{"id":16604,"date":"2026-03-19T14:41:53","date_gmt":"2026-03-19T17:41:53","guid":{"rendered":"https:\/\/fenati.org.br\/?p=16604"},"modified":"2026-03-19T16:46:27","modified_gmt":"2026-03-19T19:46:27","slug":"estudo-efeito-negativo-das-redes-sociais-nos-jovens","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/fenati.org.br\/en\/estudo-efeito-negativo-das-redes-sociais-nos-jovens\/","title":{"rendered":"Estudo sobre felicidade aponta efeito negativo das redes sociais nos jovens"},"content":{"rendered":"<p><strong>Redes sociais &#8211;<\/strong> O uso excessivo de redes sociais est\u00e1 diretamente associado \u00e0 redu\u00e7\u00e3o do bem-estar entre jovens em diferentes partes do mundo, segundo o Relat\u00f3rio Mundial da Felicidade 2026. O estudo, divulgado nesta quinta-feira (19), ouviu adolescentes de 15 anos em 50 pa\u00edses e mostra que os impactos variam de acordo com o tipo de plataforma, a forma de uso e fatores como g\u00eanero e condi\u00e7\u00e3o socioecon\u00f4mica.<\/p>\n<p>Produzido pelo Centro de Pesquisa sobre Bem-estar da Universidade de Oxford em parceria com a Gallup Data Poll, a Rede de Solu\u00e7\u00f5es para o Desenvolvimento Sustent\u00e1vel da <a href=\"https:\/\/pt.wikipedia.org\/wiki\/Organiza%C3%A7%C3%A3o_das_Na%C3%A7%C3%B5es_Unidas\" target=\"_blank\" rel=\"noopener nofollow\">ONU<\/a> e um conselho editorial independente, o relat\u00f3rio deste ano concentra sua an\u00e1lise na influ\u00eancia das m\u00eddias sociais sobre a vida dos jovens, um tema que tem ganhado relev\u00e2ncia em debates legislativos ao redor do mundo.<\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/fenati.org.br\/en\/ue-avanca-para-banir-ias-criam-imagens-intimas\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\"><strong>LEIA: UE avan\u00e7a para banir IAs que criam imagens \u00edntimas sem consentimento<\/strong><\/a><\/p>\n<p>Os dados indicam que o tempo de uso \u00e9 determinante para o impacto no bem-estar. Jovens que passam menos de uma hora por dia nas redes sociais apresentam n\u00edveis mais altos de satisfa\u00e7\u00e3o, inclusive superiores aos daqueles que n\u00e3o utilizam essas plataformas. Em contrapartida, o uso excessivo, que atinge uma m\u00e9dia de 2,5 horas di\u00e1rias entre adolescentes, est\u00e1 ligado a uma queda significativa na percep\u00e7\u00e3o de bem-estar.<\/p>\n<p>\u201cO uso excessivo est\u00e1 associado a um bem-estar significativamente menor, mas aqueles que optam deliberadamente por ficar longe das redes sociais tamb\u00e9m parecem estar perdendo alguns efeitos positivos\u201d, afirma Jan-Emmanuel De Neve, diretor do Centro de Pesquisa sobre Bem-estar da Universidade de Oxford.<\/p>\n<p>O relat\u00f3rio tamb\u00e9m aponta diferen\u00e7as entre os tipos de plataformas. Redes sociais baseadas em algoritmos e centradas em imagens e influenciadores tendem a apresentar associa\u00e7\u00e3o negativa com o bem-estar. J\u00e1 aquelas voltadas para a intera\u00e7\u00e3o e conex\u00e3o social demonstram impacto positivo na felicidade dos usu\u00e1rios.<\/p>\n<p>Outro destaque do estudo \u00e9 o recorte de g\u00eanero. Segundo o levantamento, os efeitos negativos s\u00e3o mais intensos entre meninas, que relatam n\u00edveis menores de satisfa\u00e7\u00e3o \u00e0 medida que aumentam o tempo de uso. Pesquisas anteriores citadas no documento j\u00e1 indicavam que o Instagram pode prejudicar a percep\u00e7\u00e3o corporal de jovens do sexo feminino, al\u00e9m de elevar n\u00edveis de ansiedade, depress\u00e3o e comprometer a autoconfian\u00e7a.<\/p>\n<p>Diante desse cen\u00e1rio, diferentes pa\u00edses t\u00eam discutido medidas de regula\u00e7\u00e3o. Em dezembro, a Austr\u00e1lia elevou a idade m\u00ednima de acesso de 13 para 16 anos em dez plataformas. A Espanha planeja proibir o uso por menores de 16 anos, com exig\u00eancia de verifica\u00e7\u00e3o de idade, enquanto a Fran\u00e7a deu neste ano o primeiro passo para restringir o acesso de adolescentes de at\u00e9 15 anos.<\/p>\n<p>No Brasil, entrou em vigor nesta semana o ECA Digital, o Estatuto Digital da Crian\u00e7a e do Adolescente, voltado exclusivamente \u00e0 prote\u00e7\u00e3o desse p\u00fablico em ambientes virtuais.<\/p>\n<p>Apesar dos riscos associados ao uso excessivo, a Am\u00e9rica Latina se destaca positivamente no levantamento. Dados de sete pa\u00edses da regi\u00e3o, incluindo o Brasil, indicam que jovens latino-americanos mant\u00eam n\u00edveis elevados de bem-estar mesmo com uso intenso de redes sociais.<\/p>\n<blockquote><p><strong>Para De Neve, isso ocorre porque \u201ca Am\u00e9rica Latina possui la\u00e7os familiares e sociais fortes, mais do que em outros lugares.\u201d<\/strong><\/p><\/blockquote>\n<p>Entre os pa\u00edses avaliados, a Costa Rica apresentou uma das maiores evolu\u00e7\u00f5es, passando do 23\u00ba lugar em 2023 para a 4\u00aa posi\u00e7\u00e3o no ranking geral de felicidade entre 147 na\u00e7\u00f5es. O Brasil aparece em 32\u00ba lugar, \u00e0 frente de Fran\u00e7a, It\u00e1lia, Argentina, Col\u00f4mbia e Portugal.<\/p>\n<p>Pelo nono ano consecutivo, a Finl\u00e2ndia lidera o ranking. Completam o topo pa\u00edses tamb\u00e9m n\u00f3rdicos: Isl\u00e2ndia, Dinamarca, Su\u00e9cia e Noruega. Segundo o relat\u00f3rio, fatores como renda, igualdade social, sistemas de bem-estar e alta expectativa de vida ajudam a explicar o desempenho dessas na\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p>Na outra ponta da lista est\u00e3o pa\u00edses afetados por conflitos ou instabilidade, como Rep\u00fablica Democr\u00e1tica do Congo, L\u00edbano, I\u00eamen, Serra Leoa e Afeganist\u00e3o. A classifica\u00e7\u00e3o \u00e9 baseada nas respostas de cerca de 100 mil participantes ao redor do mundo.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><em><strong>(Com informa\u00e7\u00f5es de Olhar Digital)<\/strong><\/em><\/p>\n<p><em><strong>(Foto: Reprodu\u00e7\u00e3o\/Freepik\/Dragana_Gordic)<\/strong><\/em><\/p>","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Estudo com adolescentes de 50 pa\u00edses revela que tempo elevado nas plataformas digitais est\u00e1 ligado \u00e0 queda no bem-estar<\/p>","protected":false},"author":16,"featured_media":16601,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[42],"tags":[13],"class_list":["post-16604","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-noticias","tag-sindical"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/fenati.org.br\/en\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/16604","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/fenati.org.br\/en\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/fenati.org.br\/en\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/fenati.org.br\/en\/wp-json\/wp\/v2\/users\/16"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/fenati.org.br\/en\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=16604"}],"version-history":[{"count":2,"href":"https:\/\/fenati.org.br\/en\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/16604\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":16606,"href":"https:\/\/fenati.org.br\/en\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/16604\/revisions\/16606"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/fenati.org.br\/en\/wp-json\/wp\/v2\/media\/16601"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/fenati.org.br\/en\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=16604"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/fenati.org.br\/en\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=16604"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/fenati.org.br\/en\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=16604"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}