{"id":14092,"date":"2025-12-16T17:16:23","date_gmt":"2025-12-16T20:16:23","guid":{"rendered":"https:\/\/fenati.org.br\/?p=14092"},"modified":"2025-12-17T10:27:17","modified_gmt":"2025-12-17T13:27:17","slug":"crise-dos-chips-ameaca-evolucao-smartphone-pcs","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/fenati.org.br\/en\/crise-dos-chips-ameaca-evolucao-smartphone-pcs\/","title":{"rendered":"Crise dos chips amea\u00e7a evolu\u00e7\u00e3o e pre\u00e7os de smartphones e PCs a partir de 2026"},"content":{"rendered":"<p><strong>Crise dos chips &#8211;<\/strong> O mercado de eletr\u00f4nicos de consumo deve enfrentar um cen\u00e1rio mais restritivo a partir de 2026. Al\u00e9m de pre\u00e7os mais elevados, celulares, notebooks e computadores podem apresentar estagna\u00e7\u00e3o \u2013 ou at\u00e9 retrocesso \u2013 em suas especifica\u00e7\u00f5es t\u00e9cnicas. A proje\u00e7\u00e3o aparece em um relat\u00f3rio da consultoria TrendForce, que aponta uma alta cont\u00ednua no custo dos chips de mem\u00f3ria DRAM e NAND ao longo do primeiro semestre do pr\u00f3ximo ano.<\/p>\n<p>Segundo a an\u00e1lise, o aumento no pre\u00e7o dos componentes j\u00e1 for\u00e7a fabricantes globais a rever estrat\u00e9gias para preservar margens de lucro. A resposta da ind\u00fastria tende a seguir dois caminhos principais: aparelhos mais caros nas prateleiras e cortes nas configura\u00e7\u00f5es de <a href=\"https:\/\/pt.wikipedia.org\/wiki\/Hardware\" target=\"_blank\" rel=\"noopener nofollow\">hardware<\/a>.<\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/fenati.org.br\/en\/quase-colisao-no-espaco-expoe-riscos-trafego-intenso\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\"><strong>LEIA: Quase colis\u00e3o no espa\u00e7o exp\u00f5e riscos do tr\u00e1fego intenso em \u00f3rbita baixa<\/strong><\/a><\/p>\n<p>Ao mesmo tempo, a expectativa de crescimento nas remessas de dispositivos foi revisada para baixo, j\u00e1 que parte da capacidade de produ\u00e7\u00e3o est\u00e1 sendo direcionada \u00e0 forte demanda por servidores de intelig\u00eancia artificial.<\/p>\n<p>Na internet, esse cen\u00e1rio de escassez e encarecimento passou a ser chamado de \u201cRAMagedom\u201d, uma refer\u00eancia ao temor de que comprar um novo smartphone ou montar um computador volte a se tornar invi\u00e1vel para muitos consumidores, em um movimento que lembra os gargalos enfrentados ap\u00f3s a pandemia.<\/p>\n<p><strong>Smartphones mais caros e com menos mem\u00f3ria<\/strong><\/p>\n<p>O impacto mais imediato deve ser sentido nos smartphones de entrada e intermedi\u00e1rios. O relat\u00f3rio indica que a expans\u00e3o da mem\u00f3ria RAM, observada nos \u00faltimos anos, deve perder for\u00e7a rapidamente. No segmento intermedi\u00e1rio, modelos com 12 GB de RAM tendem a se tornar raros ou restritos \u00e0s linhas premium. J\u00e1 nos aparelhos b\u00e1sicos, a press\u00e3o de custos pode levar a um retorno ao padr\u00e3o de 4 GB de RAM, revertendo avan\u00e7os recentes.<\/p>\n<p>At\u00e9 pouco tempo, modelos acess\u00edveis como Galaxy A16 5G e Poco C75 j\u00e1 apareciam em vers\u00f5es com mais de 6 GB de RAM, mesmo em faixas de pre\u00e7o abaixo de R$ 1.700. Esse movimento, no entanto, pode n\u00e3o se sustentar.<\/p>\n<p>No Brasil, a Samsung estima reajustes entre 10% e 20% nos pre\u00e7os de smartphones das linhas b\u00e1sicas e intermedi\u00e1rias. Mesmo no topo de linha, a transi\u00e7\u00e3o para 16 GB de RAM deve perder ritmo. A consultoria destaca que a mem\u00f3ria passou a representar uma parcela cada vez maior do custo total de produ\u00e7\u00e3o, afetando inclusive empresas com margens mais confort\u00e1veis, como a Apple.<\/p>\n<p>A consultoria Counterpoint Research tamb\u00e9m revisou suas proje\u00e7\u00f5es e agora estima uma queda de 2,1% nas remessas globais de smartphones em 2026. Com a mem\u00f3ria mais cara, os pre\u00e7os sobem e a demanda tende a recuar.<\/p>\n<p>O segmento de entrada deve ser o mais afetado. Marcas chinesas que operam com margens reduzidas, como Honor, Oppo e Vivo Mobile (Jovi no Brasil), podem registrar quedas mais acentuadas nas vendas em rela\u00e7\u00e3o \u00e0s estimativas anteriores. A dificuldade em manter pre\u00e7os competitivos nesses modelos pode atrasar a troca de aparelhos, especialmente em mercados emergentes.<\/p>\n<p><strong>Notebooks e PCs tamb\u00e9m entram na conta<\/strong><\/p>\n<p>Para notebooks e computadores, o cen\u00e1rio n\u00e3o \u00e9 menos preocupante. A TrendForce aponta que reduzir drasticamente a mem\u00f3ria RAM dos laptops n\u00e3o \u00e9 vi\u00e1vel, j\u00e1 que sistemas operacionais e softwares atuais exigem configura\u00e7\u00f5es m\u00ednimas mais robustas. No caso do Windows 11, m\u00e1quinas com menos de 8 GB de RAM j\u00e1 se tornam pouco adequadas para uso fluido.<\/p>\n<p>Com isso, as configura\u00e7\u00f5es entre 8 GB e 16 GB devem permanecer como padr\u00e3o. Sem espa\u00e7o para cortar custos no hardware, a alternativa para os fabricantes ser\u00e1 repassar os aumentos ao consumidor final.<\/p>\n<p>O encarecimento tamb\u00e9m atinge os SSDs. Os chips de mem\u00f3ria NAND, usados nesses componentes, registraram um aumento acumulado expressivo desde o in\u00edcio de 2025. Como a mem\u00f3ria representa a maior parte do custo de fabrica\u00e7\u00e3o de um SSD, o repasse ao varejo \u00e9 considerado inevit\u00e1vel e deve se estender por todo o ano de 2026. Fabricantes como Dell, Lenovo, HP, LG e Samsung j\u00e1 anunciaram revis\u00f5es de pre\u00e7os entre o fim deste ano e o come\u00e7o do pr\u00f3ximo.<\/p>\n<p><em><strong>(Com informa\u00e7\u00f5es de Tecnoblog)<\/strong><\/em><br \/>\n<em><strong>(Foto: Reprodu\u00e7\u00e3o\/Freepik)<\/strong><\/em><\/p>","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Alta no custo de mem\u00f3rias pressiona fabricantes, que devem reduzir especifica\u00e7\u00f5es e repassar aumentos ao consumidor<\/p>","protected":false},"author":6,"featured_media":14093,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[42],"tags":[13],"class_list":["post-14092","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-noticias","tag-sindical"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/fenati.org.br\/en\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/14092","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/fenati.org.br\/en\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/fenati.org.br\/en\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/fenati.org.br\/en\/wp-json\/wp\/v2\/users\/6"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/fenati.org.br\/en\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=14092"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/fenati.org.br\/en\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/14092\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":14094,"href":"https:\/\/fenati.org.br\/en\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/14092\/revisions\/14094"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/fenati.org.br\/en\/wp-json\/wp\/v2\/media\/14093"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/fenati.org.br\/en\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=14092"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/fenati.org.br\/en\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=14092"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/fenati.org.br\/en\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=14092"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}