{"id":13689,"date":"2025-12-02T15:12:59","date_gmt":"2025-12-02T18:12:59","guid":{"rendered":"https:\/\/fenati.org.br\/?p=13689"},"modified":"2025-12-02T17:19:39","modified_gmt":"2025-12-02T20:19:39","slug":"1-topo-renda-brasil-concentra-37-riqueza-total","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/fenati.org.br\/en\/1-topo-renda-brasil-concentra-37-riqueza-total\/","title":{"rendered":"1% no topo da renda no Brasil concentra 37% da riqueza total, diz relat\u00f3rio da Fazenda"},"content":{"rendered":"<p><strong>Brasil &#8211;<\/strong> O 1% mais rico da popula\u00e7\u00e3o brasileira segue concentrando a maior fatia da riqueza declarada ao <a href=\"https:\/\/pt.wikipedia.org\/wiki\/Imposto_de_renda\" target=\"_blank\" rel=\"noopener nofollow\">Imposto de Renda<\/a>. Segundo relat\u00f3rio divulgado pela Secretaria de Pol\u00edtica Econ\u00f4mica (SPE) do Minist\u00e9rio da Fazenda nesta segunda-feira (2), o grupo equivalente ao respondeu por 37,3% de todo o patrim\u00f4nio informado \u00e0 Receita Federal em 2023.<\/p>\n<p>O documento re\u00fane dados do IRPF e cruza essas informa\u00e7\u00f5es com pesquisas domiciliares para mapear como renda e riqueza est\u00e3o distribu\u00eddas no pa\u00eds.<\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/fenati.org.br\/en\/golpista-cria-rede-wi-fi-falsa-em-voo-e-vai-preso\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\"><strong>LEIA: Golpista cria rede Wi-Fi falsa em voo e acaba condenado a pris\u00e3o<\/strong><\/a><\/p>\n<p>A concentra\u00e7\u00e3o aumenta quando se amplia o recorte. Entre os 10% mais ricos, a fatia chega a 64,2% de todo o patrim\u00f4nio declarado. J\u00e1 os 5% mais ricos re\u00fanem 54,7% do total.<\/p>\n<p>A SPE observa que esses n\u00fameros podem ainda subestimar a desigualdade, uma vez que a classifica\u00e7\u00e3o dos grupos \u00e9 feita pela renda declarada, o que pode deslocar contribuintes com muitos bens, mas renda tribut\u00e1vel menor, para faixas inferiores.<\/p>\n<p>A compara\u00e7\u00e3o com a Pesquisa Nacional por Amostra de Domic\u00edlios Cont\u00ednua (PNADC) evidencia diferen\u00e7as expressivas no topo da distribui\u00e7\u00e3o. Enquanto a PNADC estima que o 0,1% mais rico concentra 2,9% da renda nacional, os dados do IRPF mostram que esse grupo declara 12,5% da renda total \u2013 quase quatro vezes mais.<\/p>\n<p>Segundo o relat\u00f3rio, isso ocorre porque as pesquisas domiciliares t\u00eam dificuldade de alcan\u00e7ar pessoas de renda muito alta e dependem da informa\u00e7\u00e3o fornecida pelos entrevistados, al\u00e9m de n\u00e3o capturarem lucros, dividendos e ganhos de capital com a mesma precis\u00e3o das declara\u00e7\u00f5es formais.<\/p>\n<p><strong>Progressividade do IR se perde no topo<\/strong><\/p>\n<p>O estudo tamb\u00e9m avalia como o Imposto de Renda incide sobre cada grupo. Embora a tabela seja progressiva, a progressividade diminui entre os mais ricos. A al\u00edquota efetiva \u2013 que mede quanto cada contribuinte paga sobre sua renda total \u2013 cai no topo da distribui\u00e7\u00e3o. Entre o 0,01% mais rico, ela \u00e9 4,6% menor que a aplicada \u00e0 faixa de renda m\u00e9dia.<\/p>\n<p>Essa queda \u00e9 explicada pela composi\u00e7\u00e3o da renda: grande parte do que esses contribuintes recebem vem de lucros e dividendos, rendimentos isentos ou de tributa\u00e7\u00e3o exclusiva, al\u00e9m de gastos dedut\u00edveis e regimes especiais que reduzem a base tribut\u00e1vel.<\/p>\n<p>Nos 0,1% do topo, apenas 5,8% da renda \u00e9 tribut\u00e1vel. Rendimentos com tributa\u00e7\u00e3o exclusiva representam 43,1%, e os isentos chegam a 51,1%. No \u00faltimo degrau da renda, o 0,01% mais rico, a fatia de rendimentos tribut\u00e1veis cai para 2,3%, enquanto os exclusivos sobem para 55,8% e os isentos chegam a 41,9%.<\/p>\n<p><strong>Patrim\u00f4nio<\/strong><\/p>\n<p>Os dados do IRPF tamb\u00e9m mostram como se distribui o patrim\u00f4nio no Brasil: 50,2% s\u00e3o bens financeiros, 36,7% correspondem a im\u00f3veis, 6,7% a outros bens e direitos e 6,4% a bens m\u00f3veis, como ve\u00edculos. Os ativos financeiros est\u00e3o ainda mais concentrados entre os mais ricos e explicam boa parte dos rendimentos que escapam da tabela progressiva do IR.<\/p>\n<p><strong>Desigualdades persistem<\/strong><\/p>\n<p>O levantamento aponta diferen\u00e7as significativas entre homens e mulheres. Elas representam 44,1% dos declarantes, mas respondem por 38% da renda e t\u00eam patrim\u00f4nio m\u00e9dio 46,9% menor. Como recebem proporcionalmente mais renda tribut\u00e1vel e menos rendimentos isentos, acabam pagando, em m\u00e9dia, uma fatia maior do que ganham em Imposto de Renda.<\/p>\n<p>A desigualdade racial tamb\u00e9m aparece com for\u00e7a no topo da pir\u00e2mide. Entre o 1% mais rico, 78,6% s\u00e3o brancos, enquanto pretos e pardos representam apenas 3,1%. Na base, mulheres negras s\u00e3o maioria entre os 10% mais pobres, segundo a combina\u00e7\u00e3o dos dados da PNADC com o IRPF.<\/p>\n<p><em><strong>(Com informa\u00e7\u00f5es de O Globo)<\/strong><\/em><br \/>\n<em><strong>(Foto: Reprodu\u00e7\u00e3o\/Freepik\/gustavomellossa)<\/strong><\/em><\/p>","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Estudo baseado em dados do IRPF revela forte concentra\u00e7\u00e3o patrimonial e queda na tributa\u00e7\u00e3o efetiva entre os mais ricos<\/p>","protected":false},"author":6,"featured_media":13690,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[42],"tags":[13],"class_list":["post-13689","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-noticias","tag-sindical"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/fenati.org.br\/en\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/13689","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/fenati.org.br\/en\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/fenati.org.br\/en\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/fenati.org.br\/en\/wp-json\/wp\/v2\/users\/6"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/fenati.org.br\/en\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=13689"}],"version-history":[{"count":2,"href":"https:\/\/fenati.org.br\/en\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/13689\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":13699,"href":"https:\/\/fenati.org.br\/en\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/13689\/revisions\/13699"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/fenati.org.br\/en\/wp-json\/wp\/v2\/media\/13690"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/fenati.org.br\/en\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=13689"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/fenati.org.br\/en\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=13689"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/fenati.org.br\/en\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=13689"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}