{"id":13358,"date":"2025-11-18T14:53:04","date_gmt":"2025-11-18T17:53:04","guid":{"rendered":"https:\/\/fenati.org.br\/?p=13358"},"modified":"2025-11-18T16:37:56","modified_gmt":"2025-11-18T19:37:56","slug":"cobertura-5g-mundo-milhoes-desconectados","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/fenati.org.br\/en\/cobertura-5g-mundo-milhoes-desconectados\/","title":{"rendered":"Cobertura 5G cresce no mundo, mas milh\u00f5es seguem desconectados"},"content":{"rendered":"<p><strong>Cobertura 5G &#8211;<\/strong> A conectividade global avan\u00e7a rapidamente, mas as disparidades entre pa\u00edses e regi\u00f5es seguem marcantes. Dados atualizados de 2025 mostram que, apesar da expans\u00e3o acelerada do <a href=\"https:\/\/pt.wikipedia.org\/wiki\/5G\" target=\"_blank\" rel=\"noopener nofollow\">5G<\/a> e do aumento cont\u00ednuo das assinaturas m\u00f3veis e de banda larga, o acesso \u00e0 conectividade ainda \u00e9 extremamente desigual, tanto entre na\u00e7\u00f5es ricas e pobres quanto entre \u00e1reas urbanas e rurais.<\/p>\n<p>Lan\u00e7ado comercialmente em 2019, o 5G j\u00e1 cobre 55% da popula\u00e7\u00e3o mundial. No entanto, esse n\u00famero mascara contrastes significativos: nos pa\u00edses de alta renda, a cobertura chega a 84%, enquanto nas na\u00e7\u00f5es de baixa renda n\u00e3o passa de 4%. A disparidade tamb\u00e9m se repete quando o recorte \u00e9 regional.<\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/fenati.org.br\/en\/recusa-a-negociacao-coletiva-autoriza-acao-judicial\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\"><strong>LEIA: Recusa \u00e0 negocia\u00e7\u00e3o coletiva autoriza a\u00e7\u00e3o judicial, decide TST<\/strong><\/a><\/p>\n<p>A Europa lidera com 74% da popula\u00e7\u00e3o coberta, seguida pela \u00c1sia-Pac\u00edfico (70%) e pelas Am\u00e9ricas (60%). J\u00e1 os \u00edndices caem drasticamente nos Estados \u00c1rabes (13%), na \u00c1frica (12%) e nos pa\u00edses da Comunidade de Estados Independentes (CIS), com apenas 8%.<\/p>\n<p>As diferen\u00e7as se acentuam ainda mais quando a an\u00e1lise considera o territ\u00f3rio. Globalmente, 66% da popula\u00e7\u00e3o urbana j\u00e1 est\u00e1 coberta por redes 5G, contra apenas 40% da popula\u00e7\u00e3o rural. Em pa\u00edses de alta renda, 89% das \u00e1reas urbanas possuem acesso \u00e0 tecnologia, enquanto nas zonas rurais esse \u00edndice cai para 59%.<\/p>\n<p>Entre os pa\u00edses de baixa renda, a desigualdade \u00e9 ainda mais acentuada: o 5G chega a somente 9% das \u00e1reas urbanas e \u00e9 praticamente inexistente nas rurais. Em muitas regi\u00f5es menos desenvolvidas, sobretudo em \u00e1reas rurais, parte da popula\u00e7\u00e3o ainda depende de 3G, 2G, ou sequer conta com qualquer tipo de cobertura.<\/p>\n<p><strong>4G cobre mais de 90%<\/strong><\/p>\n<p>Apesar do avan\u00e7o das novas tecnologias, redes anteriores continuam sendo a base da conectividade no planeta. O 4G cobre 93% da popula\u00e7\u00e3o global, mas a taxa cai para 56% entre pa\u00edses de baixa renda. Quando se considera o acesso via 3G ou superior, a cobertura chega a 96% da popula\u00e7\u00e3o mundial, o que significa que cerca de 312 milh\u00f5es de pessoas ainda vivem totalmente fora do alcance de qualquer banda larga m\u00f3vel.<\/p>\n<p>Metade desse contingente est\u00e1 na \u00c1frica. Entre os pa\u00edses menos desenvolvidos (LDCs) e os sem litoral (LLDCs), 12% e 11% da popula\u00e7\u00e3o, respectivamente, seguem sem acesso \u00e0 banda larga m\u00f3vel, descumprindo a meta 9.c dos Objetivos de Desenvolvimento Sustent\u00e1vel, que previa acesso universal e acess\u00edvel at\u00e9 2020.<\/p>\n<p>Mesmo com as lacunas de infraestrutura, o uso de servi\u00e7os m\u00f3veis continua em expans\u00e3o. Em 2025, o mundo atinge 9,2 bilh\u00f5es de assinaturas, o equivalente a 112 linhas para cada 100 habitantes. A diferen\u00e7a entre pa\u00edses ricos e pobres tamb\u00e9m \u00e9 evidente aqui: s\u00e3o 142 assinaturas por 100 habitantes nos primeiros, contra 70 nos segundos. Regionalmente, a maior penetra\u00e7\u00e3o ocorre nos pa\u00edses da CIS, com 159 linhas por 100 habitantes, quase o dobro do \u00edndice africano, de 92.<\/p>\n<p>A banda larga m\u00f3vel segue impulsionando a transforma\u00e7\u00e3o digital. H\u00e1 99 assinaturas por 100 habitantes, quase uma linha para cada pessoa, e elas j\u00e1 representam 89% de todas as assinaturas m\u00f3veis, ante menos de 50% em 2015. O 5G acompanha essa expans\u00e3o, ainda que de maneira desigual: 36% das assinaturas de banda larga m\u00f3vel no mundo j\u00e1 s\u00e3o da nova gera\u00e7\u00e3o, especialmente nas Am\u00e9ricas, Europa e \u00c1sia-Pac\u00edfico. Na CIS e na \u00c1frica, por\u00e9m, a propor\u00e7\u00e3o n\u00e3o ultrapassa duas assinaturas 5G por 100 habitantes, reflexo direto da baixa cobertura.<\/p>\n<p>O cen\u00e1rio \u00e9 diferente quando se observa a banda larga fixa. Embora cres\u00e7a a uma m\u00e9dia anual de 5,2% nos \u00faltimos cinco anos, sua penetra\u00e7\u00e3o global \u00e9 de apenas 20 assinaturas por 100 habitantes, n\u00famero muito inferior ao da banda larga m\u00f3vel, j\u00e1 que conex\u00f5es fixas tendem a ser compartilhadas entre moradores e exigem custos de implanta\u00e7\u00e3o mais elevados. A desigualdade econ\u00f4mica mais uma vez se imp\u00f5e: pa\u00edses de alta renda registram 39 assinaturas fixas por 100 habitantes, enquanto os de baixa renda t\u00eam apenas 0,6.<\/p>\n<p>Os n\u00fameros mostram que, embora as redes m\u00f3veis e o 5G estejam avan\u00e7ando em ritmo acelerado, a universaliza\u00e7\u00e3o da conectividade ainda \u00e9 uma meta distante. Barreiras econ\u00f4micas, geogr\u00e1ficas e regulat\u00f3rias continuam deixando milh\u00f5es de pessoas desconectadas, sobretudo nas regi\u00f5es mais pobres, menos populosas e mais remotas do planeta.<\/p>\n<p><em><strong>(Com informa\u00e7\u00f5es de Converg\u00eancia Digital)<\/strong><\/em><br \/>\n<em><strong>(Foto: Reprodu\u00e7\u00e3o\/Freepik\/kanawatTH)<\/strong><\/em><\/p>","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Tecnologia j\u00e1 alcan\u00e7a mais da metade da popula\u00e7\u00e3o mundial, mas diferen\u00e7as econ\u00f4micas e territoriais mant\u00eam regi\u00f5es inteiras fora da banda larga m\u00f3vel.<\/p>","protected":false},"author":10,"featured_media":13359,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[35],"tags":[13],"class_list":["post-13358","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-ti","tag-sindical"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/fenati.org.br\/en\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/13358","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/fenati.org.br\/en\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/fenati.org.br\/en\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/fenati.org.br\/en\/wp-json\/wp\/v2\/users\/10"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/fenati.org.br\/en\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=13358"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/fenati.org.br\/en\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/13358\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":13360,"href":"https:\/\/fenati.org.br\/en\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/13358\/revisions\/13360"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/fenati.org.br\/en\/wp-json\/wp\/v2\/media\/13359"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/fenati.org.br\/en\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=13358"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/fenati.org.br\/en\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=13358"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/fenati.org.br\/en\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=13358"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}