{"id":16290,"date":"2026-03-12T15:00:44","date_gmt":"2026-03-12T18:00:44","guid":{"rendered":"https:\/\/fenati.org.br\/?p=16290"},"modified":"2026-03-13T09:26:50","modified_gmt":"2026-03-13T12:26:50","slug":"cristais-de-memoria-mudar-futuro-data-centers","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/fenati.org.br\/en\/cristais-de-memoria-mudar-futuro-data-centers\/","title":{"rendered":"Cristais de mem\u00f3ria podem mudar o futuro dos data centers"},"content":{"rendered":"<strong>Cristais de mem\u00f3ria &#8211;<\/strong> A voracidade da era digital imp\u00f4s um desafio monumental \u00e0 humanidade: o que fazer com a quantidade insaci\u00e1vel de dados que produzimos? A empresa de an\u00e1lises IDC prev\u00ea que, at\u00e9 2028, geraremos coletivamente 394 trilh\u00f5es de zettabytes de informa\u00e7\u00f5es anualmente. Enquanto imaginamos que esses dados flutuam de forma et\u00e9rea &#8220;na nuvem&#8221;, a realidade f\u00edsica \u00e9 muito mais densa \u2013 e custosa.\r\n\r\n \r\n\r\nAtualmente, centros de dados operam como estruturas gigantescas, consumindo energia massiva para processamento e refrigera\u00e7\u00e3o. Estima-se que estes locais representem cerca de 1,5% da demanda mundial de eletricidade, um n\u00famero que pode duplicar at\u00e9 2030, acompanhado por emiss\u00f5es significativas de CO\u2082. Com a ascens\u00e3o da <a id=\"https:\/\/pt.wikipedia.org\/wiki\/Intelig%C3%AAncia_artificial\" href=\"https:\/\/pt.wikipedia.org\/wiki\/Intelig%C3%AAncia_artificial\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener nofollow\" type=\"link\">IA<\/a> generativa, a demanda por sistemas de alto rendimento acelerou a urg\u00eancia por alternativas.\r\n\r\n \r\n\r\n<strong><a href=\"https:\/\/fenati.org.br\/en\/ataque-curriculo-falso-defesa-de-sistemas-empresas\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">LEIA: Ataque usa curr\u00edculo falso para invadir sistema de empresas<\/a><\/strong>\r\n\r\n \r\n\r\nDiante desse cen\u00e1rio, pesquisadores buscam solu\u00e7\u00f5es inovadoras. Entre as mais promissoras est\u00e3o os &#8220;cristais de mem\u00f3ria&#8221;, uma tecnologia que remonta a uma descoberta acidental ocorrida h\u00e1 27 anos.\r\n\r\n \r\n\r\nDurante uma visita ao Jap\u00e3o em 1999, o pesquisador Peter Kazansky, hoje professor de optoeletr\u00f4nica da Universidade de Southampton, observou um fen\u00f4meno incomum ao testar lasers ultrarr\u00e1pidos em vidro. &#8220;N\u00f3s observamos a luz se dispersar de uma forma que parecia desafiar as leis da f\u00edsica&#8221;, afirma Kazansky.\r\n\r\n \r\n\r\nO fen\u00f4meno, que provocou um &#8220;aut\u00eantico momento Eureka&#8221;, revelou a cria\u00e7\u00e3o de nanoestruturas invis\u00edveis ao olho humano dentro do vidro de s\u00edlica, geradas por &#8220;microexplos\u00f5es&#8221;. A t\u00e9cnica permite gravar dados em cinco dimens\u00f5es, utilizando a orienta\u00e7\u00e3o e intensidade da luz, al\u00e9m das coordenadas tridimensionais, possibilitando um armazenamento de alta densidade.\r\n\r\n \r\n\r\nEsses cristais de mem\u00f3ria, segundo o pesquisador, possuem vantagens estruturais: n\u00e3o exigem energia para a manuten\u00e7\u00e3o dos dados e podem durar, teoricamente, para sempre, gra\u00e7as \u00e0 estabilidade t\u00e9rmica do vidro de s\u00edlica fundida. A empresa SPhotonix, fundada por Kazansky em 2024, j\u00e1 articula testes de prot\u00f3tipos em centros de dados.\r\n\r\n \r\n\r\nEnquanto a tecnologia de vidro avan\u00e7a, outra frente explora a pr\u00f3pria base da vida. O uso de DNA para armazenamento, proposto inicialmente pelo f\u00edsico sovi\u00e9tico Mikhail Samoilovich Neiman em 1964, ganha for\u00e7a por sua efici\u00eancia e longevidade.\r\n\r\n \r\n\r\n&#8220;Teoricamente, um \u00fanico grama de DNA poderia armazenar at\u00e9 215 petabytes (PB) de dados, por milhares de anos&#8221;, explica o professor Thomas Heinis, do Imperial College de Londres. O processo converte bytes digitais em bases nitrogenadas (A, T, C e G). Embora promissor, o alto custo da s\u00edntese do DNA ainda se apresenta como o principal obst\u00e1culo comercial.\r\n\r\n \r\n\r\nEmbora inova\u00e7\u00f5es como o vidro e o DNA sejam atraentes, especialistas ponderam sobre a viabilidade imediata. A professora Tania Malik, da Universidade Tecnol\u00f3gica de Dublin, ressalta que estas tecnologias dificilmente substituir\u00e3o o armazenamento convencional para a inform\u00e1tica cotidiana no curto prazo.\r\n\r\n \r\n\r\nPara Malik, a solu\u00e7\u00e3o passa por uma abordagem multifacetada: melhorar a efici\u00eancia da infraestrutura existente, como a refrigera\u00e7\u00e3o l\u00edquida, adotar algoritmos com consci\u00eancia energ\u00e9tica e, fundamentalmente, questionar a necessidade de conservar cada byte produzido. &#8220;Cada vez mais, parte da solu\u00e7\u00e3o consiste em termos mais prop\u00f3sito em rela\u00e7\u00e3o ao que decidimos conservar&#8221;, conclui.\r\n\r\n \r\n\r\n<strong><em>(Com informa\u00e7\u00f5es de g1)\r\n(Foto: Reprodu\u00e7\u00e3o\/Freepik\/3DdarkZone)<\/em><\/strong>","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Pesquisadores exploram m\u00e9todos como a grava\u00e7\u00e3o de dados em vidro e o uso de DNA para garantir um futuro sustent\u00e1vel para a mem\u00f3ria digital<\/p>","protected":false},"author":10,"featured_media":16291,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[35],"tags":[13],"class_list":["post-16290","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-ti","tag-sindical"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/fenati.org.br\/en\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/16290","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/fenati.org.br\/en\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/fenati.org.br\/en\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/fenati.org.br\/en\/wp-json\/wp\/v2\/users\/10"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/fenati.org.br\/en\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=16290"}],"version-history":[{"count":3,"href":"https:\/\/fenati.org.br\/en\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/16290\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":16298,"href":"https:\/\/fenati.org.br\/en\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/16290\/revisions\/16298"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/fenati.org.br\/en\/wp-json\/wp\/v2\/media\/16291"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/fenati.org.br\/en\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=16290"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/fenati.org.br\/en\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=16290"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/fenati.org.br\/en\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=16290"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}