{"id":16669,"date":"2026-03-20T15:15:56","date_gmt":"2026-03-20T18:15:56","guid":{"rendered":"https:\/\/fenati.org.br\/?p=16669"},"modified":"2026-03-20T16:41:27","modified_gmt":"2026-03-20T19:41:27","slug":"com-apoio-fim-da-escala-6x1-ganhos-sociais-conomicos","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/fenati.org.br\/en\/com-apoio-fim-da-escala-6x1-ganhos-sociais-conomicos\/","title":{"rendered":"Com amplo apoio popular, fim da escala 6&#215;1 pode trazer ganhos sociais e econ\u00f4micos"},"content":{"rendered":"<p><strong>Fim da escala 6&#215;1 &#8211;<\/strong> A possibilidade do fim da escala 6&#215;1 ganhou novo impulso ap\u00f3s o presidente da <a href=\"https:\/\/pt.wikipedia.org\/wiki\/C%C3%A2mara_dos_Deputados_do_Brasil\" target=\"_blank\" rel=\"noopener nofollow\">C\u00e2mara dos Deputados<\/a>, Hugo Motta (Republicanos-PB), afirmar, no in\u00edcio de fevereiro, que o tema ser\u00e1 prioridade do Legislativo em 2026. A declara\u00e7\u00e3o foi recebida com entusiasmo por Rick Azevedo, vereador no Rio de Janeiro e fundador do movimento Vida Al\u00e9m do Trabalho (VAT), cuja principal bandeira \u00e9 eliminar a escala de trabalhado em que se folga apenas um dia na semana.<\/p>\n<p>Aos 32 anos, o ex-balconista de farm\u00e1cia tornou-se uma das principais vozes da pauta ap\u00f3s viralizar nas redes sociais ao relatar a pr\u00f3pria rotina de trabalho e criar uma peti\u00e7\u00e3o que reuniu quase 3 milh\u00f5es de assinaturas pelo fim da escala 6&#215;1.<\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/fenati.org.br\/apoiado-brasileiros-fim-da-escala-6x1-civilizatorio\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\"><strong>LEIA: Apoiado por 71% dos brasileiros, fim da escala 6\u00d71 \u00e9 civilizat\u00f3rio<\/strong><\/a><\/p>\n<p>Em entrevista \u00e0 BBC News Brasil, Azevedo demonstrou confian\u00e7a na tramita\u00e7\u00e3o da proposta. \u201cTenho certeza que vai ser aprovado agora nesse primeiro semestre de 2026\u201d, afirmou.<\/p>\n<p>Para ele, o apoio do governo federal \u00e0 proposta \u00e9 resultado direto da press\u00e3o popular. \u201cVejo como uma resposta \u00e0 press\u00e3o do povo\u201d, disse. Segundo ele, quando a classe trabalhadora se mobiliza, o governo \u201cse sente seguro em enfrentar esse lobby para dizer \u2018sim, teremos o fim da escala 6&#215;1\u2019\u201d.<\/p>\n<p>Apesar do otimismo, o vereador reconhece os desafios no Congresso. Propostas mais amplas, como a defendida pela deputada Erika Hilton, que prev\u00ea jornada de quatro dias por semana e 36 horas, enfrentam maior resist\u00eancia.<\/p>\n<p>\u201cQuando se fala em direitos para a classe trabalhadora, sempre h\u00e1 uma grande resist\u00eancia\u201d, afirmou. Ainda assim, ele admite poss\u00edveis concess\u00f5es: \u201cDe repente, a gente n\u00e3o consegue 4&#215;3, mas, se a gente conseguir a 5&#215;2 e 36 horas semanais, n\u00e3o iremos desistir\u201d.<\/p>\n<p>Ele rebate cr\u00edticas de economistas e empres\u00e1rios, que alegam riscos \u00e0 economia e ao emprego, lembrando que a resist\u00eancia contra direitos dos trabalhadores \u00e9 um padr\u00e3o que se repete na hist\u00f3ria. \u201cSe eu estivesse falando para voc\u00ea aqui agora \u2018vamos acabar com a escravid\u00e3o no pa\u00eds\u2019, os economistas de hoje iriam falar a mesma coisa\u201d, disse. \u201cO 13\u00ba, a mesma coisa. F\u00e9rias remuneradas, a mesma coisa\u201d.<\/p>\n<p>O vereador tamb\u00e9m discorda da avalia\u00e7\u00e3o de que a proposta pode prejudicar pequenas e m\u00e9dias empresas, respons\u00e1veis por 80% dos empregos formais no pa\u00eds. Segundo ele, h\u00e1 discuss\u00f5es em andamento para mitigar impactos. \u201cEsses pequenos e microempres\u00e1rios v\u00e3o ser assistidos\u201d, afirmou, citando a possibilidade de isen\u00e7\u00f5es fiscais como uma das alternativas em estudo.<\/p>\n<p>Com experi\u00eancia no varejo farmac\u00eautico, Azevedo rejeita argumentos de que a redu\u00e7\u00e3o da jornada inviabilizaria o funcionamento de setores como o de farm\u00e1cias. Para ele, h\u00e1 uma tentativa de manter condi\u00e7\u00f5es prec\u00e1rias de trabalho. \u201cFarm\u00e1cias vendem cuidado, e quem cuida das pessoas que est\u00e3o ali trabalhando?\u201d, questionou.<\/p>\n<p>Ele tamb\u00e9m sustenta que jornadas menores podem impulsionar a economia. \u201cO trabalhador com mais tempo vai consumir mais\u201d, disse, ao citar exemplos internacionais. Para o vereador, o temor de impactos negativos \u00e9 \u201csimplesmente p\u00e2nico econ\u00f4mico\u201d.<\/p>\n<p>A discuss\u00e3o sobre produtividade tamb\u00e9m aparece no debate. Azevedo argumenta que melhores condi\u00e7\u00f5es de vida s\u00e3o pr\u00e9-requisito para o aumento da produtividade. \u201cComo que o trabalhador vai ter uma produtividade boa [&#8230;] se ela n\u00e3o tem condi\u00e7\u00f5es m\u00ednimas?\u201d, questionou, citando problemas como transporte prec\u00e1rio e baixos sal\u00e1rios.<\/p>\n<p>Apesar do apoio popular demonstrado em pesquisas como da Genial\/Quaest, que indica que 72% da popula\u00e7\u00e3o \u00e9 favor\u00e1vel ao fim da escala 6&#215;1, o Congresso ainda demonstra resist\u00eancia. Apenas 42% dos deputados se declaram a favor, enquanto 45% s\u00e3o contr\u00e1rios. Para Azevedo, isso reflete a composi\u00e7\u00e3o da Casa. \u201cO Congresso Nacional brasileiro [&#8230;] \u00e9 a casa do agro, dos empres\u00e1rios, dos lobistas\u201d, criticou.<\/p>\n<p>Mesmo assim, ele acredita que a press\u00e3o popular ser\u00e1 decisiva. \u201cEles s\u00e3o lobistas, s\u00e3o escravocratas, mas precisam do voto do povo\u201d, afirmou.<\/p>\n<p><strong>Audi\u00eancia na C\u00e2mara<\/strong><\/p>\n<p>Na ter\u00e7a-feira (24), o presidente do Sindpd-SP (Sindicato dos Trabalhadores em Tecnologia da Informa\u00e7\u00e3o de S\u00e3o Paulo), Antonio Neto, participar\u00e1 de audi\u00eancia p\u00fablica na CCJ (Comiss\u00e3o de Constitui\u00e7\u00e3o e Justi\u00e7a e de Cidadania) da C\u00e2mara dos Deputados em defesa do fim da escala 6&#215;1 e da redu\u00e7\u00e3o da jornada de trabalho. Ele falar\u00e1 em nome da CSB (Central dos Sindicatos Brasileiros), entidade que tamb\u00e9m preside.<\/p>\n<p>A audi\u00eancia integra o ciclo de discuss\u00f5es sobre propostas que tratam da redu\u00e7\u00e3o da jornada semanal de trabalho. Para Antonio Neto, reduzir a jornada de trabalho \u00e9 uma quest\u00e3o de justi\u00e7a social e est\u00e1 alinhada aos anseios da sociedade, uma vez que diversas pesquisas apontam apoio de mais de 70% da popula\u00e7\u00e3o \u00e0s pautas.<\/p>\n<p>\u201cQuando se explica que a escala 6&#215;1 significa trabalhar seis dias e descansar apenas um, a sociedade percebe o quanto isso \u00e9 desumano. O Brasil n\u00e3o reduz a jornada desde a Constitui\u00e7\u00e3o de 1988, mesmo com o enorme avan\u00e7o tecnol\u00f3gico e o aumento da produtividade. \u00c9 preciso que esses ganhos tamb\u00e9m se traduzam em mais qualidade de vida para os trabalhadores\u201d, afirma<\/p>\n<p><em><strong>(Com informa\u00e7\u00f5es de BCC News Brasil)<\/strong><\/em><br \/>\n<em><strong>(Foto: Reprodu\u00e7\u00e3o\/Jos\u00e9 Cruz\/Ag\u00eancia Brasil)<\/strong><\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Fundador do movimento que colocou o fim da escala 6&#215;1 de volta ao centro do debate pol\u00edtico rebate cr\u00edticas do mercado \u00e0 proposta<\/p>","protected":false},"author":10,"featured_media":16670,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[42],"tags":[13],"class_list":["post-16669","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-noticias","tag-sindical"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/fenati.org.br\/en\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/16669","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/fenati.org.br\/en\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/fenati.org.br\/en\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/fenati.org.br\/en\/wp-json\/wp\/v2\/users\/10"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/fenati.org.br\/en\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=16669"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/fenati.org.br\/en\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/16669\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":16671,"href":"https:\/\/fenati.org.br\/en\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/16669\/revisions\/16671"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/fenati.org.br\/en\/wp-json\/wp\/v2\/media\/16670"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/fenati.org.br\/en\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=16669"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/fenati.org.br\/en\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=16669"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/fenati.org.br\/en\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=16669"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}