{"id":13655,"date":"2025-12-01T16:07:00","date_gmt":"2025-12-01T19:07:00","guid":{"rendered":"https:\/\/fenati.org.br\/?p=13655"},"modified":"2025-12-02T10:00:46","modified_gmt":"2025-12-02T13:00:46","slug":"trabalhadores-sindicatos-ajudam-garantia-de-direitos","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/fenati.org.br\/en\/trabalhadores-sindicatos-ajudam-garantia-de-direitos\/","title":{"rendered":"Para 70% dos trabalhadores, sindicatos s\u00e3o essenciais na garantia de direitos"},"content":{"rendered":"<p><strong>Garantia de direitos &#8211;<\/strong> Contrariando a ideia de que sindicatos perderam relev\u00e2ncia na sociedade brasileira, 68% dos trabalhadores do pa\u00eds avaliam que essas entidades t\u00eam papel importante ou muito importante na garantia de direitos e na melhoria das condi\u00e7\u00f5es de trabalho. O dado integra o estudo \u201cO Trabalho e o Brasil\u201d, do instituto Vox Populi. Al\u00e9m disso, mais de 70% dos entrevistados dizem apoiar o direito de greve.<\/p>\n<p>O levantamento, realizado com apoio do <a href=\"https:\/\/pt.wikipedia.org\/wiki\/Departamento_Intersindical_de_Estat%C3%ADstica_e_Estudos_Socioecon%C3%B4micos\" rel=\"nofollow noopener\" target=\"_blank\">Dieese<\/a> e do F\u00f3rum das Centrais Sindicais, reuniu respostas de 3.850 trabalhadores em entrevistas presenciais. Foram ouvidos assalariados com e sem carteira assinada, aut\u00f4nomos, empreendedores, servidores p\u00fablicos, trabalhadores de aplicativos, al\u00e9m de desempregados e aposentados. A margem de erro \u00e9 de 1,6 ponto percentual.<\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/fenati.org.br\/en\/startups-mudancas-whatsapp-intervencao-cade\/\"><strong>LEIA: Startups questionam mudan\u00e7as no WhatsApp e pedem interven\u00e7\u00e3o do Cade<\/strong><\/a><\/p>\n<p>Entre os consultados, 52% afirmam estar satisfeitos ou muito satisfeitos com a atua\u00e7\u00e3o dos sindicatos. Mesmo entre grupos tradicionalmente distantes do movimento, como aut\u00f4nomos e empreendedores, quase metade (49%) declarou interesse em se filiar a uma entidade.<\/p>\n<p>\u201cOs n\u00fameros surpreenderam. Sab\u00edamos que n\u00e3o era o que setores da sociedade afirmavam, que sindicatos n\u00e3o s\u00e3o representativos ou t\u00eam legitimidade. Mas a pesquisa mostra que os diferentes seguimentos de um mercado de trabalho heterog\u00eaneo, com celetistas, trabalhadoras dom\u00e9sticas, aut\u00f4nomos, entre outros, apontam que o sindicato \u00e9 importante. Mas tamb\u00e9m que ele precisa estar mais pr\u00f3ximo dos trabalhadores\u201d, afirma a soci\u00f3loga Adriana Marcolino, diretora t\u00e9cnica do Dieese.<\/p>\n<p>Os dados apontam que 68% percebem contribui\u00e7\u00e3o direta dos sindicatos para melhores sal\u00e1rios e condi\u00e7\u00f5es de trabalho; 67,8% consideram que eles ajudam a elevar a qualidade de vida; 67,1% valorizam a media\u00e7\u00e3o com empresas; e 64,3% destacam o papel das entidades na defesa de direitos. Jovens e moradores das regi\u00f5es Nordeste e Sul demonstram avalia\u00e7\u00e3o ainda mais favor\u00e1vel.<\/p>\n<p>Apesar dessa percep\u00e7\u00e3o positiva, 52,4% dos trabalhadores afirmam n\u00e3o conhecer de forma clara as a\u00e7\u00f5es das entidades que os representam.<\/p>\n<p>Questionados sobre como os sindicatos poderiam melhorar sua atua\u00e7\u00e3o, os entrevistados citam principalmente maior presen\u00e7a nos locais de trabalho (49,4%), comunica\u00e7\u00e3o mais eficiente (37,5%) e oferta de cursos de qualifica\u00e7\u00e3o (29,6%).<\/p>\n<p>Sobre as prioridades do movimento sindical, predominam as demandas por melhores sal\u00e1rios (63,8%), gera\u00e7\u00e3o de empregos de qualidade (36,6%), pol\u00edticas de sa\u00fade e seguran\u00e7a no trabalho (26,6%), redu\u00e7\u00e3o de jornada (21%) e combate \u00e0 discrimina\u00e7\u00e3o (18%). O debate sobre a extin\u00e7\u00e3o da jornada de seis dias para um de descanso tamb\u00e9m ganha for\u00e7a e tende a ser tema relevante na elei\u00e7\u00e3o presidencial de 2026.<\/p>\n<h4>Aut\u00f4nomos querem sindicato pr\u00f3prio<\/h4>\n<p>A pesquisa identificou uma taxa de sindicaliza\u00e7\u00e3o de 11,4%. No entanto, 14,6% afirmam que certamente se filiariam a um sindicato e outros 35,9% admitem essa possibilidade. Entre aut\u00f4nomos e empreendedores, 49,6% defendem a exist\u00eancia de uma entidade sindical espec\u00edfica, embora a legisla\u00e7\u00e3o brasileira restrinja a organiza\u00e7\u00e3o por categoria formal.<\/p>\n<p>\u201cAut\u00f4nomos e informais, que s\u00e3o uma parte significativa da classe trabalhadora, chegando a 38%, consideram o sindicato importante, gostariam de se sindicalizar, mas n\u00e3o h\u00e1 o sindicato para eles. O desafio agora \u00e9, olhando os resultados, se aproximar dos locais de trabalho e organizar quem vive do trabalho, mas n\u00e3o \u00e9 CLT\u201d, avalia Marcolino.<\/p>\n<p>Ela explica que a fragmenta\u00e7\u00e3o das rela\u00e7\u00f5es de trabalho \u2013 envolvendo terceirizados, profissionais PJ, trabalhadores com alta rotatividade e informais \u2013 contribui para a queda da representatividade sindical.<\/p>\n<p>\u201cH\u00e1, de fato, problemas no movimento sindical que precisam ser superados, mas a nova organiza\u00e7\u00e3o do trabalho tamb\u00e9m levou \u00e0 queda da representa\u00e7\u00e3o. O problema do movimento sindical \u00e9 que n\u00e3o conseguiu organizar uma nova estrat\u00e9gia diante disso\u201d, conclui.<\/p>\n<p>O estudo tamb\u00e9m refor\u00e7a um dado j\u00e1 divulgado em etapas anteriores: 56% dos trabalhadores que hoje atuam como aut\u00f4nomos, mas j\u00e1 tiveram carteira assinada, afirmam que gostariam de voltar ao regime CLT.<\/p>\n<p><em><strong>(Com informa\u00e7\u00f5es de Rep\u00f3rter Brasil)<\/strong><\/em><br \/>\n<em><strong>(Foto: Reprodu\u00e7\u00e3o\/Freepik)<\/strong><\/em><\/p>","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Pesquisa aponta ainda que maioria est\u00e1 satisfeita com trabalho de seu sindicato, embora apenas 11,4% sejam filiados<\/p>","protected":false},"author":11,"featured_media":13656,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[42],"tags":[13],"class_list":["post-13655","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-noticias","tag-sindical"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/fenati.org.br\/en\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/13655","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/fenati.org.br\/en\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/fenati.org.br\/en\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/fenati.org.br\/en\/wp-json\/wp\/v2\/users\/11"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/fenati.org.br\/en\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=13655"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/fenati.org.br\/en\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/13655\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":13657,"href":"https:\/\/fenati.org.br\/en\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/13655\/revisions\/13657"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/fenati.org.br\/en\/wp-json\/wp\/v2\/media\/13656"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/fenati.org.br\/en\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=13655"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/fenati.org.br\/en\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=13655"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/fenati.org.br\/en\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=13655"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}