{"id":13264,"date":"2025-11-13T15:12:09","date_gmt":"2025-11-13T18:12:09","guid":{"rendered":"https:\/\/fenati.org.br\/?p=13264"},"modified":"2025-11-13T16:53:49","modified_gmt":"2025-11-13T19:53:49","slug":"judiciario-tera-30-de-cotas-raciais-em-concursos","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/fenati.org.br\/en\/judiciario-tera-30-de-cotas-raciais-em-concursos\/","title":{"rendered":"Judici\u00e1rio ter\u00e1 30% de cotas raciais em concursos"},"content":{"rendered":"<p><strong>Cotas raciais &#8211;<\/strong> O Conselho Nacional de Justi\u00e7a (<a href=\"https:\/\/pt.wikipedia.org\/wiki\/Conselho_Nacional_de_Justi%C3%A7a\" target=\"_blank\" rel=\"noopener nofollow\">CNJ<\/a>) aprovou nesta ter\u00e7a-feira (11) uma resolu\u00e7\u00e3o que amplia de 20% para 30% o percentual m\u00ednimo de cotas raciais em concursos p\u00fablicos do Judici\u00e1rio. A nova norma tamb\u00e9m passa a incluir ind\u00edgenas e quilombolas entre os benefici\u00e1rios e alinha as regras internas do \u00f3rg\u00e3o \u00e0 lei n\u00ba 15.142\/2025, que redefiniu a pol\u00edtica de cotas no servi\u00e7o p\u00fablico federal.<\/p>\n<p>A medida ser\u00e1 aplicada em concursos com duas ou mais vagas. Al\u00e9m da amplia\u00e7\u00e3o, a resolu\u00e7\u00e3o estabelece o procedimento obrigat\u00f3rio de heteroidentifica\u00e7\u00e3o e define crit\u00e9rios espec\u00edficos para a confirma\u00e7\u00e3o da autodeclara\u00e7\u00e3o de ind\u00edgenas e quilombolas.<\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/fenati.org.br\/en\/anatel-reforca-infraestrutura-novo-plano-fiscalizar-satelites\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\"><strong>LEIA: Anatel refor\u00e7a infraestrutura e faz novo plano para fiscalizar sat\u00e9lites<\/strong><\/a><\/p>\n<p>O texto aprovado determina que 25% das vagas sejam destinadas a pessoas pretas e pardas, 3% a ind\u00edgenas e 2% a quilombolas, totalizando 30% de reserva. Ainda h\u00e1 a possibilidade de editais espec\u00edficos distribu\u00edrem at\u00e9 10% das vagas entre ind\u00edgenas e quilombolas de forma diversa, desde que o m\u00ednimo de 20% para pretos e pardos seja respeitado.<\/p>\n<p>A resolu\u00e7\u00e3o tamb\u00e9m prev\u00ea regras de redistribui\u00e7\u00e3o. Caso n\u00e3o haja candidatos suficientes em algum dos grupos, as vagas ser\u00e3o revertidas sucessivamente para os demais, primeiro entre ind\u00edgenas e quilombolas, depois para pretos e pardos e, por \u00faltimo, para ampla concorr\u00eancia.<\/p>\n<p>Em 2023, reportagem mostrou que apenas duas em cada cinco vagas reservadas a pessoas negras em concursos da magistratura estadual haviam sido efetivamente preenchidas. Na Justi\u00e7a Federal, o n\u00famero de magistrados aprovados por cota era inexistente.<\/p>\n<p>Para o soci\u00f3logo M\u00e1rcio Jos\u00e9 de Macedo, professor e coordenador de diversidade da FGV EAESP, a mudan\u00e7a \u00e9 positiva, mas n\u00e3o deve, sozinha, alterar significativamente a composi\u00e7\u00e3o do Judici\u00e1rio. \u201cDe maneira geral, apenas o estabelecimento de uma pol\u00edtica de cotas n\u00e3o garante que ela ser\u00e1 bem-sucedida\u201d, afirma.<\/p>\n<p>Segundo ele, a alta concorr\u00eancia e os custos de prepara\u00e7\u00e3o para concursos limitam o acesso de pessoas negras, ind\u00edgenas e quilombolas. \u201cO universo da magistratura \u00e9 ainda bastante homog\u00eaneo em origens de classe, ra\u00e7a e g\u00eanero. A maioria dos ju\u00edzes, promotores e desembargadores \u00e9 formada por homens brancos origin\u00e1rios das camadas m\u00e9dia e alta da sociedade brasileira\u201d, diz.<\/p>\n<p>Macedo acrescenta que muitos candidatos de grupos historicamente marginalizados n\u00e3o veem a carreira jur\u00eddica como uma possibilidade, mesmo com cotas. Para ele, a reserva de vagas \u00e9 necess\u00e1ria, mas s\u00f3 funciona se houver envolvimento institucional no enfrentamento das desigualdades estruturais.<\/p>\n<p>A conselheira do Conselho Nacional do Minist\u00e9rio P\u00fablico (CNMP), Karen Luise de Souza, apresentou no mesmo dia uma proposta semelhante para o Minist\u00e9rio P\u00fablico, tamb\u00e9m elevando a reserva m\u00ednima de 20% para 30%, sendo 25% para pessoas negras (pretas e pardas), 3% para ind\u00edgenas e 2% para quilombolas.<\/p>\n<p>\u201cEsperamos contemplar mais pessoas ind\u00edgenas e quilombolas e deixar claro o projeto de Minist\u00e9rio P\u00fablico que se pretende adotar: plural, diverso e espelho da sociedade\u201d, afirma.<\/p>\n<p>Segundo ela, as etapas dos concursos envolvem custos com inscri\u00e7\u00f5es, deslocamentos e hospedagens, o que muitas vezes inviabiliza a participa\u00e7\u00e3o de candidatos de contextos sociais menos favorecidos. Por isso, defende a cria\u00e7\u00e3o de programas de bolsas para garantir condi\u00e7\u00f5es de igualdade. \u201cH\u00e1 uma dist\u00e2ncia muito grande entre a institui\u00e7\u00e3o e o pa\u00eds real\u201d, conclui.<\/p>\n<p><em><strong>(Com informa\u00e7\u00f5es de ICL Not\u00edcias)<\/strong><\/em><br \/>\n<em><strong>(Foto: Reprodu\u00e7\u00e3o\/Rafa Neddermeyer\/Ag\u00eancia Brasil)<\/strong><\/em><\/p>","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Nova resolu\u00e7\u00e3o do CNJ aumenta a cota atual, de 20%, e passa a incluir ind\u00edgenas e quilombolas<\/p>","protected":false},"author":10,"featured_media":13265,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[42],"tags":[13],"class_list":["post-13264","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-noticias","tag-sindical"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/fenati.org.br\/en\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/13264","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/fenati.org.br\/en\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/fenati.org.br\/en\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/fenati.org.br\/en\/wp-json\/wp\/v2\/users\/10"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/fenati.org.br\/en\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=13264"}],"version-history":[{"count":3,"href":"https:\/\/fenati.org.br\/en\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/13264\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":13268,"href":"https:\/\/fenati.org.br\/en\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/13264\/revisions\/13268"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/fenati.org.br\/en\/wp-json\/wp\/v2\/media\/13265"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/fenati.org.br\/en\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=13264"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/fenati.org.br\/en\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=13264"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/fenati.org.br\/en\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=13264"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}