{"id":15773,"date":"2026-02-27T13:59:15","date_gmt":"2026-02-27T16:59:15","guid":{"rendered":"https:\/\/fenati.org.br\/?p=15773"},"modified":"2026-02-27T16:08:28","modified_gmt":"2026-02-27T19:08:28","slug":"brasil-condicoes-economicas-reduzir-jornada-estudo","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/fenati.org.br\/en\/brasil-condicoes-economicas-reduzir-jornada-estudo\/","title":{"rendered":"Brasil tem condi\u00e7\u00f5es econ\u00f4micas e tecnol\u00f3gicas para reduzir jornada, diz estudo"},"content":{"rendered":"<p><strong>Reduzir jornada &#8211;<\/strong> Um estudo desenvolvido por pesquisadores da <a href=\"https:\/\/pt.wikipedia.org\/wiki\/Universidade_Estadual_de_Campinas\" target=\"_blank\" rel=\"noopener nofollow\">Universidade Estadual de Campinas (Unicamp)<\/a> indica que a redu\u00e7\u00e3o da jornada semanal de 44 para 36 horas pode resultar na cria\u00e7\u00e3o de at\u00e9 4,5 milh\u00f5es de empregos no Brasil. A an\u00e1lise tamb\u00e9m projeta um aumento aproximado de 4% na produtividade do pa\u00eds.<\/p>\n<p>O levantamento integra o chamado Dossi\u00ea 6&#215;1, documento que re\u00fane 37 artigos elaborados por 63 autores, entre professores, pesquisadores, auditores fiscais e representantes sindicais. A principal conclus\u00e3o \u00e9 que o Brasil re\u00fane condi\u00e7\u00f5es econ\u00f4micas e tecnol\u00f3gicas para diminuir a jornada sem comprometer o crescimento.<\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/fenati.org.br\/en\/brasil-lidera-streaming-rede-movel-america-latina\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\"><strong>LEIA: Brasil lidera em streaming e qualidade de rede m\u00f3vel na Am\u00e9rica Latina<\/strong><\/a><\/p>\n<p>\u201cN\u00e3o vai ser agora, com avan\u00e7os tecnol\u00f3gicos, num contexto de pleno emprego, com crescimento econ\u00f4mico e o n\u00edvel de tecnologia que temos, que n\u00e3o vai ser poss\u00edvel no Brasil reduzir para 40 horas\u201d, afirma Marilane Teixeira, economista e pesquisadora do Cesit\/Unicamp.<\/p>\n<p>Segundo o estudo, a percep\u00e7\u00e3o de que o brasileiro trabalha pouco n\u00e3o se sustenta. Dados analisados a partir da Pnad Cont\u00ednua mostram que cerca de 21 milh\u00f5es de trabalhadores cumprem jornadas acima das 44 horas previstas na CLT, enquanto mais de 76% das pessoas ocupadas trabalham mais de 40 horas semanais.<\/p>\n<p>A pesquisadora tamb\u00e9m destaca os impactos da sobrecarga laboral na sa\u00fade. Apenas no emprego formal, foram registrados cerca de 500 mil afastamentos por doen\u00e7as psicossociais associadas \u00e0s condi\u00e7\u00f5es de trabalho.<\/p>\n<p>De acordo com o dossi\u00ea, a ado\u00e7\u00e3o da escala 4\u00d73 poderia atingir diretamente 76 milh\u00f5es de trabalhadores. J\u00e1 a migra\u00e7\u00e3o para 40 horas semanais, em modelo 5\u00d72, beneficiaria aproximadamente 45 milh\u00f5es de pessoas.<\/p>\n<p><strong>Governo refor\u00e7a debate<\/strong><\/p>\n<p>A discuss\u00e3o sobre a redu\u00e7\u00e3o da jornada tem sido tratada como prioridade pelo governo federal. O presidente Luiz In\u00e1cio Lula da Silva defende que as transforma\u00e7\u00f5es tecnol\u00f3gicas ampliaram a capacidade produtiva e justificam a revis\u00e3o do modelo atual.<\/p>\n<p>\u201cCom os avan\u00e7os tecnol\u00f3gicos que o Brasil teve, acha que \u00e9 necess\u00e1rio as pessoas trabalharem na mesma jornada que trabalhavam h\u00e1 40 anos?&#8221;, questionou o presidente, em entrevista no in\u00edcio do m\u00eas. &#8220;Um jovem, uma menina, n\u00e3o quer mais se levantar \u00e0s 5h da manh\u00e3 e ficar at\u00e9 6h da noite dentro de uma f\u00e1brica pegando \u00f4nibus lotado. Com o avan\u00e7o tecnol\u00f3gico, a produ\u00e7\u00e3o aumentou muito.\u201d<\/p>\n<p>Para Lula, a mudan\u00e7a exige negocia\u00e7\u00e3o ampla. \u201cEssa n\u00e3o \u00e9 uma tarefa s\u00f3 do governo. O governo tem que estabelecer uma discuss\u00e3o com o Congresso, com o empresariado e com os trabalhadores e fazer aquilo que \u00e9 poss\u00edvel. O dado concreto \u00e9 que est\u00e1 na hora de a gente fazer uma mudan\u00e7a na jornada para que o povo tenha mais tempo de estudar, de pensar\u201d, afirmou.<\/p>\n<p>O ministro Guilherme Boulos, da Secretaria-Geral da Presid\u00eancia, conduz o di\u00e1logo com o Congresso e defende a proposta de jornada m\u00e1xima de 40 horas semanais, no modelo 5\u00d72, sem redu\u00e7\u00e3o salarial.<\/p>\n<p>\u201cA proposta que estamos construindo, defendida pelo presidente Lula e pelo nosso governo, \u00e9 de, no m\u00e1ximo, 5\u00d72, 40 horas semanais, sem redu\u00e7\u00e3o de sal\u00e1rio. Esta \u00e9 a proposta que est\u00e1 sendo desenhada para todos os setores da economia no Brasil, por uma quest\u00e3o de dignidade dos trabalhadores\u201d, declarou.<\/p>\n<p>Refer\u00eancias e hist\u00f3rico<\/p>\n<p>O debate atual tamb\u00e9m resgata a experi\u00eancia da Constitui\u00e7\u00e3o de 1988, quando a jornada legal foi reduzida de 48 para 44 horas semanais em um cen\u00e1rio econ\u00f4mico adverso. Segundo a pesquisadora da Unicamp, a mudan\u00e7a n\u00e3o resultou em quebra de empresas nem em explos\u00e3o do desemprego.<\/p>\n<p>Outras an\u00e1lises t\u00e9cnicas citadas no debate apontam que os custos da redu\u00e7\u00e3o seriam semelhantes aos de reajustes hist\u00f3ricos do sal\u00e1rio m\u00ednimo, sem impacto relevante sobre o emprego, inclusive nos grandes setores como ind\u00fastria e com\u00e9rcio.<\/p>\n<p>Com base nos dados reunidos, os pesquisadores defendem que a moderniza\u00e7\u00e3o das rela\u00e7\u00f5es de trabalho pode integrar uma agenda de desenvolvimento social e econ\u00f4mico, associando gera\u00e7\u00e3o de empregos, aumento de produtividade e melhoria da qualidade de vida dos trabalhadores.<\/p>\n<p><em><strong>(Com informa\u00e7\u00f5es de Gov.br)<\/strong><\/em><br \/>\n<em><strong>(Foto: Reprodu\u00e7\u00e3o\/Freepik\/DC Studio)<\/strong><\/em><\/p>","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Pesquisa da Unicamp aponta impacto positivo da jornada reduzida na produtividade e na gera\u00e7\u00e3o de empregos<\/p>","protected":false},"author":6,"featured_media":15774,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[42],"tags":[13],"class_list":["post-15773","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-noticias","tag-sindical"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/fenati.org.br\/en\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/15773","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/fenati.org.br\/en\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/fenati.org.br\/en\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/fenati.org.br\/en\/wp-json\/wp\/v2\/users\/6"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/fenati.org.br\/en\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=15773"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/fenati.org.br\/en\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/15773\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":15775,"href":"https:\/\/fenati.org.br\/en\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/15773\/revisions\/15775"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/fenati.org.br\/en\/wp-json\/wp\/v2\/media\/15774"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/fenati.org.br\/en\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=15773"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/fenati.org.br\/en\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=15773"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/fenati.org.br\/en\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=15773"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}