{"id":13288,"date":"2025-11-14T12:01:45","date_gmt":"2025-11-14T15:01:45","guid":{"rendered":"https:\/\/fenati.org.br\/?p=13288"},"modified":"2025-11-14T16:05:02","modified_gmt":"2025-11-14T19:05:02","slug":"maioria-empresas-deixa-seguranca-digital-fora","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/fenati.org.br\/en\/maioria-empresas-deixa-seguranca-digital-fora\/","title":{"rendered":"Maioria das empresas deixa seguran\u00e7a digital de fora do desenvolvimento de novos produtos"},"content":{"rendered":"<p><strong>Seguran\u00e7a digital &#8211;<\/strong> Apenas 35% das organiza\u00e7\u00f5es no <a href=\"https:\/\/pt.wikipedia.org\/wiki\/Brasil\" rel=\"nofollow noopener\" target=\"_blank\">Brasil<\/a> incluem profissionais de seguran\u00e7a da informa\u00e7\u00e3o no processo de desenvolvimento de novos produtos, aponta a primeira edi\u00e7\u00e3o do Relat\u00f3rio Nacional de Ciberseguran\u00e7a, produzido pela Cyber Economy Brasil. O percentual revela que a maior parte do mercado ainda n\u00e3o incorpora o conceito de \u201cseguran\u00e7a por design\u201d e segue exposta a falhas operacionais, aumento de custos e riscos de imagem em um ambiente cada vez mais digitalizado.<\/p>\n<p>O levantamento, base do \u00cdndice de Maturidade e Risco Cibern\u00e9tico (IMRCiber), reuniu a opini\u00e3o de cerca de 350 especialistas e avaliou dez pilares da seguran\u00e7a digital \u2013 como governan\u00e7a, cultura, tecnologias aplicadas, continuidade de neg\u00f3cios e inova\u00e7\u00e3o. Os resultados indicam que o Brasil opera em um patamar intermedi\u00e1rio, com m\u00e9dia nacional de 60%, e que os principais entraves est\u00e3o ligados \u00e0 lideran\u00e7a, \u00e0 estrat\u00e9gia corporativa e ao engajamento cultural.<\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/fenati.org.br\/en\/empresas-processam-ias-prejuizos-informacoes-falsas\/\"><strong>LEIA: Empresas processam IAs por preju\u00edzos causados por informa\u00e7\u00f5es falsas<\/strong><\/a><\/p>\n<p>Segundo o estudo, 83% das empresas n\u00e3o possuem um executivo dedicado \u00e0 seguran\u00e7a da informa\u00e7\u00e3o e, em 70% dos conselhos de administra\u00e7\u00e3o, o tema n\u00e3o aparece com regularidade na pauta. Al\u00e9m disso, s\u00f3 25% das organiza\u00e7\u00f5es contam com indicadores estrat\u00e9gicos capazes de medir a efici\u00eancia das a\u00e7\u00f5es de prote\u00e7\u00e3o digital, evidenciando a dist\u00e2ncia entre a seguran\u00e7a cibern\u00e9tica e a governan\u00e7a.<\/p>\n<p>A pesquisa tamb\u00e9m revela fragilidades estruturais: quatro em cada dez empresas deixam de realizar an\u00e1lises de impacto nos neg\u00f3cios, enquanto 70% n\u00e3o auditam seus planos de continuidade e recupera\u00e7\u00e3o. Apenas 34% disp\u00f5em de m\u00e9tricas consolidadas para avaliar a efic\u00e1cia desses programas, o que refor\u00e7a que as vulnerabilidades s\u00e3o tanto t\u00e9cnicas quanto culturais.<\/p>\n<p>No plano tecnol\u00f3gico, o pa\u00eds registra avan\u00e7os pontuais: 87% das organiza\u00e7\u00f5es t\u00eam firewall ativo e 52% j\u00e1 implementam autentica\u00e7\u00e3o multifator em sistemas sens\u00edveis. Ainda assim, a lacuna entre disponibilidade tecnol\u00f3gica e aplica\u00e7\u00e3o pr\u00e1tica persiste \u2014 43% ainda n\u00e3o utilizam Intelig\u00eancia Artificial de forma operacional, embora 68% reconhe\u00e7am seu valor estrat\u00e9gico.<\/p>\n<p>Outro ponto cr\u00edtico evidenciado pelo relat\u00f3rio \u00e9 a comunica\u00e7\u00e3o: 59% das empresas n\u00e3o traduzem riscos cibern\u00e9ticos para uma linguagem acess\u00edvel \u00e0 alta gest\u00e3o, e 57% n\u00e3o possuem clareza sobre seu pr\u00f3prio apetite de risco. Isso pode levar a decis\u00f5es estrat\u00e9gicas tomadas sem plena compreens\u00e3o dos impactos digitais.<\/p>\n<p>Apesar das lacunas, o estudo sugere uma mudan\u00e7a de percep\u00e7\u00e3o no ambiente corporativo. Mais de 60% das empresas j\u00e1 consideram a ciberseguran\u00e7a um elemento de vantagem competitiva. A gest\u00e3o de riscos e a prote\u00e7\u00e3o de dados come\u00e7am a ser percebidas n\u00e3o apenas como barreiras defensivas, mas como fundamentos de confian\u00e7a e sustentabilidade para o neg\u00f3cio.<\/p>\n<p><em><strong>(Com informa\u00e7\u00f5es Converg\u00eancia Digital)<\/strong><\/em><br \/>\n<em><strong>(Foto: Reprodu\u00e7\u00e3o\/Freepik)<\/strong><\/em><\/p>","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Relat\u00f3rio revela n\u00edvel intermedi\u00e1rio do mercado brasileiro quando o assunto \u00e9 ciberseguran\u00e7a<\/p>","protected":false},"author":11,"featured_media":13289,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[35],"tags":[13],"class_list":["post-13288","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-ti","tag-sindical"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/fenati.org.br\/en\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/13288","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/fenati.org.br\/en\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/fenati.org.br\/en\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/fenati.org.br\/en\/wp-json\/wp\/v2\/users\/11"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/fenati.org.br\/en\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=13288"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/fenati.org.br\/en\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/13288\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":13290,"href":"https:\/\/fenati.org.br\/en\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/13288\/revisions\/13290"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/fenati.org.br\/en\/wp-json\/wp\/v2\/media\/13289"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/fenati.org.br\/en\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=13288"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/fenati.org.br\/en\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=13288"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/fenati.org.br\/en\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=13288"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}