistas planejam iniciar estudos com pessoas acima dos 55.<\/p>\n<p>\u201cVamos come\u00e7ar os estudos com indiv\u00edduos com mais de 55 anos, porque sabemos que existe uma fase que a gente chama de pr\u00e9-cl\u00ednica da doen\u00e7a de Alzheimer, que \u00e9 quando a doen\u00e7a come\u00e7a a se instalar, mas o indiv\u00edduo ainda n\u00e3o tem sintomas. A ideia \u00e9 conseguirmos mapear tamb\u00e9m a preval\u00eancia desses indiv\u00edduos\u201d, acrescentou Zimmer.<\/p>\n<p>Segundo o Instituto Serrapilheira, a pesquisa foi publicada na revista Molecular Psychiatry, e os achados foram confirmados em uma revis\u00e3o internacional divulgada em setembro no peri\u00f3dico Lancet Neurology.<\/p>\n<h4>Desafio global de sa\u00fade p\u00fablica<\/h4>\n<p>O diagn\u00f3stico precoce do Alzheimer segue sendo um dos maiores desafios da medicina moderna. Segundo a OMS, cerca de 57 milh\u00f5es de pessoas vivem com algum tipo de dem\u00eancia no mundo, sendo 60% dos casos relacionados ao Alzheimer. No Brasil, o Relat\u00f3rio Nacional sobre Dem\u00eancia (2024) estima 1,8 milh\u00e3o de pessoas com a doen\u00e7a, n\u00famero que pode triplicar at\u00e9 2050.<\/p>\n<p>O estudo tamb\u00e9m mostrou que a baixa escolaridade \u00e9 um dos fatores que mais agravam o avan\u00e7o do Alzheimer, sugerindo que aspectos sociais e educacionais influenciam diretamente o envelhecimento cerebral.<\/p>\n<p>\u201cA baixa escolaridade \u00e9 um fator de risco muito importante para o decl\u00ednio cognitivo, ficando acima de idade e sexo. Fizemos esse estudo no Brasil e o primeiro lugar disparado \u00e9 a baixa escolaridade. No contexto biol\u00f3gico, a gente entende que o c\u00e9rebro que \u00e9 exposto a educa\u00e7\u00e3o formal cria mais conex\u00f5es. \u00c9 como se a gente exercitasse o c\u00e9rebro que fica mais resistente ao decl\u00ednio cognitivo\u201d, ressaltou o pesquisador.<\/p>\n<p><em><strong>(Com informa\u00e7\u00f5es de Ag\u00eancia Brasil)<\/strong><\/em><br \/>\n<em><strong>(Foto: Reprodu\u00e7\u00e3o\/Freepik)<\/strong><\/em><\/p>","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>M\u00e9todo barato e de f\u00e1cil acesso \u00e9 alternativa promissora para ser usada pelo Sistema \u00danico de Sa\u00fade em larga escala<\/p>","protected":false},"author":11,"featured_media":12697,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[42],"tags":[13],"class_list":["post-12696","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-noticias","tag-sindical"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/fenati.org.br\/en\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/12696","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/fenati.org.br\/en\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/fenati.org.br\/en\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/fenati.org.br\/en\/wp-json\/wp\/v2\/users\/11"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/fenati.org.br\/en\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=12696"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/fenati.org.br\/en\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/12696\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":12698,"href":"https:\/\/fenati.org.br\/en\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/12696\/revisions\/12698"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/fenati.org.br\/en\/wp-json\/wp\/v2\/media\/12697"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/fenati.org.br\/en\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=12696"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/fenati.org.br\/en\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=12696"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/fenati.org.br\/en\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=12696"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}