{"id":16080,"date":"2026-03-09T10:04:58","date_gmt":"2026-03-09T13:04:58","guid":{"rendered":"https:\/\/fenati.org.br\/?p=16080"},"modified":"2026-03-09T11:14:05","modified_gmt":"2026-03-09T14:14:05","slug":"drone-copiado-ira-redefine-estrategia-militar-eua","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/fenati.org.br\/en\/drone-copiado-ira-redefine-estrategia-militar-eua\/","title":{"rendered":"Drone \u2018copiado\u2019 do Ir\u00e3 redefine a estrat\u00e9gia militar dos EUA"},"content":{"rendered":"<p><strong>Estrat\u00e9gia militar &#8211;<\/strong> A forma como as guerras s\u00e3o travadas est\u00e1 passando por mudan\u00e7as profundas, impulsionadas pela ascens\u00e3o de tecnologias acess\u00edveis e letais. De acordo com uma reportagem publicada pelo <a href=\"https:\/\/pt.wikipedia.org\/wiki\/The_New_York_Times\" target=\"_blank\" rel=\"noopener nofollow\">The New York Times<\/a> neste s\u00e1bado (7), o uso de drones baratos e fabricados em massa tem desafiado diretamente as tecnologias militares tradicionais, marcadas por custos multibilion\u00e1rios e processos burocr\u00e1ticos lentos.<\/p>\n<p>Recentemente, as for\u00e7as militares dos Estados Unidos utilizaram pela primeira vez em combate o LUCAS (sistema de combate n\u00e3o tripulado e barato), um drone desenvolvido pela startup SpektreWorks. O projeto \u00e9 fruto de um processo de engenharia reversa sobre o drone iraniano Shahed. A opera\u00e7\u00e3o, executada na \u00faltima semana, teve como alvo infraestruturas e sistemas de defesa a\u00e9rea no Ir\u00e3.<\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/fenati.org.br\/en\/ia-ja-parte-cotidiano-58-trabalhadores\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\"><strong>LEIA: IA j\u00e1 \u00e9 parte do cotidiano de 58% dos trabalhadores, aponta pesquisa<\/strong><\/a><\/p>\n<p>A ado\u00e7\u00e3o do LUCAS refor\u00e7a uma transi\u00e7\u00e3o estrat\u00e9gica significativa no Pent\u00e1gono. O \u00f3rg\u00e3o passou a priorizar a produ\u00e7\u00e3o em massa de armas baratas e descart\u00e1veis, afastando-se do foco exclusivo em sistemas de alt\u00edssimo custo. A decis\u00e3o surgiu ap\u00f3s militares americanos perceberem que o drone original do Ir\u00e3 era t\u00e3o simples, barato e eficaz que seria vantajoso fabricar uma vers\u00e3o pr\u00f3pria. O objetivo \u00e9 utilizar esses drones para atacar alvos no pr\u00f3prio Ir\u00e3 e, principalmente, sobrecarregar suas defesas a\u00e9reas.<\/p>\n<p>O drone iraniano Shahed, que serviu de base para o modelo americano, tornou-se uma arma temida por sua capacidade de causar p\u00e2nico e desestabilizar economias. Com cerca de tr\u00eas metros de comprimento, o equipamento custa aproximadamente US$ 35 mil (cerca de R$ 184 mil) e pode voar centenas de quil\u00f4metros de forma aut\u00f4noma ap\u00f3s a inser\u00e7\u00e3o das coordenadas.<\/p>\n<p>Embora apresentem vantagens como a rapidez de fabrica\u00e7\u00e3o, o LUCAS foi desenvolvido em apenas 18 meses, e a capacidade de for\u00e7ar o inimigo a gastar fortunas em defesa, esses drones possuem limita\u00e7\u00f5es. Eles s\u00e3o lentos, barulhentos, carregam poucos explosivos e s\u00e3o vulner\u00e1veis a interfer\u00eancias eletr\u00f4nicas que podem interromper sua navega\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>A nova l\u00f3gica de guerra estabelece um embate direto entre o &#8220;barato&#8221; e o &#8220;caro&#8221;. Enquanto um drone como o LUCAS custa US$ 35 mil, um m\u00edssil de cruzeiro Tomahawk exige um investimento de cerca de US$ 2,5 milh\u00f5es (R$ 13 milh\u00f5es). A defesa contra essas amea\u00e7as \u00e9 ainda mais onerosa: um \u00fanico disparo para derrubar um Shahed pode custar at\u00e9 US$ 3 milh\u00f5es (R$ 16 milh\u00f5es). Al\u00e9m disso, por serem pequenos e lentos, esses drones frequentemente &#8220;enganam&#8221; os radares, que os confundem com p\u00e1ssaros ou avi\u00f5es civis.<\/p>\n<p>Este cen\u00e1rio \u00e9 visto como uma evolu\u00e7\u00e3o do que j\u00e1 ocorre na guerra na Ucr\u00e2nia. De um lado, a R\u00fassia j\u00e1 possui f\u00e1bricas pr\u00f3prias de drones estilo Shahed, implementando melhorias que foram compartilhadas de volta com o Ir\u00e3. Do outro, a Ucr\u00e2nia se tornou a maior especialista mundial em neutralizar essas amea\u00e7as, utilizando desde metralhadoras at\u00e9 sensores ac\u00fasticos que detectam o som caracter\u00edstico de &#8220;motor de cortador de grama&#8221; produzido pelos drones.<\/p>\n<p>O futuro desta modalidade de combate indica uma expans\u00e3o ainda maior. O governo dos EUA j\u00e1 destinou US$ 1,1 bilh\u00e3o (R$ 6 bilh\u00f5es) para um programa focado na constru\u00e7\u00e3o de milhares de drones de ataque. Segundo o NYT, o pr\u00f3ximo passo \u00e9 a integra\u00e7\u00e3o da intelig\u00eancia artificial (IA), permitindo que essas m\u00e1quinas se tornem ainda mais independentes, voem em &#8220;enxames&#8221; ou acompanhem avi\u00f5es de ca\u00e7a pilotados por humanos, consolidando uma nova era para a ind\u00fastria de defesa inspirada na agilidade do Vale do Sil\u00edcio.<\/p>\n<p><em><strong>(Com informa\u00e7\u00f5es de Olhar Digital)<\/strong><\/em><br \/>\n<em><strong>(Foto: Reprodu\u00e7\u00e3o\/Freepik\/vecstock\/Imagem gerada por IA)<\/strong><\/em><\/p>","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Inspirado no modelo iraniano Shahed, sistema LUCAS marca uma mudan\u00e7a hist\u00f3rica no Pent\u00e1gono<\/p>","protected":false},"author":10,"featured_media":16082,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[35],"tags":[13],"class_list":["post-16080","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-ti","tag-sindical"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/fenati.org.br\/en\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/16080","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/fenati.org.br\/en\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/fenati.org.br\/en\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/fenati.org.br\/en\/wp-json\/wp\/v2\/users\/10"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/fenati.org.br\/en\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=16080"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/fenati.org.br\/en\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/16080\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":16083,"href":"https:\/\/fenati.org.br\/en\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/16080\/revisions\/16083"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/fenati.org.br\/en\/wp-json\/wp\/v2\/media\/16082"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/fenati.org.br\/en\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=16080"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/fenati.org.br\/en\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=16080"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/fenati.org.br\/en\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=16080"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}