{"id":16798,"date":"2026-03-25T12:11:54","date_gmt":"2026-03-25T15:11:54","guid":{"rendered":"https:\/\/fenati.org.br\/?p=16798"},"modified":"2026-03-25T16:48:23","modified_gmt":"2026-03-25T19:48:23","slug":"tecnologia-pilar-agro-brasileiro-muitas-agtechs","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/fenati.org.br\/en\/tecnologia-pilar-agro-brasileiro-muitas-agtechs\/","title":{"rendered":"Tecnologia vira pilar no agro brasileiro, que j\u00e1 conta com mais de 2 mil agtechs"},"content":{"rendered":"<p><strong>Agro brasileiro &#8211;<\/strong> O Brasil registrou 2.075 startups voltadas ao agroneg\u00f3cio em 2025, segundo o Radar Agtech Brasil 2025, elaborado pela Embrapa, SP Ventures e Homo Ludens. O n\u00famero representa um crescimento de cerca de 5% em rela\u00e7\u00e3o ao ano anterior, indicando uma desacelera\u00e7\u00e3o no ritmo de expans\u00e3o, mas com avan\u00e7o na qualidade tecnol\u00f3gica e na consolida\u00e7\u00e3o dos neg\u00f3cios.<\/p>\n<p>O levantamento foi apresentado durante o Radar Agtech Summit 2026, em <a href=\"https:\/\/pt.wikipedia.org\/wiki\/S%C3%A3o_Paulo\" rel=\"nofollow noopener\" target=\"_blank\">S\u00e3o Paulo<\/a>, e mostra que o ecossistema passa por uma fase de maior maturidade. Ap\u00f3s um per\u00edodo de forte expans\u00e3o entre 2019 e 2022, impulsionado pelo interesse de investidores e pela valoriza\u00e7\u00e3o do agro, o setor agora re\u00fane empresas mais estruturadas e menos iniciativas de curta dura\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/fenati.org.br\/en\/novo-bateria-transformar-futuro-carros-eletricos\/\"><strong>LEIA: Novo tipo de bateria promete transformar o futuro dos carros el\u00e9tricos<\/strong><\/a><\/p>\n<p>Segundo Aur\u00e9lio Favarin, analista de inova\u00e7\u00e3o aberta da Embrapa e editor t\u00e9cnico do estudo, o perfil das startups mudou ao longo dos anos. \u201cNo passado, havia um grande volume de neg\u00f3cios com baixo n\u00edvel de tecnologia e complexidade, como marketplaces. Hoje, solu\u00e7\u00f5es ligadas \u00e0 automa\u00e7\u00e3o, sensoriamento e maquin\u00e1rio agr\u00edcola representam um n\u00edvel tecnol\u00f3gico mais robusto\u201d, afirmou.<\/p>\n<p>Favarin tamb\u00e9m destaca que o per\u00edodo recente foi marcado por uma sele\u00e7\u00e3o natural no mercado. \u201cN\u00f3s vimos a consolida\u00e7\u00e3o de neg\u00f3cios mais s\u00f3lidos\u201d.<\/p>\n<h4>Segmenta\u00e7\u00e3o e crescimento<\/h4>\n<p>As agtechs que atuam \u201cdentro da porteira\u201d seguem como maioria, com 852 startups em 2025. Esse grupo, voltado a solu\u00e7\u00f5es diretamente aplicadas no campo, mais que dobrou desde 2019, refletindo a demanda por tecnologias que entreguem resultados pr\u00e1ticos ao produtor rural.<\/p>\n<p>\u201cStartups mais conectadas \u00e0 realidade do produtor tendem a atingir maior maturidade, porque precisam entregar valor real. Sen\u00e3o, n\u00e3o tem ades\u00e3o do produtor\u201d, afirmou Favarin.<\/p>\n<p>Na sequ\u00eancia, aparecem as startups com atua\u00e7\u00e3o \u201cdepois da porteira\u201d, que somaram 841 empresas, e as voltadas para etapas \u201cantes da porteira\u201d, com 382. Embora estas \u00faltimas ainda sejam minoria, foram as que mais cresceram proporcionalmente desde o in\u00edcio do levantamento.<\/p>\n<h4>Tend\u00eancias tecnol\u00f3gicas<\/h4>\n<p>O estudo destaca a forte presen\u00e7a da Intelig\u00eancia Artificial no setor. Atualmente, 83% das agtechs utilizam IA em suas opera\u00e7\u00f5es, sendo que 35% t\u00eam a tecnologia como parte central de seus produtos.<\/p>\n<p>Entre os principais temas em evid\u00eancia est\u00e3o sustentabilidade, previs\u00e3o clim\u00e1tica, sensoriamento remoto e o uso de m\u00e1quinas e drones. Tamb\u00e9m ganha destaque o segmento de \u201cAlimentos inovadores e novas tend\u00eancias alimentares\u201d, que re\u00fane 312 startups, indicando uma mudan\u00e7a no perfil de consumo e produ\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Outras \u00e1reas relevantes incluem sistemas de gest\u00e3o de propriedades rurais e plataformas integradoras de dados, que refor\u00e7am a digitaliza\u00e7\u00e3o do campo.<\/p>\n<h4>Distribui\u00e7\u00e3o regional e inova\u00e7\u00e3o<\/h4>\n<p>As regi\u00f5es Sudeste e Sul continuam concentrando a maior parte das agtechs do pa\u00eds, respondendo juntas por cerca de 79% do total. O Sudeste lidera em n\u00famero absoluto de startups, com destaque para S\u00e3o Paulo, que re\u00fane 845 empresas.<\/p>\n<p>Por outro lado, o Sul passou a se destacar como principal polo de ambientes de inova\u00e7\u00e3o, concentrando 37,1% de aceleradoras, incubadoras e parques tecnol\u00f3gicos, com protagonismo de estados como Paran\u00e1 e Rio Grande do Sul.<\/p>\n<p>O relat\u00f3rio tamb\u00e9m aponta um movimento gradual de descentraliza\u00e7\u00e3o, com crescimento das agtechs em regi\u00f5es como Norte, Nordeste e Centro-Oeste.<\/p>\n<h4>Investimentos e novas prioridades<\/h4>\n<p>O perfil dos investimentos no setor tamb\u00e9m mudou. Dos 367 agentes de investimento identificados no pa\u00eds, 17,7% t\u00eam o agroneg\u00f3cio como prioridade, direcionando cerca de 10% de seus aportes ao setor.<\/p>\n<p>Segundo o estudo, os investidores passaram a priorizar efici\u00eancia, sustentabilidade e modelos de neg\u00f3cio mais resilientes, em vez de crescimento acelerado.<\/p>\n<p>Al\u00e9m disso, solu\u00e7\u00f5es voltadas \u00e0 adapta\u00e7\u00e3o clim\u00e1tica ganharam relev\u00e2ncia, com destaque para pr\u00e1ticas como manejo regenerativo do solo e Integra\u00e7\u00e3o Lavoura-Pecu\u00e1ria-Floresta (ILPF).<\/p>\n<h4>Diversidade e impacto social<\/h4>\n<p>A edi\u00e7\u00e3o mais recente do Radar Agtech tamb\u00e9m ampliou o olhar sobre aspectos sociais do ecossistema, incluindo dados sobre a participa\u00e7\u00e3o de lideran\u00e7as femininas, negras e ind\u00edgenas. O objetivo \u00e9 acompanhar a evolu\u00e7\u00e3o da diversidade dentro do agroneg\u00f3cio brasileiro, refor\u00e7ando a import\u00e2ncia de um setor mais inclusivo.<\/p>\n<p><em><strong>(Com informa\u00e7\u00f5es de GC Not\u00edcias e Band)<\/strong><\/em><br \/>\n<em><strong>(Foto: Reprodu\u00e7\u00e3o\/Freepik)<\/strong><\/em><\/p>","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Relat\u00f3rio aponta amadurecimento do ecossistema, maior uso de intelig\u00eancia artificial e foco em solu\u00e7\u00f5es pr\u00e1ticas para o campo<\/p>","protected":false},"author":11,"featured_media":16799,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[42],"tags":[13],"class_list":["post-16798","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-noticias","tag-sindical"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/fenati.org.br\/en\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/16798","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/fenati.org.br\/en\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/fenati.org.br\/en\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/fenati.org.br\/en\/wp-json\/wp\/v2\/users\/11"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/fenati.org.br\/en\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=16798"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/fenati.org.br\/en\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/16798\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":16800,"href":"https:\/\/fenati.org.br\/en\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/16798\/revisions\/16800"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/fenati.org.br\/en\/wp-json\/wp\/v2\/media\/16799"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/fenati.org.br\/en\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=16798"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/fenati.org.br\/en\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=16798"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/fenati.org.br\/en\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=16798"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}