{"id":14022,"date":"2025-12-12T15:16:29","date_gmt":"2025-12-12T18:16:29","guid":{"rendered":"https:\/\/fenati.org.br\/?p=14022"},"modified":"2025-12-12T16:43:54","modified_gmt":"2025-12-12T19:43:54","slug":"nova-tecnica-desenvolvida-brasileiros-previsao-deslizamentos","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/fenati.org.br\/en\/nova-tecnica-desenvolvida-brasileiros-previsao-deslizamentos\/","title":{"rendered":"Nova t\u00e9cnica desenvolvida por brasileiros aprimora previs\u00e3o de deslizamentos"},"content":{"rendered":"<p><strong>Deslizamentos &#8211;<\/strong> Pesquisadores do Instituto de Ci\u00eancias Matem\u00e1ticas e de Computa\u00e7\u00e3o da USP (ICMC-USP) e do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) desenvolveram um m\u00e9todo capaz de prever deslizamentos de terra com mais precis\u00e3o no munic\u00edpio de S\u00e3o Sebasti\u00e3o, no <a href=\"https:\/\/pt.wikipedia.org\/wiki\/Litoral_de_S%C3%A3o_Paulo\" target=\"_blank\" rel=\"noopener nofollow\">litoral norte paulista<\/a>. A proposta busca diminuir incertezas na an\u00e1lise de risco e aproximar o diagn\u00f3stico do comportamento real desses eventos.<\/p>\n<p>Segundo o estudo, mesmo munic\u00edpios com poucos recursos podem aplicar a t\u00e9cnica, j\u00e1 que ela utiliza ferramentas estat\u00edsticas acess\u00edveis. A abordagem foi detalhada em publica\u00e7\u00e3o no Scientific Reports.<\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/fenati.org.br\/en\/rede-eletrica-custo-reduzido-trunfo-chines-eua-ia\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\"><strong>LEIA: Rede el\u00e9trica gigante e custo reduzido: o trunfo chin\u00eas para superar os EUA em IA<\/strong><\/a><\/p>\n<p>A pesquisa comparou o m\u00e9todo tradicional de an\u00e1lise, baseado na avalia\u00e7\u00e3o subjetiva de especialistas sobre fatores como inclina\u00e7\u00e3o, proximidade de rios e tipo de solo, com uma vers\u00e3o estat\u00edstica chamada AHP Gaussiano.<\/p>\n<p>Enquanto o modelo convencional faz compara\u00e7\u00f5es diretas entre os fatores, o AHP Gaussiano utiliza a curva de Gauss para definir o peso de cada vari\u00e1vel de forma objetiva.<\/p>\n<p>Entre os elementos considerados est\u00e3o:<\/p>\n<p>\u2022 Eleva\u00e7\u00e3o e inclina\u00e7\u00e3o de encostas<br \/>\n\u2022 Dist\u00e2ncia de rios, estradas e outras estruturas<br \/>\n\u2022 Tipos de solo e cobertura vegetal<br \/>\n\u2022 Padr\u00f5es de ocupa\u00e7\u00e3o urbana<\/p>\n<p>De acordo com os autores, isso permite produzir mapas de risco mais precisos e confi\u00e1veis. A pesquisadora Cl\u00e1udia Maria de Almeida, do Inpe, integra a equipe respons\u00e1vel pelo estudo.<\/p>\n<p><strong>Valida\u00e7\u00e3o em S\u00e3o Sebasti\u00e3o<\/strong><\/p>\n<p>Para testar a metodologia, os pesquisadores analisaram imagens a\u00e9reas de alta resolu\u00e7\u00e3o \u2013 com detalhe de 10 cent\u00edmetros \u2013 e complementaram o levantamento com registros do Google Earth e PlanetScope. Foram identificadas 983 coroas de deslizamento e 1.070 cicatrizes.<\/p>\n<p>O AHP Gaussiano classificou 26,31% da \u00e1rea como de risco muito alto, contra 23,52% do m\u00e9todo tradicional. O ganho, mesmo discreto numericamente, aproxima os resultados das condi\u00e7\u00f5es reais observadas, destaca R\u00f4mulo Marques-Carvalho, doutorando do ICMC-USP e autor principal da pesquisa.<\/p>\n<p><strong>Aplica\u00e7\u00f5es al\u00e9m dos deslizamentos<\/strong><\/p>\n<p>Os pesquisadores explicam que a t\u00e9cnica tamb\u00e9m pode ajudar a identificar outros tipos de vulnerabilidade ambiental, como risco de inc\u00eandios, desmatamento, rebaixamento do solo e desertifica\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Com a intensifica\u00e7\u00e3o de eventos extremos provocada pelas mudan\u00e7as clim\u00e1ticas, observa Andr\u00e9 Ferreira de Carvalho, orientador do trabalho, ferramentas como o AHP Gaussiano tendem a se tornar ainda mais relevantes.<\/p>\n<p>Marques-Carvalho refor\u00e7a que a aplica\u00e7\u00e3o \u00e9 simples: basta que prefeituras tenham acesso a dados geoespaciais b\u00e1sicos e utilizem um computador comum com o software livre QGIS para processar os mapas de risco.<\/p>\n<p><em><strong>(Com informa\u00e7\u00f5es de Olhar Digital)<\/strong><\/em><br \/>\n<em><strong>(Foto: Reprodu\u00e7\u00e3o\/Freepik)<\/strong><\/em><\/p>","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Novo m\u00e9todo estat\u00edstico identifica \u00e1reas de risco com maior precis\u00e3o e foi testado em S\u00e3o Sebasti\u00e3o<\/p>","protected":false},"author":6,"featured_media":14024,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[42],"tags":[13],"class_list":["post-14022","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-noticias","tag-sindical"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/fenati.org.br\/en\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/14022","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/fenati.org.br\/en\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/fenati.org.br\/en\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/fenati.org.br\/en\/wp-json\/wp\/v2\/users\/6"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/fenati.org.br\/en\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=14022"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/fenati.org.br\/en\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/14022\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":14025,"href":"https:\/\/fenati.org.br\/en\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/14022\/revisions\/14025"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/fenati.org.br\/en\/wp-json\/wp\/v2\/media\/14024"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/fenati.org.br\/en\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=14022"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/fenati.org.br\/en\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=14022"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/fenati.org.br\/en\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=14022"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}