{"id":16649,"date":"2026-03-20T12:13:30","date_gmt":"2026-03-20T15:13:30","guid":{"rendered":"https:\/\/fenati.org.br\/?p=16649"},"modified":"2026-03-20T15:44:18","modified_gmt":"2026-03-20T18:44:18","slug":"projeto-usa-robos-e-ia-para-limpar-fundo-mar","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/fenati.org.br\/en\/projeto-usa-robos-e-ia-para-limpar-fundo-mar\/","title":{"rendered":"Projeto usa rob\u00f4s e IA para limpar o fundo do mar e localizar minas submersas"},"content":{"rendered":"<p><strong>Rob\u00f4s e IA &#8211;<\/strong> A imagem mais comum da polui\u00e7\u00e3o nos oceanos ainda est\u00e1 ligada ao pl\u00e1stico boiando na superf\u00edcie. No entanto, a maior parte dos res\u00edduos est\u00e1 longe dos olhos, acumulada no fundo do mar. Para enfrentar esse desafio, a <a href=\"https:\/\/pt.wikipedia.org\/wiki\/Uni%C3%A3o_Europeia\" rel=\"nofollow noopener\" target=\"_blank\">Uni\u00e3o Europeia<\/a> aposta em uma solu\u00e7\u00e3o tecnol\u00f3gica baseada em rob\u00f4s inteligentes capazes de operar de forma aut\u00f4noma nas profundezas.<\/p>\n<p>Grande parte do lixo descartado no oceano n\u00e3o permanece \u00e0 vista. Com o tempo, ele afunda e se deposita no leito marinho, tornando-se praticamente impercept\u00edvel.<\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/fenati.org.br\/en\/com-fim-patente-generico-ozempic-disponivel-r-75\/\"><strong>LEIA: Com fim da patente, gen\u00e9rico do Ozempic j\u00e1 est\u00e1 dispon\u00edvel por R$ 75<\/strong><\/a><\/p>\n<p>De acordo com Bart De Schutter, professor da Universidade Tecnol\u00f3gica de Delft e respons\u00e1vel pela coordena\u00e7\u00e3o do projeto, esse ac\u00famulo representa uma amea\u00e7a relevante ao meio ambiente.<\/p>\n<p>Isso porque materiais como o pl\u00e1stico se fragmentam ao longo do tempo, originando micropl\u00e1sticos \u2013 part\u00edculas min\u00fasculas j\u00e1 disseminadas por praticamente todos os ecossistemas do planeta.<\/p>\n<p>Apesar da gravidade, essa camada mais profunda da polui\u00e7\u00e3o ainda recebe pouca aten\u00e7\u00e3o em iniciativas de limpeza.<\/p>\n<h4>A aposta europeia: o projeto SeaClear 2.0<\/h4>\n<p>Para lidar com o problema, a Uni\u00e3o Europeia financia o projeto SeaClear2.0, que d\u00e1 continuidade a uma iniciativa anterior voltada ao uso de tecnologia subaqu\u00e1tica.<\/p>\n<p>O objetivo \u00e9 desenvolver um sistema integrado, composto por drones e rob\u00f4s submarinos, capaz de localizar, identificar e retirar res\u00edduos do fundo do mar com alto grau de autonomia.<\/p>\n<p>A iniciativa integra um plano mais amplo da UE que busca reduzir em 50% o lixo marinho at\u00e9 2030.<\/p>\n<h4>Como funciona a limpeza com rob\u00f4s<\/h4>\n<p>O funcionamento do sistema depende da atua\u00e7\u00e3o coordenada de diferentes tecnologias.<\/p>\n<p>Inicialmente, embarca\u00e7\u00f5es aut\u00f4nomas de superf\u00edcie s\u00e3o enviadas \u00e0s \u00e1reas de opera\u00e7\u00e3o. Em seguida, drones a\u00e9reos realizam um mapeamento preliminar para identificar poss\u00edveis concentra\u00e7\u00f5es de res\u00edduos.<\/p>\n<p>Na etapa seguinte, entram em a\u00e7\u00e3o os rob\u00f4s submarinos equipados com intelig\u00eancia artificial. Eles conseguem distinguir objetos como garrafas, pneus, estruturas met\u00e1licas e partes de embarca\u00e7\u00f5es de elementos naturais, como rochas e vegeta\u00e7\u00e3o marinha.<\/p>\n<p>A remo\u00e7\u00e3o dos res\u00edduos pode ocorrer de diversas formas: por meio de bra\u00e7os rob\u00f3ticos, sistemas de suc\u00e7\u00e3o ou i\u00e7amento com guindastes inteligentes.<\/p>\n<h4>Um \u201ccaminh\u00e3o de lixo\u201d no mar<\/h4>\n<p>Um dos componentes mais curiosos do projeto \u00e9 uma embarca\u00e7\u00e3o aut\u00f4noma projetada para funcionar como um verdadeiro caminh\u00e3o de lixo no oceano.<\/p>\n<p>Esse sistema recolhe os materiais capturados pelos rob\u00f4s e os transporta at\u00e9 a costa, onde podem ser descartados corretamente ou encaminhados para reciclagem.<\/p>\n<p>Nos testes j\u00e1 realizados, foram retirados itens como pneus, cercas met\u00e1licas e fragmentos de embarca\u00e7\u00f5es \u2014 objetos que, manualmente, exigiriam opera\u00e7\u00f5es complexas e arriscadas.<\/p>\n<h4>Menos mergulhadores em risco<\/h4>\n<p>Tradicionalmente, a limpeza do fundo do mar depende da atua\u00e7\u00e3o de mergulhadores, o que envolve custos elevados, limita\u00e7\u00f5es operacionais e riscos significativos, especialmente ao lidar com estruturas pesadas ou inst\u00e1veis.<\/p>\n<p>A automa\u00e7\u00e3o proposta pelo SeaClear2.0 busca reduzir essa depend\u00eancia, tornando o processo mais seguro e eficiente. Al\u00e9m disso, os rob\u00f4s conseguem operar por per\u00edodos prolongados e em condi\u00e7\u00f5es adversas, ampliando o alcance das opera\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<h4>Um uso inesperado: detectar minas submersas<\/h4>\n<p>Al\u00e9m da fun\u00e7\u00e3o ambiental, os pesquisadores avaliam uma aplica\u00e7\u00e3o adicional para a tecnologia: a identifica\u00e7\u00e3o de minas submarinas n\u00e3o detonadas.<\/p>\n<p>Esses artefatos, remanescentes de conflitos passados, ainda representam amea\u00e7a em diversas regi\u00f5es do mundo. Adaptados para essa finalidade, os rob\u00f4s podem contribuir tanto para a prote\u00e7\u00e3o ambiental quanto para a seguran\u00e7a mar\u00edtima.<\/p>\n<h4>Tecnologia promissora<\/h4>\n<p>Apesar dos avan\u00e7os, os desenvolvedores reconhecem que o sistema ainda est\u00e1 em fase de aprimoramento.<\/p>\n<p>Testes j\u00e1 ocorreram em locais como Marselha, na Fran\u00e7a, e em \u00e1reas da Alemanha. Novas etapas est\u00e3o previstas em cidades como Veneza, Dubrovnik e Tarragona.<\/p>\n<p>A expectativa \u00e9 que, at\u00e9 o fim de 2026, a tecnologia esteja pronta para aplica\u00e7\u00e3o em larga escala por autoridades locais em diferentes regi\u00f5es da Europa.<\/p>\n<p><em><strong>(Com informa\u00e7\u00f5es de Gizmodo)<\/strong><\/em><br \/>\n<em><strong>(Foto: Reprodu\u00e7\u00e3o\/Freepik\/DarkinStudio)<\/strong><\/em><\/p>","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Iniciativa combina drones e rob\u00f4s aut\u00f4nomos para enfrentar camada pouco vis\u00edvel da polui\u00e7\u00e3o marinha <\/p>","protected":false},"author":11,"featured_media":16652,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[42],"tags":[13],"class_list":["post-16649","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-noticias","tag-sindical"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/fenati.org.br\/en\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/16649","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/fenati.org.br\/en\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/fenati.org.br\/en\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/fenati.org.br\/en\/wp-json\/wp\/v2\/users\/11"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/fenati.org.br\/en\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=16649"}],"version-history":[{"count":3,"href":"https:\/\/fenati.org.br\/en\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/16649\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":16653,"href":"https:\/\/fenati.org.br\/en\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/16649\/revisions\/16653"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/fenati.org.br\/en\/wp-json\/wp\/v2\/media\/16652"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/fenati.org.br\/en\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=16649"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/fenati.org.br\/en\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=16649"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/fenati.org.br\/en\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=16649"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}