{"id":13633,"date":"2025-11-28T17:07:55","date_gmt":"2025-11-28T20:07:55","guid":{"rendered":"https:\/\/fenati.org.br\/?p=13633"},"modified":"2025-12-01T11:13:27","modified_gmt":"2025-12-01T14:13:27","slug":"terra-40-mil-asteroides-rota-proximidade-monitorados","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/fenati.org.br\/en\/terra-40-mil-asteroides-rota-proximidade-monitorados\/","title":{"rendered":"Terra j\u00e1 tem mais de 40 mil asteroides em rota de proximidade monitorados"},"content":{"rendered":"<p><strong>Terra &#8211;<\/strong> A Ag\u00eancia Espacial Europeia (ESA) acaba de anunciar um marco hist\u00f3rico: o cat\u00e1logo de asteroides pr\u00f3ximos da <a href=\"https:\/\/pt.wikipedia.org\/wiki\/Terra\" target=\"_blank\" rel=\"noopener nofollow\">Terra<\/a> superou a marca de 40 mil objetos. Esses corpos rochosos, que variam de alguns metros a v\u00e1rios quil\u00f4metros, cruzam trajet\u00f3rias que passam relativamente perto do planeta e exigem monitoramento constante.<\/p>\n<p>Desde o registro do primeiro asteroide pr\u00f3ximo da Terra (NEA, na sigla em ingl\u00eas), Eros, descoberto em 1898, o ritmo de detec\u00e7\u00f5es permaneceu lento at\u00e9 meados do s\u00e9culo XX. A virada ocorreu a partir dos anos 1990, com o in\u00edcio dos levantamentos autom\u00e1ticos do c\u00e9u, que se tornaram ainda mais eficientes nos anos 2000.<\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/fenati.org.br\/en\/pombos-implantes-cerebrais-sao-biodrones-russos\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\"><strong>LEIA: Pombos com implantes cerebrais s\u00e3o apresentados como novos \u2018biodrones\u2019 russos<\/strong><\/a><\/p>\n<p>Em 2025, o total de NEAs identificados ultrapassou 40 mil. Destes, quase 10 mil foram descobertos apenas nos \u00faltimos tr\u00eas anos, evidenciando a evolu\u00e7\u00e3o dos sistemas de observa\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Segundo Luca Conversi, gerente do Centro de Coordena\u00e7\u00e3o de Objetos Pr\u00f3ximos da Terra (NEOCC) da ESA, \u201ca humanidade conhecia apenas cerca de mil NEAs no in\u00edcio do s\u00e9culo; o total passou para quinze mil em 2016 e depois para trinta mil em 2022\u201d. Para ele, o ritmo de descobertas seguir\u00e1 acelerado com a entrada em opera\u00e7\u00e3o de novas tecnologias.<\/p>\n<p><strong>Telesc\u00f3pios e miss\u00f5es que v\u00e3o ampliar o monitoramento<\/strong><\/p>\n<p>Entre as ferramentas que devem impulsionar ainda mais as detec\u00e7\u00f5es est\u00e1 o rec\u00e9m-inaugurado Observat\u00f3rio Vera C. Rubin, no Chile. Embora n\u00e3o seja dedicado exclusivamente \u00e0 busca por asteroides, o observat\u00f3rio deve revelar dezenas de milhares de novos objetos ao longo dos pr\u00f3ximos anos.<\/p>\n<p>A ESA tamb\u00e9m desenvolve o projeto Flyeye, um sistema composto por quatro telesc\u00f3pios espalhados pelo mundo, projetados para monitorar grandes \u00e1reas do c\u00e9u com um campo de vis\u00e3o inspirado nos olhos de insetos. A inten\u00e7\u00e3o \u00e9 localizar asteroides que ainda passam despercebidos pelos m\u00e9todos atuais.<\/p>\n<p>Ao registrar um novo objeto, astr\u00f4nomos utilizam softwares especializados para calcular trajet\u00f3rias poss\u00edveis ao longo de anos, d\u00e9cadas e at\u00e9 s\u00e9culos. Cada nova medi\u00e7\u00e3o reduz incertezas e refina previs\u00f5es de risco, processo que integra o trabalho cont\u00ednuo do NEOCC.<\/p>\n<p><strong>Riscos reais e desafios<\/strong><\/p>\n<p>Cerca de dois mil objetos atualmente apresentam alguma probabilidade, ainda que remota, de atingir a Terra nos pr\u00f3ximos cem anos. A maioria \u00e9 composta por asteroides pequenos, incapazes de causar danos significativos, e suas chances reais de impacto raramente chegam a 1%.<\/p>\n<p>Os objetos com mais de um quil\u00f4metro de di\u00e2metro, que poderiam gerar danos globais, j\u00e1 est\u00e3o praticamente todos catalogados e n\u00e3o representam qualquer amea\u00e7a conhecida. O principal desafio, segundo especialistas, est\u00e1 nos asteroides de porte m\u00e9dio, com 100 a 300 metros de di\u00e2metro. De dif\u00edcil detec\u00e7\u00e3o, eles poderiam causar destrui\u00e7\u00e3o regional e apenas cerca de 30% deles foi devidamente mapeado.<\/p>\n<p><strong>Mitiga\u00e7\u00e3o: estrat\u00e9gias para evitar impactos<\/strong><\/p>\n<p>Al\u00e9m do monitoramento, a ESA trabalha em miss\u00f5es voltadas \u00e0 defesa planet\u00e1ria. A miss\u00e3o Hera, atualmente a caminho do asteroide Dimorphos, analisar\u00e1 os efeitos da colis\u00e3o realizada pela miss\u00e3o DART da NASA, em 2022, o primeiro teste pr\u00e1tico de desvio de asteroides.<\/p>\n<p>Outro destaque \u00e9 a miss\u00e3o Ramses, que acompanhar\u00e1 de perto o asteroide Apophis em sua aproxima\u00e7\u00e3o da Terra em 2029. J\u00e1 a Miss\u00e3o de Objetos Pr\u00f3ximos da Terra no Infravermelho (NEOMIR), prevista para meados da d\u00e9cada de 2030, permitir\u00e1 observar asteroides mesmo durante o dia, algo invi\u00e1vel com telesc\u00f3pios \u00f3pticos terrestres.<\/p>\n<p>Da descoberta de Eros no s\u00e9culo XIX aos sistemas automatizados atuais, o conhecimento acumulado sobre esses objetos n\u00e3o apenas amplia a compreens\u00e3o da arquitetura do Sistema Solar, mas tamb\u00e9m fortalece estrat\u00e9gias de defesa planet\u00e1ria, tornando-as cada vez mais precisas e eficazes.<\/p>\n<p><em><strong>(Com informa\u00e7\u00f5es de Olhar Digital)<\/strong><\/em><br \/>\n<em><strong>(Foto: Reprodu\u00e7\u00e3o\/Freepik\/Imagem gerada por IA)<\/strong><\/em><\/p>","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Nova marca refor\u00e7a import\u00e2ncia de sistemas avan\u00e7ados de detec\u00e7\u00e3o e vigil\u00e2ncia para preven\u00e7\u00e3o de riscos espaciais<\/p>","protected":false},"author":10,"featured_media":13634,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[35],"tags":[13],"class_list":["post-13633","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-ti","tag-sindical"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/fenati.org.br\/en\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/13633","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/fenati.org.br\/en\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/fenati.org.br\/en\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/fenati.org.br\/en\/wp-json\/wp\/v2\/users\/10"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/fenati.org.br\/en\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=13633"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/fenati.org.br\/en\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/13633\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":13635,"href":"https:\/\/fenati.org.br\/en\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/13633\/revisions\/13635"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/fenati.org.br\/en\/wp-json\/wp\/v2\/media\/13634"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/fenati.org.br\/en\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=13633"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/fenati.org.br\/en\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=13633"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/fenati.org.br\/en\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=13633"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}