{"id":16385,"date":"2026-03-16T11:25:01","date_gmt":"2026-03-16T14:25:01","guid":{"rendered":"https:\/\/fenati.org.br\/?p=16385"},"modified":"2026-03-16T15:00:46","modified_gmt":"2026-03-16T18:00:46","slug":"estudo-brasileiro-ia-detecta-dor-recem-nascidos-uti","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/fenati.org.br\/en\/estudo-brasileiro-ia-detecta-dor-recem-nascidos-uti\/","title":{"rendered":"Estudo brasileiro cria IA que detecta dor em rec\u00e9m-nascidos na UTI"},"content":{"rendered":"<p><strong>IA &#8211;<\/strong> Uma intelig\u00eancia artificial capaz de identificar diferentes n\u00edveis de dor em rec\u00e9m-nascidos internados em unidades de terapia intensiva neonatal (<a href=\"https:\/\/pt.wikipedia.org\/wiki\/Unidade_de_terapia_intensiva\" target=\"_blank\" rel=\"noopener nofollow\">UTI<\/a>) foi desenvolvida por pesquisadores brasileiros. A tecnologia analisa simultaneamente imagens e linguagem para interpretar express\u00f5es faciais dos beb\u00eas, oferecendo maior precis\u00e3o na avalia\u00e7\u00e3o cl\u00ednica.<\/p>\n<p>O estudo, financiado pela FAPESP e realizado pela FEI e pela Unifesp, foi publicado no final do ano passado. A proposta \u00e9 reduzir a subjetividade presente nos m\u00e9todos tradicionais usados para identificar dor em rec\u00e9m-nascidos, que ainda dependem essencialmente da observa\u00e7\u00e3o humana.<\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/fenati.org.br\/en\/fim-da-escala-6x1-apoio-71-brasileiros-datafolha\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\"><strong>LEIA: Fim da escala 6\u00d71 tem apoio de 71% dos brasileiros, aponta Datafolha<\/strong><\/a><\/p>\n<p>\u201cComo a dor \u00e9 um fen\u00f4meno subjetivo e o beb\u00ea ainda n\u00e3o consegue se comunicar verbalmente, ele depende essencialmente da observa\u00e7\u00e3o de terceiros\u201d, pontua Ruth Guinsburg, uma das autoras do estudo e professora de pediatria neonatal da Universidade Federal de S\u00e3o Paulo e coordenadora-geral da UTI Neonatal do Hospital S\u00e3o Paulo.<\/p>\n<p>Atualmente, profissionais que atuam em UTIs neonatais utilizam escalas cl\u00ednicas para avaliar a dor dos beb\u00eas. No entanto, segundo a especialista, esses instrumentos ainda s\u00e3o fortemente influenciados pela interpreta\u00e7\u00e3o de quem observa.<\/p>\n<p>Como cada pessoa pode perceber os sinais do rec\u00e9m-nascido de maneira diferente, inclusive influenciada pelo pr\u00f3prio estado emocional, as avalia\u00e7\u00f5es podem variar entre m\u00e9dicos, enfermeiros e familiares. Nesse contexto, ferramentas de intelig\u00eancia artificial surgem como uma alternativa para reduzir parte dessa subjetividade e oferecer apoio mais consistente \u00e0 tomada de decis\u00f5es cl\u00ednicas.<\/p>\n<p><strong>Avan\u00e7o vai al\u00e9m da tecnologia<\/strong><\/p>\n<p>Al\u00e9m do aspecto tecnol\u00f3gico, o estudo tamb\u00e9m representa um avan\u00e7o no entendimento da dor em beb\u00eas. Rec\u00e9m-nascidos internados em UTIs passam por diversos procedimentos essenciais para o tratamento, mas que podem causar dor. Segundo Ruth Guinsburg, a capacidade de identificar e gerenciar essas dores \u00e9 fundamental para evitar consequ\u00eancias prolongadas.<\/p>\n<p>A pesquisadora lembra que, at\u00e9 a d\u00e9cada de 1990, a medicina acreditava que beb\u00eas n\u00e3o sentiam dor devido ao seu baixo desenvolvimento neurol\u00f3gico.<\/p>\n<p>Posteriormente, descobriu-se que a realidade era exatamente o oposto. \u201cHoje se sabe o exato oposto: por serem imaturos neurologicamente, eles s\u00e3o ainda mais vulner\u00e1veis aos efeitos adversos dos est\u00edmulos dolorosos\u201d, adicionou.<\/p>\n<p>Durante um per\u00edodo da hist\u00f3ria, rec\u00e9m-nascidos chegaram a ser submetidos a cirurgias sem a preocupa\u00e7\u00e3o adequada com a dor. Nesse sentido, a nova tecnologia tamb\u00e9m representa um avan\u00e7o no cuidado humanizado desses pacientes.<\/p>\n<p>A pesquisadora acrescenta que, no c\u00e9rebro ainda em desenvolvimento dos beb\u00eas, tanto a dor n\u00e3o tratada quanto o uso excessivo de medicamentos podem provocar efeitos neurot\u00f3xicos. O principal desafio cl\u00ednico, portanto, \u00e9 encontrar o equil\u00edbrio: administrar tratamento quando a dor est\u00e1 presente e suspender a medica\u00e7\u00e3o assim que ela deixa de ser necess\u00e1ria.<\/p>\n<p><strong>Tecnologia n\u00e3o precisa ser adaptada a cada caso<\/strong><\/p>\n<p>De acordo com os pesquisadores, a intelig\u00eancia artificial desenvolvida supera t\u00e9cnicas tradicionais na identifica\u00e7\u00e3o de dor e conforto, sem necessidade de adapta\u00e7\u00e3o individual para cada caso. Isso amplia o potencial de aplica\u00e7\u00e3o da ferramenta na pr\u00e1tica cl\u00ednica.<\/p>\n<p>\u201cCom a chegada dos modelos de linguagem multimodais, como ChatGPT e Gemini, por exemplo, tornou-se poss\u00edvel utilizar modelos pr\u00e9-treinados em uma imensid\u00e3o de dados da internet para resolver tarefas m\u00e9dicas espec\u00edficas com maior rapidez\u201d, afirma Carlos Eduardo Thomaz, professor da FEI.<\/p>\n<p>A tecnologia ainda est\u00e1 em fase de desenvolvimento, mas j\u00e1 \u00e9 considerada um avan\u00e7o significativo na \u00e1rea. Segundo Thomaz, os pr\u00f3ximos passos da pesquisa buscam aumentar a precis\u00e3o do sistema.<\/p>\n<p>Mesmo melhorias pequenas podem representar mudan\u00e7as relevantes no cuidado neonatal. Como ressalta o pesquisador, at\u00e9 mesmo um avan\u00e7o modesto na funcionalidade da ferramenta pode gerar impacto real no cuidado e no bem-estar de um beb\u00ea.<\/p>\n<p><em><strong>(Com informa\u00e7\u00f5es de Olhar Digital)<\/strong><\/em><br \/>\n<em><strong>(Foto: Reprodu\u00e7\u00e3o\/Freepik\/praisaeng)<\/strong><\/em><\/p>","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Tecnologia desenvolvida por pesquisadores da FEI e da Unifesp analisa imagens e linguagem para identificar n\u00edveis de dor em rec\u00e9m-nascidos<\/p>","protected":false},"author":10,"featured_media":16386,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[35],"tags":[13],"class_list":["post-16385","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-ti","tag-sindical"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/fenati.org.br\/en\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/16385","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/fenati.org.br\/en\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/fenati.org.br\/en\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/fenati.org.br\/en\/wp-json\/wp\/v2\/users\/10"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/fenati.org.br\/en\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=16385"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/fenati.org.br\/en\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/16385\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":16387,"href":"https:\/\/fenati.org.br\/en\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/16385\/revisions\/16387"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/fenati.org.br\/en\/wp-json\/wp\/v2\/media\/16386"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/fenati.org.br\/en\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=16385"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/fenati.org.br\/en\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=16385"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/fenati.org.br\/en\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=16385"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}