{"id":14222,"date":"2026-01-06T14:23:12","date_gmt":"2026-01-06T17:23:12","guid":{"rendered":"https:\/\/fenati.org.br\/?p=14222"},"modified":"2026-01-06T16:03:17","modified_gmt":"2026-01-06T19:03:17","slug":"citricultura-ms-bilhoes-diversifica-agronegocio","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/fenati.org.br\/en\/citricultura-ms-bilhoes-diversifica-agronegocio\/","title":{"rendered":"Citricultura avan\u00e7a em MS, movimenta bilh\u00f5es e diversifica agroneg\u00f3cio"},"content":{"rendered":"<p><strong>Citricultura &#8211;<\/strong> Mato Grosso do Sul vem se consolidando cada vez mais como pot\u00eancia agr\u00edcola com o avan\u00e7o expressivo da citricultura, atividade que j\u00e1 injeta cerca de R$ 2,4 bilh\u00f5es em investimentos no Estado. Com aproximadamente 35 mil hectares de projetos prospectados, o setor desponta como uma das principais apostas do <a href=\"https:\/\/pt.wikipedia.org\/wiki\/Agroneg%C3%B3cio\" target=\"_blank\" rel=\"noopener nofollow\">agroneg\u00f3cio<\/a> sul-mato-grossense para diversificar a base produtiva, gerar renda e atrair novos empreendimentos.<\/p>\n<p>Atualmente, o Estado j\u00e1 contabiliza mais de 7 milh\u00f5es de mudas implantadas e trabalha com a meta de alcan\u00e7ar 50 mil hectares de pomares formados at\u00e9 2030. Esse crescimento deve ampliar de forma significativa a participa\u00e7\u00e3o de Mato Grosso do Sul na produ\u00e7\u00e3o nacional de laranja.<\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/fenati.org.br\/en\/netflix-confirma-solicitacao-cpf-cep-clientes-brasil\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\"><strong>LEIA: Netflix confirma solicita\u00e7\u00e3o de CPF e CEP a clientes no Brasil<\/strong><\/a><\/p>\n<p>Mesmo ainda fora do grupo dos maiores produtores do pa\u00eds, ranking liderado por S\u00e3o Paulo, respons\u00e1vel por cerca de 78% da produ\u00e7\u00e3o nacional, seguido por Minas Gerais, Paran\u00e1 e Bahia, o Estado vive um processo consistente de expans\u00e3o da citricultura. Entre os fatores que sustentam esse movimento est\u00e3o a disponibilidade de terras, condi\u00e7\u00f5es clim\u00e1ticas favor\u00e1veis, log\u00edstica estrat\u00e9gica e um ambiente de seguran\u00e7a jur\u00eddica que tem atra\u00eddo investidores.<\/p>\n<p>Nos \u00faltimos anos, grandes grupos citr\u00edcolas nacionais passaram a direcionar aportes robustos para Mato Grosso do Sul. Um dos principais exemplos \u00e9 a Cutrale, que j\u00e1 possui grande parte de seus 5 mil hectares plantados em Sidrol\u00e2ndia e tem previs\u00e3o de atingir at\u00e9 8 milh\u00f5es de caixas por safra quando os pomares estiverem em plena produ\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Al\u00e9m da Cutrale, outras empresas de peso v\u00eam ampliando sua atua\u00e7\u00e3o no Estado, como Cambuy, Frucamp, Agro Terena, Citrosuco e o Grupo Junqueira Rodas, al\u00e9m de diversos produtores independentes que apostam na diversifica\u00e7\u00e3o produtiva e no potencial da citricultura sul-mato-grossense.<\/p>\n<p>Para o secret\u00e1rio de Estado de Meio Ambiente, Desenvolvimento, Ci\u00eancia, Tecnologia e Inova\u00e7\u00e3o (Semadesc), Jaime Verruck, o avan\u00e7o da atividade \u00e9 resultado de uma estrat\u00e9gia estruturada que combina investimentos privados e pol\u00edticas p\u00fablicas voltadas \u00e0 sanidade, capacita\u00e7\u00e3o e fortalecimento do ambiente de neg\u00f3cios.<\/p>\n<p>\u201cA citricultura representa uma nova fronteira agr\u00edcola para Mato Grosso do Sul. O Estado construiu uma base s\u00f3lida de seguran\u00e7a jur\u00eddica e sanit\u00e1ria, com a\u00e7\u00f5es firmes na defesa agropecu\u00e1ria, capacita\u00e7\u00e3o de profissionais e parceria com institui\u00e7\u00f5es como o Fundecitrus. Isso tem dado confian\u00e7a aos investidores e criado condi\u00e7\u00f5es para um crescimento sustent\u00e1vel da atividade\u201d, destacou Verruck.<\/p>\n<p>O fortalecimento da cadeia produtiva tamb\u00e9m conta com a\u00e7\u00f5es de apoio t\u00e9cnico e institucional da Semadesc, que envolvem a amplia\u00e7\u00e3o da defesa agropecu\u00e1ria, capacita\u00e7\u00f5es e atua\u00e7\u00e3o integrada com munic\u00edpios e o setor produtivo, garantindo sanidade e produtividade aos pomares.<\/p>\n<p><strong>Reconhecimento<\/strong><\/p>\n<p>O potencial do Estado tem sido reconhecido pelos pr\u00f3prios investidores. Propriet\u00e1rio da Fazenda Para\u00edso, em Tr\u00eas Lagoas, Eduardo Sgobi ressalta a singularidade da iniciativa governamental e a qualidade do solo sul-mato-grossense.<\/p>\n<p>\u201cN\u00e3o conhe\u00e7o outra unidade da federa\u00e7\u00e3o que esteja implementando algo semelhante. A qualidade do solo \u00e9 impressionante. S\u00e3o \u00e1reas de pastagens com mais de 30 anos, sem uso intensivo de fertilizantes, o que demonstra a vitalidade e o potencial produtivo para a citricultura\u201d, afirmou.<\/p>\n<p>A empres\u00e1ria Sarita Junqueira Rodas, do Grupo Junqueira Rodas, tamb\u00e9m destaca o ambiente favor\u00e1vel encontrado em Mato Grosso do Sul. O grupo iniciou o plantio em abril de 2024 e j\u00e1 projeta novos investimentos.<\/p>\n<p>\u201cEstamos muito motivados com os investimentos em Mato Grosso do Sul. O Estado tem colaborado de forma decisiva para que os projetos sejam constru\u00eddos com solidez desde o in\u00edcio, evitando problemas enfrentados em outras regi\u00f5es. Hoje, nossos principais desafios s\u00e3o energia e m\u00e3o de obra, mas acreditamos que isso ser\u00e1 superado com capacita\u00e7\u00e3o\u201d, explicou.<\/p>\n<p>Segundo ela, a forma\u00e7\u00e3o de m\u00e3o de obra especializada vem sendo constru\u00edda desde o in\u00edcio dos projetos, com destaque para a crescente participa\u00e7\u00e3o feminina na atividade. \u201cEstamos treinando pessoas do zero, inclusive trabalhadores que nunca atuaram na agropecu\u00e1ria. Temos muitas mulheres interessadas e j\u00e1 contamos com v\u00e1rias tratoristas em nossa propriedade\u201d, completou.<\/p>\n<p><strong>Tend\u00eancia<\/strong><\/p>\n<p>O avan\u00e7o da citricultura evidencia que, mesmo ainda fora do topo do ranking nacional, Mato Grosso do Sul re\u00fane condi\u00e7\u00f5es t\u00e9cnicas, econ\u00f4micas e institucionais para se tornar, nos pr\u00f3ximos anos, um dos principais polos citr\u00edcolas do pa\u00eds, fortalecendo a economia regional e ampliando as oportunidades no campo.<\/p>\n<p>\u201cA citricultura j\u00e1 engrenou em MS. E para os pr\u00f3ximos dois a tr\u00eas anos, o Estado vai trabalhar ainda mais para manter a sanidade, com toler\u00e2ncia zero para o greening, reten\u00e7\u00e3o de m\u00e3o de obra ind\u00edgena e redu\u00e7\u00e3o do ICMS, que para a sa\u00edda da laranja \u00e9 de 2%\u201d, salientou.<\/p>\n<p>Verruck tamb\u00e9m lembrou que o setor conta hoje com praticamente 100% da cultura irrigada. \u201cPor isso as linhas do FCO continuar\u00e3o sendo disponibilizadas para os investimentos no setor, principalmente na irriga\u00e7\u00e3o. Tudo isso para que futuramente, assim que o Estado tiver pelo menos 25 mil hectares de pomares em produ\u00e7\u00e3o, seja poss\u00edvel trazer a t\u00e3o sonhada industrializa\u00e7\u00e3o\u201d, finalizou.<\/p>\n<p><em><strong>(Com informa\u00e7\u00f5es de Ag\u00eancia de Not\u00edcias do Mato Grosso do Sul)<\/strong><\/em><br \/>\n<em><strong>(Foto: Reprodu\u00e7\u00e3o\/Valter Campanato\/Ag\u00eancia Brasil)<\/strong><\/em><\/p>","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Estado projeta 50 mil hectares de pomares at\u00e9 2030 e mira a industrializa\u00e7\u00e3o da cadeia produtiva<\/p>","protected":false},"author":10,"featured_media":14225,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[42],"tags":[80],"class_list":["post-14222","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-noticias","tag-sindical-sppdms"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/fenati.org.br\/en\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/14222","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/fenati.org.br\/en\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/fenati.org.br\/en\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/fenati.org.br\/en\/wp-json\/wp\/v2\/users\/10"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/fenati.org.br\/en\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=14222"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/fenati.org.br\/en\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/14222\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":14226,"href":"https:\/\/fenati.org.br\/en\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/14222\/revisions\/14226"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/fenati.org.br\/en\/wp-json\/wp\/v2\/media\/14225"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/fenati.org.br\/en\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=14222"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/fenati.org.br\/en\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=14222"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/fenati.org.br\/en\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=14222"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}