{"id":15904,"date":"2026-03-03T18:07:51","date_gmt":"2026-03-03T21:07:51","guid":{"rendered":"https:\/\/fenati.org.br\/?p=15904"},"modified":"2026-03-04T11:00:46","modified_gmt":"2026-03-04T14:00:46","slug":"china-aposta-em-energia-eolica","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/fenati.org.br\/en\/china-aposta-em-energia-eolica\/","title":{"rendered":"China faz aposta estrat\u00e9gica em energia e\u00f3lica e assume protagonismo global"},"content":{"rendered":"<p><strong>Energia e\u00f3lica &#8211;<\/strong> A transi\u00e7\u00e3o energ\u00e9tica deixou de ser apenas um debate ambiental ou tecnol\u00f3gico. Em 2025, os n\u00fameros do <a href=\"https:\/\/pt.wikipedia.org\/wiki\/Energia_e%C3%B3lica\" target=\"_blank\" rel=\"noopener nofollow\">setor e\u00f3lico<\/a> revelaram uma reviravolta capaz de alterar o equil\u00edbrio econ\u00f4mico e geopol\u00edtico mundial. O avan\u00e7o de um \u00fanico pa\u00eds redefiniu a o mercado e reposicionou o ramo da energia limpa.<\/p>\n<p>Os dados consolidados mostram que a China adicionou, em apenas doze meses, mais capacidade e\u00f3lica do que os Estados Unidos instalaram ao longo de toda a sua trajet\u00f3ria nessa \u00e1rea. O marco n\u00e3o representa apenas um recorde produtivo, mas sinaliza uma mudan\u00e7a estrutural no comando da transforma\u00e7\u00e3o energ\u00e9tica.<\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/fenati.org.br\/en\/jovens-ocupam-quase-todas-vagas-de-emprego-janeiro\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\"><strong>LEIA: Jovens ocupam quase todas as 112 mil vagas de emprego abertas em janeiro<\/strong><\/a><\/p>\n<p>Segundo um levantamento da consultoria Wood Mackenzie, os pedidos globais de turbinas e\u00f3licas somaram 215 gigawatts em 2025, a segunda maior marca da hist\u00f3ria. Mesmo com uma diminui\u00e7\u00e3o tempor\u00e1ria no mercado interno chin\u00eas, a atua\u00e7\u00e3o internacional das empresas do pa\u00eds ganhou for\u00e7a.<\/p>\n<p>Os contratos externos cresceram 66% em rela\u00e7\u00e3o ao ano anterior e chegaram a triplicar na compara\u00e7\u00e3o com 2023. O resultado estabeleceu uma lideran\u00e7a dif\u00edcil de ser questionada j\u00e1 que, atualmente, oito dos dez maiores fabricantes de turbinas do mundo s\u00e3o chineses.<\/p>\n<p>Empresas como Goldwind, Envision e Windey ampliaram a participa\u00e7\u00e3o global ao juntarem a produ\u00e7\u00e3o em larga escala com capacidade industrial acelerada, fator que definiu a competitividade no setor.<\/p>\n<p><strong>Escala como estrat\u00e9gia<\/strong><\/p>\n<p>O avan\u00e7o n\u00e3o se limita \u00e0 energia dos ventos. Em 2025, a China incorporou 542,7 GW de nova capacidade el\u00e9trica total. O argumento de que a competitividade se baseia apenas em custos baixos j\u00e1 n\u00e3o \u00e9 suficiente no cen\u00e1rio atual.<\/p>\n<p>O pa\u00eds tamb\u00e9m expandiu rapidamente sua atua\u00e7\u00e3o em inova\u00e7\u00e3o, especialmente quando se trata de offshore. Turbinas superiores a 10 MW permitem projetos de dimens\u00f5es continentais e reduzem o custo por megawatt instalado, tornando empreendimentos de grande porte financeiramente poss\u00edveis.<\/p>\n<p>O impacto dessa estrat\u00e9gia j\u00e1 se reflete fora da \u00c1sia. No Oriente M\u00e9dio e na \u00c1frica, empresas chinesas responderam por cerca de 95% da nova capacidade e\u00f3lica instalada em 2025. Um dos s\u00edmbolos dessa expans\u00e3o foi o contrato de 3,1 GW firmado na Ar\u00e1bia Saudita, considerado um dos maiores projetos do setor.<\/p>\n<p>Na esfera nacional, o pa\u00eds tamb\u00e9m passou a dominar a fabrica\u00e7\u00e3o de componentes essenciais para plataformas flutuantes em \u00e1guas profundas, vista como a pr\u00f3xima fonte da gera\u00e7\u00e3o e\u00f3lica global.<\/p>\n<p><strong>Press\u00f5es no Ocidente<\/strong><\/p>\n<p>Enquanto a expans\u00e3o chinesa avan\u00e7a, Europa e Estados Unidos enfrentam obst\u00e1culos regulat\u00f3rios e comerciais. Novas pol\u00edticas ambientais e tarif\u00e1rias elevaram o custo de a\u00e7o e componentes industriais importados.<\/p>\n<p>A Uni\u00e3o Europeia implementou o mecanismo conhecido como Carbon Border Adjustment Mechanism (CBAM), enquanto o Estados Unidos ampliou tarifas sobre alguns produtos industriais. A consequ\u00eancia \u00e9 uma contradi\u00e7\u00e3o em que a urg\u00eancia clim\u00e1tica aumenta ao mesmo tempo em que crescem barreiras que dificultam a expans\u00e3o das energias renov\u00e1veis.<\/p>\n<p>Na Europa, os pedidos de projetos e\u00f3licos offshore diminuiram 17% em 2025, devido a revis\u00f5es regulat\u00f3rias e reajustes financeiros. A expectativa de recupera\u00e7\u00e3o ficou para 2026 e vai depender de novos incentivos p\u00fablicos.<\/p>\n<p><strong>Interdepend\u00eancia e disputa estrat\u00e9gica<\/strong><\/p>\n<p>Apesar da lideran\u00e7a industrial, a China ainda depende parcialmente de sistemas avan\u00e7ados de controle e componentes eletr\u00f4nicos desenvolvidos no Ocidente. A interdepend\u00eancia tecnol\u00f3gica permanece, embora menos intensa.<\/p>\n<p>Estados Unidos e Europa, por sua vez, lidam com o desafio de reconstruir cadeias produtivas ap\u00f3s d\u00e9cadas de baixa na industrializa\u00e7\u00e3o. Recuperar a competitividade envolve investimentos elevados, qualifica\u00e7\u00e3o profissional e a reconfigura\u00e7\u00e3o de ecossistemas industriais completos.<\/p>\n<p>Nesse contexto, a energia e\u00f3lica ultrapassa o papel de solu\u00e7\u00e3o ambiental. Ela se consolida como infraestrutura estrat\u00e9gica para setores de alto consumo el\u00e9trico, como data centers.<\/p>\n<p>A disputa j\u00e1 n\u00e3o \u00e9 apenas sobre a produ\u00e7\u00e3o de energia limpa. A disputa central passa a ser quem definir\u00e1 as regras do pr\u00f3ximo sistema energ\u00e9tico mundial e, com elas, a estrutura do poder econ\u00f4mico nas pr\u00f3ximas d\u00e9cadas.<\/p>\n<p><strong><em>(Com informa\u00e7\u00f5es de Gizmodo)<\/em><\/strong><br \/>\n<strong><em>(Foto: Imagem gerada por IA)<\/em><\/strong><\/p>","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Em um ano, pa\u00eds asi\u00e1tico instalou mais capacidade de gera\u00e7\u00e3o de energia e\u00f3lica do que os EUA em toda a sua trajet\u00f3ria no setor<\/p>","protected":false},"author":6,"featured_media":15931,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[42],"tags":[13],"class_list":["post-15904","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-noticias","tag-sindical"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/fenati.org.br\/en\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/15904","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/fenati.org.br\/en\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/fenati.org.br\/en\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/fenati.org.br\/en\/wp-json\/wp\/v2\/users\/6"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/fenati.org.br\/en\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=15904"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/fenati.org.br\/en\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/15904\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":15932,"href":"https:\/\/fenati.org.br\/en\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/15904\/revisions\/15932"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/fenati.org.br\/en\/wp-json\/wp\/v2\/media\/15931"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/fenati.org.br\/en\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=15904"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/fenati.org.br\/en\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=15904"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/fenati.org.br\/en\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=15904"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}