{"id":13531,"date":"2025-11-26T15:01:58","date_gmt":"2025-11-26T18:01:58","guid":{"rendered":"https:\/\/fenati.org.br\/?p=13531"},"modified":"2025-11-26T16:43:12","modified_gmt":"2025-11-26T19:43:12","slug":"aplicativo-revive-digitalmente-pessoas-falecidas","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/fenati.org.br\/en\/aplicativo-revive-digitalmente-pessoas-falecidas\/","title":{"rendered":"Aplicativo usa IA para reviver digitalmente pessoas falecidas"},"content":{"rendered":"<p><strong>Aplicativo &#8211;<\/strong> Um aplicativo desenvolvido por uma startup dos <a href=\"https:\/\/pt.wikipedia.org\/wiki\/Estados_Unidos\" rel=\"nofollow noopener\" target=\"_blank\">Estados Unidos<\/a> tem chamado aten\u00e7\u00e3o e provocado debates ao propor intera\u00e7\u00f5es ao vivo com vers\u00f5es digitais de pessoas falecidas. Batizado de 2Wai, o servi\u00e7o utiliza intelig\u00eancia artificial para recriar algu\u00e9m virtualmente a partir de um v\u00eddeo pr\u00e9-gravado. No momento, est\u00e1 dispon\u00edvel apenas no mercado americano.<\/p>\n<p>Para gerar o avatar, \u00e9 necess\u00e1rio filmar a pessoa diretamente no aplicativo. Esse registro inicial, com cerca de tr\u00eas minutos, serve de base para a cria\u00e7\u00e3o do modelo digital. Um v\u00eddeo de demonstra\u00e7\u00e3o da tecnologia viralizou no X (antigo Twitter): nele, uma mulher gr\u00e1vida aparece conversando com a m\u00e3e j\u00e1 falecida. A narrativa avan\u00e7a mostrando a av\u00f3 contando uma hist\u00f3ria ao beb\u00ea e, depois, a crian\u00e7a crescida interagindo com o avatar.<\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/fenati.org.br\/en\/isencao-do-ir-renda-ate-r-5-mil-vira-lei\/\"><strong>LEIA: Isen\u00e7\u00e3o do IR para renda de at\u00e9 R$ 5 mil vira lei ap\u00f3s san\u00e7\u00e3o presidencial<\/strong><\/a><\/p>\n<p>A publica\u00e7\u00e3o, feita pelo cofundador do 2Wai, Calum Worthy \u2014 ator conhecido por interpretar \u201cDez\u201d na s\u00e9rie \u201cAustin &amp; Ally\u201d, do Disney Channel \u2014 acumulou mais de 40 milh\u00f5es de visualiza\u00e7\u00f5es. A repercuss\u00e3o, por\u00e9m, foi majoritariamente cr\u00edtica. \u201cEssa \u00e9 uma das coisas mais vis que j\u00e1 vi\u201d, escreveu um usu\u00e1rio.<\/p>\n<p>\u201cMais uma forma de as pessoas perderem completamente o contato com a realidade e evitarem o processo normal do luto\u201d, comentou outro.<\/p>\n<h4>Como funciona o 2Wai?<\/h4>\n<p>O 2Wai cria aquilo que a empresa chama de \u201cHoloAvatars\u201d, n\u00e3o restritos a indiv\u00edduos que j\u00e1 morreram. Segundo a startup, tamb\u00e9m \u00e9 poss\u00edvel gerar avatares de \u201cpersonagens\u201d, como personal trainers, escritores, consultores de viagem ou astr\u00f3logos.<\/p>\n<p>Quando o objetivo \u00e9 reproduzir algu\u00e9m que j\u00e1 faleceu, o avatar s\u00f3 pode ser criado se existir um v\u00eddeo gravado antes da morte, mostrando a pessoa falando e se movimentando. A IA expande esse material para formar o \u201cg\u00eameo digital\u201d, capaz, de acordo com o 2Wai, de falar de maneira semelhante a original, reconhecer quem est\u00e1 interagindo e recuperar informa\u00e7\u00f5es passadas.<\/p>\n<p>A empresa afirma que o aplicativo comporta mais de 40 idiomas, sem especificar se o portugu\u00eas brasileiro est\u00e1 inclu\u00eddo. Por ora, o servi\u00e7o funciona apenas em iPhones (iOS) nos Estados Unidos, com lan\u00e7amento planejado para Android \u201cem breve\u201d. O uso \u00e9 gratuito, mas a startup j\u00e1 indica que \u201cassinaturas e compras dentro do app podem ser inclu\u00eddas no futuro\u201d.<\/p>\n<p>Uma especialista consultada pelo g1 alerta para os riscos emocionais associados ao uso da tecnologia, especialmente por pessoas em processo de luto.<\/p>\n<p>\u201cA mesma tecnologia que oferece companhia pode gerar confus\u00e3o entre o real e o simulado, criar depend\u00eancia afetiva e, em alguns casos, amplificar a ang\u00fastia\u201d, analisa Mariana Malvezzi, psic\u00f3loga e psicanalista da faculdade ESPM.<\/p>\n<h4>\u201cGrief tech\u201d: a tecnologia do luto<\/h4>\n<p>A pr\u00e1tica de recriar digitalmente algu\u00e9m que j\u00e1 morreu usando IA \u00e9 conhecida como grief tech. Plataformas desse tipo desenvolvem \u201cclones digitais\u201d ou \u201cg\u00eameos digitais\u201d com os quais \u00e9 poss\u00edvel conversar e interagir.<\/p>\n<p>\u201cEssa ilus\u00e3o da IA pode minar a autonomia emocional, afastar o enlutado de rituais do luto e dificultar o movimento de simboliza\u00e7\u00e3o, que \u00e9 reconhecer a morte e, aos poucos, ressignific\u00e1-la\u201d, completa a especialista.<\/p>\n<p>Um levantamento da ESPM, feito neste m\u00eas para o Dia de Finados, aponta que um em cada quatro brasileiros se imagina usando intelig\u00eancia artificial para conversar com familiares que j\u00e1 faleceram. A pesquisa ouviu 267 pessoas que perderam entes pr\u00f3ximos nos \u00faltimos dois anos.<\/p>\n<h4>Tecnologia se espalha<\/h4>\n<p>O uso de IA para \u201creviver\u201d indiv\u00edduos j\u00e1 falecidos tem se tornado mais frequente. Em maio, o g1 relatou o caso de uma vers\u00e3o digital de uma v\u00edtima de homic\u00eddio que \u201cparticipou\u201d de um julgamento no Arizona, nos EUA. A reprodu\u00e7\u00e3o criada por IA declarou ao atirador que lamentava o encontro que tiveram no dia do crime e disse acreditar que, em outra vida, poderiam ter sido amigos, segundo a Associated Press.<\/p>\n<p>Outro epis\u00f3dio pol\u00eamico envolveu o jornalista Jim Acosta, ex-\u00e2ncora da CNN, que \u201centrevistou\u201d um avatar criado por IA de Joaquin Oliver, jovem de 17 anos morto no massacre de Parkland, na Fl\u00f3rida, em 2018.<\/p>\n<p>O v\u00eddeo, divulgado no YouTube, mostra Acosta ao lado da vers\u00e3o digital do adolescente, elaborada pelos pais a partir de uma fotografia antiga, com voz e movimentos gerados por IA.<\/p>\n<p><em><strong>(Com informa\u00e7\u00f5es de g1)<\/strong><\/em><br \/>\n<em><strong>(Foto: Reprodu\u00e7\u00e3o\/Freepik\/Serg Nivens)<\/strong><\/em><\/p>","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>V\u00eddeo de demonstra\u00e7\u00e3o viraliza e divide opini\u00f5es ao mostrar avatares de falecidos conversando com familiares<\/p>","protected":false},"author":11,"featured_media":13532,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[35],"tags":[13],"class_list":["post-13531","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-ti","tag-sindical"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/fenati.org.br\/en\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/13531","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/fenati.org.br\/en\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/fenati.org.br\/en\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/fenati.org.br\/en\/wp-json\/wp\/v2\/users\/11"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/fenati.org.br\/en\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=13531"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/fenati.org.br\/en\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/13531\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":13533,"href":"https:\/\/fenati.org.br\/en\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/13531\/revisions\/13533"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/fenati.org.br\/en\/wp-json\/wp\/v2\/media\/13532"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/fenati.org.br\/en\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=13531"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/fenati.org.br\/en\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=13531"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/fenati.org.br\/en\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=13531"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}