{"id":16471,"date":"2026-03-17T16:31:01","date_gmt":"2026-03-17T19:31:01","guid":{"rendered":"https:\/\/fenati.org.br\/?p=16471"},"modified":"2026-03-18T18:12:06","modified_gmt":"2026-03-18T21:12:06","slug":"desigualdade-aparece-cedo-carreira-das-mulheres","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/fenati.org.br\/en\/desigualdade-aparece-cedo-carreira-das-mulheres\/","title":{"rendered":"Desigualdade aparece cedo na carreira das mulheres, revela pesquisa"},"content":{"rendered":"<p><strong>Carreira das mulheres &#8211;<\/strong> A trajet\u00f3ria profissional das mulheres encontra obst\u00e1culos importantes antes mesmo de alcan\u00e7ar os cargos mais altos nas empresas. \u00c9 o que aponta uma pesquisa da plataforma de empregos <a href=\"https:\/\/pt.wikipedia.org\/wiki\/InfoJobs\" target=\"_blank\" rel=\"noopener nofollow\">InfoJobs<\/a>, ao indicar que a principal barreira est\u00e1 na transi\u00e7\u00e3o para fun\u00e7\u00f5es de gest\u00e3o, etapa considerada decisiva para o acesso \u00e0 lideran\u00e7a.<\/p>\n<p>De acordo com o levantamento, quase metade das profissionais (49%) relata enfrentar um \u201cteto de crescimento\u201d ao tentar migrar de cargos t\u00e9cnicos para posi\u00e7\u00f5es de gest\u00e3o. J\u00e1 20% dizem perceber essa barreira apenas nos n\u00edveis mais altos, como diretoria ou cargos executivos. Na pr\u00e1tica, os dados sugerem que o avan\u00e7o feminino desacelera antes do topo da hierarquia corporativa.<\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/fenati.org.br\/en\/golpe-da-falsa-entrega-2025-com-uso-massivo-de-sms\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\"><strong>LEIA: Golpe da falsa entrega dispara em 2025 com uso massivo de SMS<\/strong><\/a><\/p>\n<p>O estudo integra a Pesquisa Panorama da Mulher no Mercado de Trabalho 2026, realizada com 1.022 participantes e divulgada com exclusividade para o g1. A an\u00e1lise re\u00fane percep\u00e7\u00f5es sobre carreira, ambiente profissional e oportunidades dentro das empresas.<\/p>\n<p><strong>Do \u201cdegrau quebrado\u201d ao topo distante<\/strong><\/p>\n<p>Especialistas associam esse cen\u00e1rio a dois conceitos recorrentes no debate sobre desigualdade de g\u00eanero: o \u201cteto invis\u00edvel\u201d, que dificulta o acesso aos cargos mais altos, e o \u201cdegrau quebrado\u201d, que representa o desafio inicial de conquistar a primeira posi\u00e7\u00e3o de lideran\u00e7a.<\/p>\n<p>Segundo Hosana Azevedo, gerente de RH do Redarbor, grupo respons\u00e1vel pela InfoJobs, o entrave n\u00e3o est\u00e1 na qualifica\u00e7\u00e3o das profissionais, mas nas exig\u00eancias impl\u00edcitas dessa etapa da carreira.<br \/>\n&#8220;Esse \u00e9 um momento em que as promo\u00e7\u00f5es passam a depender menos de entrega individual e mais de visibilidade, networking interno e confian\u00e7a da lideran\u00e7a, fatores que historicamente favoreceram trajet\u00f3rias masculinas&#8221;.<\/p>\n<p>A dificuldade nessa transi\u00e7\u00e3o inicial acaba tendo efeito cumulativo. Com menos mulheres avan\u00e7ando para cargos de gest\u00e3o, a presen\u00e7a feminina diminui progressivamente nos n\u00edveis mais altos das organiza\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p><strong>Baixa presen\u00e7a feminina nos cargos de gest\u00e3o<\/strong><\/p>\n<p>Os dados da pesquisa ilustram esse funil. Mais da metade das entrevistadas (54%) afirmou n\u00e3o estar trabalhando atualmente. Entre as que est\u00e3o no mercado, 21% est\u00e3o no in\u00edcio da carreira e 17% ocupam fun\u00e7\u00f5es de especialista ou analista. J\u00e1 os cargos de lideran\u00e7a t\u00eam participa\u00e7\u00e3o reduzida: 5% atuam em coordena\u00e7\u00e3o ou gest\u00e3o, e apenas 3% chegaram \u00e0 lideran\u00e7a ou diretoria.<\/p>\n<p>O acesso a projetos estrat\u00e9gicos tamb\u00e9m aparece como fator relevante para o crescimento profissional. Embora 46% avaliem que a distribui\u00e7\u00e3o dessas tarefas ocorre de forma equilibrada, 31% afirmam que mulheres recebem projetos com maior n\u00edvel de cobran\u00e7a, e 23% percebem prefer\u00eancia por direcionar iniciativas cr\u00edticas a homens.<\/p>\n<p>Para Hosana, essa din\u00e2mica impacta diretamente as chances de promo\u00e7\u00e3o, j\u00e1 que visibilidade e reconhecimento est\u00e3o ligados \u00e0 participa\u00e7\u00e3o em projetos de maior relev\u00e2ncia.<\/p>\n<p><strong>Desigualdades persistentes<\/strong><\/p>\n<p>O ambiente corporativo tamb\u00e9m influencia o avan\u00e7o. Quase metade das mulheres (45%) afirma precisar ter mais cuidado ao se posicionar no trabalho em compara\u00e7\u00e3o aos colegas homens. Outras 22% dizem que n\u00e3o h\u00e1 espa\u00e7o para erros ou discord\u00e2ncias quando se trata de mulheres. Apenas um ter\u00e7o (33%) relata sentir o mesmo n\u00edvel de liberdade.<\/p>\n<p>A percep\u00e7\u00e3o de que ainda h\u00e1 lacunas nas pol\u00edticas internas das empresas \u00e9 majorit\u00e1ria: 78% das entrevistadas acreditam que temas como igualdade salarial, apoio \u00e0 dupla jornada e oportunidades iguais n\u00e3o recebem aten\u00e7\u00e3o necess\u00e1ria.<\/p>\n<p>Para Ana Paula Prado, CEO da Redarbor, a aus\u00eancia de a\u00e7\u00f5es concretas pode afetar diretamente os resultados das organiza\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p>&#8220;As empresas precisam traduzir equidade em a\u00e7\u00f5es concretas. Quando as mulheres percebem que seus direitos e oportunidades s\u00e3o tratados de forma superficial, o resultado aparece em diferentes dimens\u00f5es da organiza\u00e7\u00e3o, como menor reten\u00e7\u00e3o, queda de engajamento e enfraquecimento da confian\u00e7a institucional&#8221;.<\/p>\n<p><strong>Desafios ao longo da carreira e perspectivas<\/strong><\/p>\n<p>O estudo tamb\u00e9m aponta que os desafios tendem a se intensificar ao longo da carreira, especialmente a partir dos 30 anos. Nesse per\u00edodo, muitas mulheres tentam avan\u00e7ar profissionalmente enquanto lidam com decis\u00f5es pessoais, como a maternidade.<\/p>\n<p>&#8220;As mulheres dedicam quase o dobro de horas semanais ao trabalho dom\u00e9stico e ao cuidado familiar em compara\u00e7\u00e3o aos homens, o que ainda influencia a percep\u00e7\u00e3o de disponibilidade para cargos de gest\u00e3o&#8221;.<\/p>\n<p>Al\u00e9m disso, \u00e1reas tradicionalmente masculinas, como tecnologia, engenharia e ind\u00fastria, apresentam barreiras adicionais. A desigualdade tamb\u00e9m se intensifica quando se considera mulheres de grupos minorizados: 62% das entrevistadas avaliam que h\u00e1 oportunidades, mas ainda desiguais, enquanto apenas 19% enxergam distribui\u00e7\u00e3o equivalente.<\/p>\n<p>Entre os caminhos poss\u00edveis, especialistas destacam a import\u00e2ncia de processos de promo\u00e7\u00e3o mais claros, com crit\u00e9rios objetivos, al\u00e9m de iniciativas como mentoria e programas de desenvolvimento voltados \u00e0 lideran\u00e7a feminina.<\/p>\n<p>Apesar dos obst\u00e1culos, metade das mulheres ouvidas (50%) demonstra otimismo em rela\u00e7\u00e3o ao futuro, com expectativa de avan\u00e7os em igualdade salarial e oportunidades. Por outro lado, 30% n\u00e3o esperam mudan\u00e7as significativas, e 21% t\u00eam uma vis\u00e3o pessimista.<\/p>\n<p>&#8220;Esse dado mostra que existe expectativa de mudan\u00e7a, e cabe \u00e0s empresas transformar essa expectativa em pr\u00e1ticas concretas de desenvolvimento, visibilidade e acesso \u00e0 lideran\u00e7a&#8221;, conclui Hosana.<\/p>\n<p><em><strong>(Com informa\u00e7\u00f5es de g1)<\/strong><\/em><br \/>\n<em><strong>(Foto: Reprodu\u00e7\u00e3o\/Freepik)<\/strong><\/em><\/p>","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Profissionais relatam chegar a um \u201cteto\u201d de crescimento quando tentam migrar para cargos de gest\u00e3o<\/p>","protected":false},"author":6,"featured_media":16472,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[42],"tags":[13],"class_list":["post-16471","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-noticias","tag-sindical"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/fenati.org.br\/en\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/16471","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/fenati.org.br\/en\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/fenati.org.br\/en\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/fenati.org.br\/en\/wp-json\/wp\/v2\/users\/6"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/fenati.org.br\/en\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=16471"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/fenati.org.br\/en\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/16471\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":16474,"href":"https:\/\/fenati.org.br\/en\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/16471\/revisions\/16474"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/fenati.org.br\/en\/wp-json\/wp\/v2\/media\/16472"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/fenati.org.br\/en\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=16471"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/fenati.org.br\/en\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=16471"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/fenati.org.br\/en\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=16471"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}