{"id":16499,"date":"2026-03-18T12:31:15","date_gmt":"2026-03-18T15:31:15","guid":{"rendered":"https:\/\/fenati.org.br\/?p=16499"},"modified":"2026-03-18T18:11:39","modified_gmt":"2026-03-18T21:11:39","slug":"65-dos-trabalhadores-trocariam-emprego-home-office","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/fenati.org.br\/en\/65-dos-trabalhadores-trocariam-emprego-home-office\/","title":{"rendered":"65% dos trabalhadores trocariam de emprego para manter home office"},"content":{"rendered":"<p><strong>Home office &#8211;<\/strong> Um estudo publicado em mar\u00e7o de 2026 pela LiveCareer, plataforma global de desenvolvimento de carreira, escancara um impasse crescente entre empresas e trabalhadores brasileiros sobre o futuro do trabalho remoto. A an\u00e1lise re\u00fane dados de institui\u00e7\u00f5es como FIA, FEA-USP, IBGE, Ipea, KPMG, GPTW, Korn Ferry e Randstad, tra\u00e7ando um panorama do <a href=\"https:\/\/pt.wikipedia.org\/wiki\/Home_office\" target=\"_blank\" rel=\"noopener nofollow\">home office<\/a> no pa\u00eds cinco anos ap\u00f3s as mudan\u00e7as provocadas pela pandemia.<\/p>\n<p>Os n\u00fameros apontam para uma ruptura clara de expectativas. De um lado, 65% dos profissionais afirmam que procurariam outro emprego caso fossem obrigados a voltar ao escrit\u00f3rio em tempo integral. Do outro, 80% das empresas dizem que pretendem reduzir ou at\u00e9 encerrar o trabalho remoto. O contraste evidencia um mercado em tens\u00e3o e sem consenso sobre o modelo ideal.<\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/fenati.org.br\/en\/nariz-eletronico-com-ia-sentir-cheiros-alta-precisao\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\"><strong>LEIA: Nariz eletr\u00f4nico com IA consegue sentir cheiros com alta precis\u00e3o<\/strong><\/a><\/p>\n<p>Para os trabalhadores, a flexibilidade deixou de ser um diferencial e passou a ocupar posi\u00e7\u00e3o central nas decis\u00f5es de carreira. Segundo o levantamento, 94% relatam melhora na qualidade de vida com o home office, enquanto 91% afirmam manter ou at\u00e9 aumentar a produtividade fora do escrit\u00f3rio. J\u00e1 88% dizem que a qualidade do trabalho n\u00e3o \u00e9 prejudicada no ambiente dom\u00e9stico.<\/p>\n<p>Entre os fatores mais valorizados est\u00e3o o fim do tempo gasto em deslocamentos, maior autonomia sobre a rotina e um melhor equil\u00edbrio entre vida pessoal e profissional, aspecto que, de acordo com o Workmonitor 2025 da Randstad, j\u00e1 supera o sal\u00e1rio como principal crit\u00e9rio na escolha de um emprego.<\/p>\n<p>Esse novo cen\u00e1rio tem gerado impactos concretos. A propor\u00e7\u00e3o de profissionais que pediram demiss\u00e3o por falta de flexibilidade subiu de 25% para 31% em apenas um ano, com maior incid\u00eancia entre integrantes da gera\u00e7\u00e3o Z, millennials e trabalhadores do setor de tecnologia da informa\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Enquanto isso, as empresas caminham na dire\u00e7\u00e3o oposta. Dados do GPTW indicam que 51% das organiza\u00e7\u00f5es brasileiras j\u00e1 operam totalmente no modelo presencial. Outras 41% adotam formatos h\u00edbridos, e apenas 9% mant\u00eam equipes completamente remotas.<\/p>\n<p>Entre os principais argumentos para o retorno est\u00e3o o fortalecimento da cultura organizacional, citado por 63% dos gestores ouvidos pela KPMG, e a melhoria da colabora\u00e7\u00e3o entre equipes. Ainda assim, as pr\u00f3prias empresas reconhecem desafios nesse movimento: 49% admitem que o tempo de deslocamento pesa contra o presencial, 45% temem impactos na atra\u00e7\u00e3o e reten\u00e7\u00e3o de talentos e 28% j\u00e1 consideram pol\u00edticas voltadas a n\u00f4mades digitais.<\/p>\n<p>Os efeitos dessa mudan\u00e7a j\u00e1 come\u00e7am a aparecer no recrutamento. Segundo a Korn Ferry, 41% das empresas relatam dificuldades para contratar profissionais qualificados ap\u00f3s reduzir suas pol\u00edticas de home office.<\/p>\n<p>Apesar da intensidade do debate, o trabalho remoto ainda representa uma parcela limitada do mercado. De acordo com o IBGE, cerca de 9,5 milh\u00f5es de brasileiros atuam nesse regime, o equivalente a aproximadamente 10% da for\u00e7a de trabalho. O Ipea, por sua vez, estima que 22,7% das ocupa\u00e7\u00f5es no pa\u00eds poderiam ser realizadas \u00e0 dist\u00e2ncia, indicando um potencial ainda n\u00e3o explorado.<\/p>\n<p>No cen\u00e1rio atual de contrata\u00e7\u00f5es, o modelo presencial continua dominante: 88% das vagas abertas no Brasil seguem nesse formato, conforme dados da Gupy. J\u00e1 o modelo h\u00edbrido cresce rapidamente, expandiu cinco vezes em um ano e j\u00e1 responde por 11% das admiss\u00f5es, superando o volume de ofertas totalmente remotas.<\/p>\n<p>As oportunidades com maior flexibilidade concentram-se nos setores de Tecnologia da Informa\u00e7\u00e3o, Marketing e Comunica\u00e7\u00e3o e Finan\u00e7as e Contabilidade, que acabam servindo como refer\u00eancia para a ado\u00e7\u00e3o de novos formatos em outras \u00e1reas.<\/p>\n<p>Diante desse cen\u00e1rio, o mercado de trabalho brasileiro se v\u00ea a beira de uma encruzilhada, em que as prefer\u00eancias dos profissionais e as estrat\u00e9gias das empresas seguem em dire\u00e7\u00f5es opostas.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><em><strong>(Com informa\u00e7\u00f5es de Olhar Digital)<\/strong><\/em><\/p>\n<p><em><strong>(Foto: Reprodu\u00e7\u00e3o\/Freepik\/Drazen Zigic)<\/strong><\/em><\/p>","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Levantamento mostra conflito entre prioridade dos profissionais por flexibilidade e movimento das empresas para retomar o presencial<\/p>","protected":false},"author":16,"featured_media":16516,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[35],"tags":[13],"class_list":["post-16499","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-ti","tag-sindical"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/fenati.org.br\/en\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/16499","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/fenati.org.br\/en\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/fenati.org.br\/en\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/fenati.org.br\/en\/wp-json\/wp\/v2\/users\/16"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/fenati.org.br\/en\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=16499"}],"version-history":[{"count":2,"href":"https:\/\/fenati.org.br\/en\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/16499\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":16557,"href":"https:\/\/fenati.org.br\/en\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/16499\/revisions\/16557"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/fenati.org.br\/en\/wp-json\/wp\/v2\/media\/16516"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/fenati.org.br\/en\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=16499"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/fenati.org.br\/en\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=16499"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/fenati.org.br\/en\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=16499"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}