{"id":13196,"date":"2025-11-11T13:36:39","date_gmt":"2025-11-11T16:36:39","guid":{"rendered":"https:\/\/fenati.org.br\/?p=13196"},"modified":"2025-11-12T09:25:05","modified_gmt":"2025-11-12T12:25:05","slug":"pesquisadores-silicio-shitake-desenvolvimento-chips","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/fenati.org.br\/en\/pesquisadores-silicio-shitake-desenvolvimento-chips\/","title":{"rendered":"Pesquisadores substituem sil\u00edcio por shitake no desenvolvimento de chips"},"content":{"rendered":"<p><strong>Chips &#8211;<\/strong> Pesquisadores da Universidade Estadual de Ohio, nos Estados Unidos, desenvolveram chips biodegrad\u00e1veis a partir do mic\u00e9lio do cogumelo <a href=\"https:\/\/pt.wikipedia.org\/wiki\/Shiitake\" target=\"_blank\" rel=\"noopener nofollow\">shitake<\/a>. Esses dispositivos, conhecidos como memristores, s\u00e3o componentes eletr\u00f4nicos capazes de armazenar mem\u00f3ria resistiva e imitar conex\u00f5es cerebrais, com desempenho pr\u00f3ximo ao dos chips de sil\u00edcio.<\/p>\n<p>Os memristores convencionais dependem de minerais raros e processos industriais caros, o que limita o acesso e aumenta o impacto ambiental. O mic\u00e9lio do shiitake, por outro lado, \u00e9 resistente, adapt\u00e1vel e possui uma estrutura naturalmente semelhante a redes neurais, podendo ser cultivado de maneira simples, escal\u00e1vel e com menor pegada ecol\u00f3gica.<\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/fenati.org.br\/en\/falhas-chatgpt-revelam-nova-categoria-de-risco\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\"><strong>LEIA: Falhas no ChatGPT revelam nova categoria de risco em sistemas de IA<\/strong><\/a><\/p>\n<p>Para comprovar o potencial do material, os cientistas cultivaram nove amostras de shiitake em placas de Petri, permitindo que o mic\u00e9lio se expandisse sobre substratos org\u00e2nicos. Depois de um processo de desidrata\u00e7\u00e3o ao sol e reidrata\u00e7\u00e3o controlada, cada amostra foi conectada a circuitos el\u00e9tricos.<\/p>\n<p>\u201cCada parte do cogumelo tem propriedades el\u00e9tricas diferentes. Observamos rendimentos variados dependendo da voltagem e da conectividade\u201d, explicou o pesquisador John LaRocco.<\/p>\n<p>Os resultados foram promissores: os chips de cogumelo atingiram uma velocidade de comuta\u00e7\u00e3o de 5.850 Hz, com 90% de precis\u00e3o, mantendo a estabilidade mesmo ap\u00f3s m\u00faltiplos ciclos de desidrata\u00e7\u00e3o e reidrata\u00e7\u00e3o. O estudo tamb\u00e9m mostrou que o desempenho pode ser ampliado ao conectar v\u00e1rias amostras em s\u00e9rie, criando uma plataforma escal\u00e1vel.<\/p>\n<p>Embora a velocidade ainda seja inferior \u00e0 de memristores de ponta, os cientistas destacam que a possibilidade de operar m\u00faltiplos dispositivos em paralelo compensa a limita\u00e7\u00e3o. Al\u00e9m disso, a resist\u00eancia \u00e0 radia\u00e7\u00e3o e a adaptabilidade do mic\u00e9lio abrem caminho para o uso em sistemas inteligentes voltados \u00e0 explora\u00e7\u00e3o espacial ou \u00e0 medicina.<\/p>\n<p>A pesquisa, conduzida por John LaRocco, Qudsia Tahmina, Ruben Petreaca, John Simonis e Justin Hill, com apoio do Instituto de Pesquisa da Honda, foi publicada na segunda-feira (10) na revista PLOS One. Segundo os autores, os chamados \u201ccomputadores f\u00fangicos\u201d n\u00e3o apenas reduzem custos e impactos ambientais, mas tamb\u00e9m apontam para o futuro da computa\u00e7\u00e3o neurom\u00f3rfica, uma \u00e1rea que une biologia, eletr\u00f4nica e sustentabilidade.<\/p>\n<p><em><strong>(Com informa\u00e7\u00f5es de O Globo)<\/strong><\/em><br \/>\n<em><strong>(Foto: Reprodu\u00e7\u00e3o\/Freepik\/devmaryna)<\/strong><\/em><\/p>","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Dispositivos reproduzem sinapses e podem inaugurar uma nova era da computa\u00e7\u00e3o sustent\u00e1vel<\/p>","protected":false},"author":10,"featured_media":13197,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[35],"tags":[13],"class_list":["post-13196","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-ti","tag-sindical"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/fenati.org.br\/en\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/13196","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/fenati.org.br\/en\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/fenati.org.br\/en\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/fenati.org.br\/en\/wp-json\/wp\/v2\/users\/10"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/fenati.org.br\/en\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=13196"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/fenati.org.br\/en\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/13196\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":13198,"href":"https:\/\/fenati.org.br\/en\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/13196\/revisions\/13198"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/fenati.org.br\/en\/wp-json\/wp\/v2\/media\/13197"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/fenati.org.br\/en\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=13196"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/fenati.org.br\/en\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=13196"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/fenati.org.br\/en\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=13196"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}