{"id":17342,"date":"2026-04-09T17:42:30","date_gmt":"2026-04-09T20:42:30","guid":{"rendered":"https:\/\/fenati.org.br\/?p=17342"},"modified":"2026-04-10T10:27:11","modified_gmt":"2026-04-10T13:27:11","slug":"imprensa-direito-do-trabalhador-folga-remunerada","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/fenati.org.br\/en\/imprensa-direito-do-trabalhador-folga-remunerada\/","title":{"rendered":"Opini\u00e3o: Imprensa desinforma ao tratar direito do trabalhador como folga remunerada"},"content":{"rendered":"<p><strong>Direito do trabalhador &#8211;<\/strong> A san\u00e7\u00e3o da Lei n\u00ba 15.377\/2026 pelo presidente Luiz In\u00e1cio Lula da Silva introduziu mudan\u00e7as relevantes na Consolida\u00e7\u00e3o das <a href=\"https:\/\/pt.wikipedia.org\/wiki\/Leis_do_Trabalho\" target=\"_blank\" rel=\"noopener nofollow\">Leis do Trabalho<\/a> (CLT), com foco na promo\u00e7\u00e3o da sa\u00fade preventiva no ambiente profissional. A nova norma obriga empresas a informarem seus funcion\u00e1rios sobre vacina\u00e7\u00e3o contra o HPV e sobre o acesso a exames preventivos, al\u00e9m de refor\u00e7ar o direito \u00e0 aus\u00eancia remunerada para realiz\u00e1-los.<\/p>\n<p>O texto garante que trabalhadores possam se ausentar por at\u00e9 tr\u00eas dias ao ano, sem preju\u00edzo salarial, para a realiza\u00e7\u00e3o de exames preventivos relacionados aos c\u00e2nceres causados pelo v\u00edrus do HPV. Embora esse direito j\u00e1 existisse desde 2018, a nova lei amplia sua visibilidade e imp\u00f5e \u00e0s empresas o dever ativo de informar.<\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/fenati.org.br\/en\/whatsapp-testa-nomes-usuario-proteger-numero\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\"><strong>LEIA: WhatsApp testa nomes de usu\u00e1rio para proteger n\u00famero<\/strong><\/a><\/p>\n<p>Nesse contexto, a proposta legislativa busca enfrentar um problema hist\u00f3rico: o desconhecimento de direitos b\u00e1sicos de sa\u00fade no ambiente de trabalho. Ao transformar a informa\u00e7\u00e3o em obriga\u00e7\u00e3o empresarial, a lei pretende incentivar o diagn\u00f3stico precoce e reduzir o desenvolvimento de casos graves da doen\u00e7a, assim como afastamentos mais longos causados por doen\u00e7as avan\u00e7adas.<\/p>\n<p>A nova legisla\u00e7\u00e3o representa um avan\u00e7o na consolida\u00e7\u00e3o de pol\u00edticas de sa\u00fade no ambiente de trabalho, ao combinar informa\u00e7\u00e3o, preven\u00e7\u00e3o e garantia de direitos. No entanto, a forma como essas mudan\u00e7as s\u00e3o comunicadas ao p\u00fablico tem impacto direto na sua efetividade.<\/p>\n<p>Em mat\u00e9ria recente, o portal G1 levanta a possibilidade de que a aus\u00eancia para exames possa ser interpretada como \u201cfolga remunerada\u201d, o que abriu margem para questionamentos sobre a precis\u00e3o e o impacto dessa leitura.<\/p>\n<p>A interpreta\u00e7\u00e3o, no entanto, entra em tens\u00e3o com a legisla\u00e7\u00e3o. A lei n\u00e3o trata a aus\u00eancia como improdutiva ou tempo ocioso, mas como um direito trabalhista vinculado \u00e0 sa\u00fade p\u00fablica e \u00e0 preven\u00e7\u00e3o de doen\u00e7as. Ao contr\u00e1rio de um afastamento sem justificativa, a folga para exames exige comprova\u00e7\u00e3o e est\u00e1 diretamente associada a pol\u00edticas de sa\u00fade incentivadas pelo Estado.<\/p>\n<p>A l\u00f3gica da norma \u00e9 justamente estimular o cuidado antecipado para evitar problemas mais graves, tanto para o trabalhador quanto para o empregador. Nesse sentido, a sugest\u00e3o de que o per\u00edodo possa ser entendido como folga pode contribuir para confus\u00e3o e conflito entre trabalhadores e empregadores, al\u00e9m de potencialmente desestimular o uso de um direito criado para ampliar o acesso \u00e0 sa\u00fade.<\/p>\n<p><em><strong>(Por: Marcela Rocha, jornalista e rep\u00f3rter da Central de Sindicatos Brasileiros)<br \/>\n<\/strong><\/em><em><strong>(Foto: Reprodu\u00e7\u00e3o\/Ag\u00eancia Brasil)<\/strong><\/em><\/p>","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Responsabilidade da m\u00eddia ao comunicar a\u00e7\u00f5es de benef\u00edcio coletivo<\/p>","protected":false},"author":16,"featured_media":17344,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[42],"tags":[13],"class_list":["post-17342","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-noticias","tag-sindical"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/fenati.org.br\/en\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/17342","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/fenati.org.br\/en\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/fenati.org.br\/en\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/fenati.org.br\/en\/wp-json\/wp\/v2\/users\/16"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/fenati.org.br\/en\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=17342"}],"version-history":[{"count":4,"href":"https:\/\/fenati.org.br\/en\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/17342\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":17352,"href":"https:\/\/fenati.org.br\/en\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/17342\/revisions\/17352"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/fenati.org.br\/en\/wp-json\/wp\/v2\/media\/17344"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/fenati.org.br\/en\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=17342"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/fenati.org.br\/en\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=17342"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/fenati.org.br\/en\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=17342"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}