{"id":14237,"date":"2026-01-06T16:42:08","date_gmt":"2026-01-06T19:42:08","guid":{"rendered":"https:\/\/fenati.org.br\/?p=14237"},"modified":"2026-01-07T11:29:35","modified_gmt":"2026-01-07T14:29:35","slug":"botao-soneca-pode-afetar-a-saude-cardiovascular","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/fenati.org.br\/en\/botao-soneca-pode-afetar-a-saude-cardiovascular\/","title":{"rendered":"Bot\u00e3o \u201csoneca\u201d pode afetar a sa\u00fade cardiovascular, alertam especialistas"},"content":{"rendered":"<p><strong>Sa\u00fade cardiovascular &#8211;<\/strong> O dia mal come\u00e7a e o som insistente do alarme ecoa pelo quarto. Ainda sonolenta, a m\u00e3o alcan\u00e7a o <a href=\"https:\/\/pt.wikipedia.org\/wiki\/Telefone_celular\" rel=\"nofollow noopener\" target=\"_blank\">celular<\/a>, aperta a fun\u00e7\u00e3o \u201csoneca\u201d e retorna \u00e0s cobertas. A cena se repete diversas vezes antes do despertar definitivo. Embora comum, esse comportamento pode representar mais do que dificuldade em sair da cama, pode ser um sinal de alerta para a sa\u00fade cardiovascular.<\/p>\n<p>O h\u00e1bito de adiar o alarme se popularizou sobretudo em grandes centros urbanos, marcados por rotinas intensas e jornadas de trabalho prolongadas. No entanto, especialistas chamam aten\u00e7\u00e3o para os impactos desse costume, que v\u00e3o al\u00e9m da sensa\u00e7\u00e3o de cansa\u00e7o ao longo do dia e provocam rea\u00e7\u00f5es fisiol\u00f3gicas adversas no organismo.<\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/fenati.org.br\/en\/virus-telegram-rouba-contas-discord\/\"><strong>LEIA: V\u00edrus vendido no Telegram rouba contas do Discord e se torna amea\u00e7a preocupante<\/strong><\/a><\/p>\n<p>O radiologista e professor universit\u00e1rio Jos\u00e9 Manuel Felices destaca um efeito pouco discutido da fun\u00e7\u00e3o \u201csoneca\u201d. Segundo ele, cada novo toque do alarme provoca um aumento moment\u00e2neo da press\u00e3o arterial. Na pr\u00e1tica, o corpo reage como se fosse exposto repetidamente a est\u00edmulos de estresse, ainda nos primeiros minutos da manh\u00e3.<\/p>\n<p>Sempre que o alarme dispara, o c\u00e9rebro interrompe abruptamente o ciclo do sono. Ao voltar a dormir por alguns minutos, o organismo tenta retomar esse processo, mas \u00e9 novamente despertado. Esse padr\u00e3o gera os chamados microdespertares, que fragmentam o descanso.<\/p>\n<p>O sono n\u00e3o ocorre de forma linear. Fases como o sono profundo e o sono REM s\u00e3o fundamentais para a recupera\u00e7\u00e3o f\u00edsica e mental. Quando esses est\u00e1gios s\u00e3o interrompidos repetidamente, o descanso deixa de ser completo, mesmo que a pessoa permane\u00e7a v\u00e1rias horas na cama.<\/p>\n<p>Do ponto de vista hormonal, essa fragmenta\u00e7\u00e3o eleva os n\u00edveis de cortisol, conhecido como horm\u00f4nio do estresse. Manter essa subst\u00e2ncia elevada logo ao acordar interfere diretamente na press\u00e3o arterial e na frequ\u00eancia card\u00edaca, impondo uma sobrecarga ao sistema cardiovascular.<\/p>\n<h4>Consequ\u00eancias al\u00e9m do cansa\u00e7o<\/h4>\n<p>Neurologistas e cardiologistas s\u00e3o un\u00e2nimes ao afirmar que a interrup\u00e7\u00e3o frequente do sono traz consequ\u00eancias que ultrapassam a sonol\u00eancia durante o dia. A desregula\u00e7\u00e3o dos ritmos circadianos est\u00e1 associada a problemas como hipertens\u00e3o, resist\u00eancia \u00e0 insulina, altera\u00e7\u00f5es no colesterol e maior risco de arritmias.<\/p>\n<p>Com o passar do tempo, a aus\u00eancia de um sono verdadeiramente reparador est\u00e1 relacionada ao desenvolvimento de doen\u00e7as cardiovasculares mais graves, incluindo infartos e acidentes vasculares cerebrais. Esses quadros n\u00e3o surgem de forma s\u00fabita, mas como resultado de um desgaste progressivo que muitas vezes passa despercebido.<\/p>\n<p>O uso do celular como despertador pode agravar ainda mais o problema. Manter o aparelho pr\u00f3ximo \u00e0 cama aumenta a exposi\u00e7\u00e3o \u00e0 luz azul antes de dormir e logo ao acordar, interferindo na produ\u00e7\u00e3o de melatonina. Al\u00e9m disso, notifica\u00e7\u00f5es e alertas refor\u00e7am um estado precoce de vigil\u00e2ncia, elevando os n\u00edveis de estresse.<\/p>\n<p>Diante desse cen\u00e1rio, os especialistas n\u00e3o defendem mudan\u00e7as radicais, mas ajustes simples na rotina. Programar apenas um alarme, evitar a fun\u00e7\u00e3o soneca e garantir entre sete e oito horas de sono cont\u00ednuo est\u00e3o entre as principais recomenda\u00e7\u00f5es. Em alguns casos, despertar com luz natural ou utilizar sistemas de ilumina\u00e7\u00e3o gradual pode ser uma alternativa mais suave para o organismo.<\/p>\n<p>O consenso m\u00e9dico \u00e9 que regularidade faz bem ao c\u00e9rebro e ao cora\u00e7\u00e3o. Dormir e acordar sempre nos mesmos hor\u00e1rios, sem interrup\u00e7\u00f5es constantes, \u00e9 uma maneira silenciosa, por\u00e9m eficaz, de preservar a sa\u00fade. \u00c0s vezes, a verdadeira mudan\u00e7a n\u00e3o est\u00e1 em ganhar alguns minutos extras na cama, mas em reconhecer que cada alarme adiado cobra um pre\u00e7o que o corpo, cedo ou tarde, acaba pagando.<\/p>\n<p><em><strong>(Com informa\u00e7\u00f5es O Globo)<\/strong><\/em><br \/>\n<em><strong>(Foto: Reprodu\u00e7\u00e3o\/Freepik\/krakenimages.com)<\/strong><\/em><\/p>","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Interrup\u00e7\u00f5es repetidas do sono elevam o cortisol, horm\u00f4nio liberado em situa\u00e7\u00f5es de estresse que afeta sa\u00fade do cora\u00e7\u00e3o<\/p>","protected":false},"author":11,"featured_media":14240,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[42],"tags":[13],"class_list":["post-14237","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-noticias","tag-sindical"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/fenati.org.br\/en\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/14237","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/fenati.org.br\/en\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/fenati.org.br\/en\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/fenati.org.br\/en\/wp-json\/wp\/v2\/users\/11"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/fenati.org.br\/en\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=14237"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/fenati.org.br\/en\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/14237\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":14241,"href":"https:\/\/fenati.org.br\/en\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/14237\/revisions\/14241"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/fenati.org.br\/en\/wp-json\/wp\/v2\/media\/14240"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/fenati.org.br\/en\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=14237"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/fenati.org.br\/en\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=14237"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/fenati.org.br\/en\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=14237"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}