{"id":14937,"date":"2026-01-29T14:12:16","date_gmt":"2026-01-29T17:12:16","guid":{"rendered":"https:\/\/fenati.org.br\/?p=14937"},"modified":"2026-01-29T15:50:29","modified_gmt":"2026-01-29T18:50:29","slug":"novo-transceptor-alcanca-velocidade-24-maior-5g","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/fenati.org.br\/en\/novo-transceptor-alcanca-velocidade-24-maior-5g\/","title":{"rendered":"Novo transceptor sem fio alcan\u00e7a velocidade 24 vezes maior que o 5G"},"content":{"rendered":"<p><strong>5G &#8211;<\/strong> Pesquisadores da Universidade da Calif\u00f3rnia em Irvine, nos <a href=\"https:\/\/pt.wikipedia.org\/wiki\/Estados_Unidos\" rel=\"nofollow noopener\" target=\"_blank\">Estados Unidos<\/a>, desenvolveram um transceptor sem fio experimental capaz de atingir taxas de transmiss\u00e3o de at\u00e9 120 gigabits por segundo (Gb\/s) \u2013 o equivalente a aproximadamente 15 gigabytes por segundo (GB\/s). O desempenho \u00e9 cerca de 24 vezes superior ao do 5G mmWave e se aproxima das velocidades oferecidas por conex\u00f5es de fibra \u00f3ptica utilizadas em data centers, que costumam operar em torno de 100 Gb\/s.<\/p>\n<p>Para efeito de compara\u00e7\u00e3o, \u00e9 importante lembrar que um byte corresponde a oito bits. Com essa taxa de transmiss\u00e3o, seria poss\u00edvel baixar cerca de tr\u00eas filmes em resolu\u00e7\u00e3o 4K em apenas um segundo, a depender do n\u00edvel de compress\u00e3o, ou ainda transferir um jogo de grande porte, como Black Myth: Wukong, com aproximadamente 130 GB, em menos de nove segundos.<\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/fenati.org.br\/en\/dataprev-desligamento-ultimo-mainframe-inss\/\"><strong>LEIA: Dataprev conclui desligamento do \u00faltimo mainframe usado pelo INSS<\/strong><\/a><\/p>\n<p>O equipamento opera na faixa de 140 GHz, superando com ampla margem as tecnologias sem fio atualmente dispon\u00edveis no mercado. Enquanto o Wi-Fi 7 promete velocidades te\u00f3ricas de at\u00e9 30 Gb\/s e o 5G mmWave chega a cerca de 5 Gb\/s, o 5G brasileiro \u2013 considerado o mais r\u00e1pido da Am\u00e9rica Latina \u2013 registra velocidade m\u00e9dia de 430,8 Mb\/s. Nesse cen\u00e1rio, o novo transceptor, com 15 GB\/s, seria aproximadamente 277 vezes mais r\u00e1pido que a melhor rede comercial em opera\u00e7\u00e3o no pa\u00eds.<\/p>\n<p>Os resultados da pesquisa foram apresentados em dois artigos publicados no peri\u00f3dico cient\u00edfico IEEE Journal of Solid-State Circuits (JSSC).<\/p>\n<h4>Como a tecnologia funciona?<\/h4>\n<p>A equipe liderada pelo pesquisador Zisong Wang adotou uma abordagem diferente ao substituir os conversores digitais-anal\u00f3gicos (DACs) convencionais por tr\u00eas subtransmissores sincronizados, o que contribui para uma redu\u00e7\u00e3o significativa no consumo de energia.<\/p>\n<p>O principal diferencial est\u00e1 no processamento anal\u00f3gico. Em vez de realizar opera\u00e7\u00f5es complexas no dom\u00ednio digital, o transceptor executa essas tarefas diretamente no dom\u00ednio anal\u00f3gico. Essa escolha permite que o chip funcione consumindo apenas 230 miliwatts, enquanto um DAC tradicional capaz de lidar com 120 Gb\/s exigiria v\u00e1rios watts de pot\u00eancia.<\/p>\n<p>De acordo com Payam Heydari, diretor do Laborat\u00f3rio de Circuitos Integrados de Comunica\u00e7\u00e3o em Nanoescala da UC Irvine, o uso de m\u00e9todos convencionais tornaria invi\u00e1vel a aplica\u00e7\u00e3o da tecnologia em dispositivos m\u00f3veis, j\u00e1 que a bateria de equipamentos de pr\u00f3xima gera\u00e7\u00e3o duraria apenas alguns minutos.<\/p>\n<p>O chip foi produzido em sil\u00edcio com processo de 22 nan\u00f4metros, utilizando tecnologia de sil\u00edcio sobre isolante totalmente depletado. Trata-se de um m\u00e9todo mais simples do que os n\u00f3s de 2 nan\u00f4metros ou 18 angstroms empregados por empresas como TSMC e Samsung, o que pode facilitar a fabrica\u00e7\u00e3o em larga escala e reduzir custos.<\/p>\n<p>Al\u00e9m disso, os pesquisadores apontam que a solu\u00e7\u00e3o tem potencial para substituir quil\u00f4metros de cabos em data centers, diminuindo despesas com instala\u00e7\u00e3o e opera\u00e7\u00e3o em ambientes de grande concentra\u00e7\u00e3o de servidores.<\/p>\n<p>Quais s\u00e3o as limita\u00e7\u00f5es da tecnologia?<\/p>\n<p>O principal desafio est\u00e1 relacionado ao alcance do sinal. O atual 5G mmWave, que opera em frequ\u00eancias de at\u00e9 71 GHz, j\u00e1 apresenta cobertura limitada, com alcance em torno de 300 metros. Como o novo transceptor trabalha em frequ\u00eancias ainda mais elevadas, na casa dos 140 GHz, a tend\u00eancia \u00e9 que o raio de cobertura seja ainda menor.<\/p>\n<p>Em entrevista ao site Tom\u2019s Hardware, Wang afirmou que a Comiss\u00e3o Federal de Comunica\u00e7\u00f5es dos Estados Unidos (FCC), assim como entidades respons\u00e1veis pelos padr\u00f5es do 6G, v\u00eam analisando o espectro acima de 100 GHz como a pr\u00f3xima fronteira para as comunica\u00e7\u00f5es sem fio.<\/p>\n<p>Apesar do potencial, a ado\u00e7\u00e3o em larga escala depender\u00e1 do desenvolvimento de novas t\u00e9cnicas para ampliar o alcance do sinal, mitigar interfer\u00eancias e integrar a tecnologia \u00e0s redes j\u00e1 existentes. Sem avan\u00e7os nesse sentido, a implementa\u00e7\u00e3o exigiria uma grande quantidade de esta\u00e7\u00f5es base de alt\u00edssima velocidade, o que tornaria o modelo impratic\u00e1vel em ambientes urbanos.<\/p>\n<p><strong><em>(Com informa\u00e7\u00f5es de TecnoBlog)<\/em><\/strong><br \/>\n<strong><em>(Foto: Reprodu\u00e7\u00e3o\/Freepik\/rawpixel.com)<\/em><\/strong><\/p>","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Tecnologia combina processamento anal\u00f3gico e baixo consumo de energia<\/p>","protected":false},"author":11,"featured_media":14938,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[35],"tags":[13],"class_list":["post-14937","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-ti","tag-sindical"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/fenati.org.br\/en\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/14937","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/fenati.org.br\/en\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/fenati.org.br\/en\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/fenati.org.br\/en\/wp-json\/wp\/v2\/users\/11"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/fenati.org.br\/en\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=14937"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/fenati.org.br\/en\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/14937\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":14939,"href":"https:\/\/fenati.org.br\/en\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/14937\/revisions\/14939"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/fenati.org.br\/en\/wp-json\/wp\/v2\/media\/14938"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/fenati.org.br\/en\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=14937"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/fenati.org.br\/en\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=14937"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/fenati.org.br\/en\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=14937"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}