{"id":14051,"date":"2025-12-15T14:47:39","date_gmt":"2025-12-15T17:47:39","guid":{"rendered":"https:\/\/fenati.org.br\/?p=14051"},"modified":"2025-12-16T10:34:55","modified_gmt":"2025-12-16T13:34:55","slug":"cientistas-criam-mini-coracao-humano","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/fenati.org.br\/en\/cientistas-criam-mini-coracao-humano\/","title":{"rendered":"Cientistas criam mini cora\u00e7\u00e3o humano capaz de simular arritmia comum"},"content":{"rendered":"<p><strong>Cora\u00e7\u00e3o humano &#8211;<\/strong> Cientistas da Michigan State University (MSU), nos <a href=\"https:\/\/pt.wikipedia.org\/wiki\/Estados_Unidos\" target=\"_blank\" rel=\"noopener nofollow\">Estados Unidos<\/a>, desenvolveram um mini cora\u00e7\u00e3o humano em laborat\u00f3rio capaz de reproduzir a fibrila\u00e7\u00e3o atrial, um tipo de arritmia marcada por batimentos irregulares e, muitas vezes, acelerados. A condi\u00e7\u00e3o atinge cerca de 60 milh\u00f5es de pessoas no mundo e, segundo os pesquisadores, permanece h\u00e1 d\u00e9cadas sem avan\u00e7os significativos em tratamentos.<\/p>\n<p>O novo modelo foi criado a partir de organoides card\u00edacos \u2014 pequenas estruturas tridimensionais funcionais do cora\u00e7\u00e3o humano \u2014 desenvolvidos sob a lideran\u00e7a do pesquisador Aitor Aguirre, professor associado de engenharia biom\u00e9dica e chefe da divis\u00e3o de biologia do desenvolvimento e de c\u00e9lulas-tronco do Institute for Quantitative Health Science and Engineering da MSU. Desde 2020, o grupo trabalha na cria\u00e7\u00e3o desses modelos, que recentemente passaram a ser adaptados para simular a fibrila\u00e7\u00e3o atrial.<\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/fenati.org.br\/en\/fabricante-chinesa-chips-estreia-bolsa-alta-recorde\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\"><strong>LEIA: Fabricante chinesa de chips tem estreia na bolsa com alta recorde<\/strong><\/a><\/p>\n<p>Com tamanho aproximado ao de uma lentilha, os organoides s\u00e3o considerados altamente precisos. Eles permitem observar o desenvolvimento do cora\u00e7\u00e3o, o surgimento de doen\u00e7as e a resposta a medicamentos de forma in\u00e9dita. O batimento dessas estruturas \u00e9 suficientemente forte para ser visto a olho nu, dispensando o uso de microsc\u00f3pio.<\/p>\n<p>Produzidos a partir de c\u00e9lulas-tronco humanas doadas, os mini cora\u00e7\u00f5es apresentam organiza\u00e7\u00e3o complexa, com estruturas semelhantes a c\u00e2maras card\u00edacas e redes vasculares formadas por art\u00e9rias, veias e capilares. Segundo os pesquisadores, essas caracter\u00edsticas fazem com que os organoides se comportem de maneira muito pr\u00f3xima a um cora\u00e7\u00e3o humano real.<\/p>\n<p>Um dos avan\u00e7os mais recentes do laborat\u00f3rio foi a inclus\u00e3o de c\u00e9lulas do sistema imunol\u00f3gico, chamadas macr\u00f3fagos, nos organoides. O marco foi alcan\u00e7ado pelo estudante de medicina osteop\u00e1tica e pesquisador Colin O\u2019Hern. Essas c\u00e9lulas desempenham papel fundamental no desenvolvimento do cora\u00e7\u00e3o humano, ajudando na forma\u00e7\u00e3o adequada do \u00f3rg\u00e3o.<\/p>\n<p>Com a presen\u00e7a dos macr\u00f3fagos, os cientistas conseguiram induzir inflama\u00e7\u00e3o nos organoides, provocando altera\u00e7\u00f5es no ritmo dos batimentos que imitam a fibrila\u00e7\u00e3o atrial. De acordo com O\u2019Hern, o modelo permite, pela primeira vez, observar diretamente o comportamento de tecido card\u00edaco humano vivo em condi\u00e7\u00f5es semelhantes \u00e0s da doen\u00e7a.<\/p>\n<p>Durante os experimentos, a adi\u00e7\u00e3o de mol\u00e9culas inflamat\u00f3rias levou os mini cora\u00e7\u00f5es a baterem de forma irregular. Em seguida, a introdu\u00e7\u00e3o de um medicamento anti-inflamat\u00f3rio resultou na normaliza\u00e7\u00e3o parcial do ritmo, demonstrando o potencial do modelo para testar terapias.<\/p>\n<p>Atualmente, os tratamentos dispon\u00edveis para fibrila\u00e7\u00e3o atrial costumam focar apenas nos sintomas, sem atuar diretamente nos mecanismos que causam a doen\u00e7a. A dificuldade em desenvolver novos medicamentos est\u00e1 relacionada, entre outros fatores, \u00e0 aus\u00eancia de modelos animais que reproduzam com fidelidade a condi\u00e7\u00e3o humana. Para Aguirre, o novo organoide pode transformar esse cen\u00e1rio.<\/p>\n<p>Al\u00e9m de simular a arritmia, os pesquisadores tamb\u00e9m desenvolveram um sistema capaz de \u201cenvelhecer\u201d os organoides, fazendo com que se assemelhem a cora\u00e7\u00f5es adultos. Isso foi poss\u00edvel ao expor as estruturas a n\u00edveis de inflama\u00e7\u00e3o semelhantes aos associados \u00e0 fibrila\u00e7\u00e3o atrial. Com isso, o grupo conseguiu restaurar o ritmo normal dos mini cora\u00e7\u00f5es ao aplicar um medicamento que j\u00e1 era previsto como eficaz com base nos pr\u00f3prios testes do modelo.<\/p>\n<p>O estudo tamb\u00e9m revelou que c\u00e9lulas imunol\u00f3gicas inatas, residentes no pr\u00f3prio cora\u00e7\u00e3o, ajudam a regular o desenvolvimento e o ritmo card\u00edaco. Essas descobertas ampliam a compreens\u00e3o sobre dist\u00farbios card\u00edacos cong\u00eanitos, que est\u00e3o entre os defeitos de nascimento mais comuns.<\/p>\n<p><em><strong>(Com informa\u00e7\u00f5es de Olhar Digital)<\/strong><\/em><br \/>\n<em><strong>(Foto: Reprodu\u00e7\u00e3o\/Freepik)<\/strong><\/em><\/p>","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Modelo tridimensional reproduz fibrila\u00e7\u00e3o atrial e permite observar, em tempo real, o impacto da inflama\u00e7\u00e3o e de medicamentos no ritmo card\u00edaco<\/p>","protected":false},"author":6,"featured_media":14052,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[42],"tags":[13],"class_list":["post-14051","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-noticias","tag-sindical"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/fenati.org.br\/en\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/14051","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/fenati.org.br\/en\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/fenati.org.br\/en\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/fenati.org.br\/en\/wp-json\/wp\/v2\/users\/6"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/fenati.org.br\/en\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=14051"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/fenati.org.br\/en\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/14051\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":14053,"href":"https:\/\/fenati.org.br\/en\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/14051\/revisions\/14053"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/fenati.org.br\/en\/wp-json\/wp\/v2\/media\/14052"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/fenati.org.br\/en\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=14051"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/fenati.org.br\/en\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=14051"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/fenati.org.br\/en\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=14051"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}