{"id":17709,"date":"2026-04-22T14:18:17","date_gmt":"2026-04-22T17:18:17","guid":{"rendered":"https:\/\/fenati.org.br\/?p=17709"},"modified":"2026-04-22T16:17:02","modified_gmt":"2026-04-22T19:17:02","slug":"brasileiros-dominam-digital-competencias-avancadas","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/fenati.org.br\/en\/brasileiros-dominam-digital-competencias-avancadas\/","title":{"rendered":"Brasileiros dominam o b\u00e1sico no digital, mas esbarram em compet\u00eancias avan\u00e7adas"},"content":{"rendered":"<p><strong>Digital &#8211;<\/strong> Pouco mais da metade dos brasileiros j\u00e1 apresenta n\u00edveis elevados de habilidades digitais, mas ainda encontra dificuldades quando o assunto envolve tarefas mais avan\u00e7adas. \u00c9 o que aponta a 68\u00aa edi\u00e7\u00e3o da pesquisa Retratos da Sociedade Brasileira: vis\u00e3o da popula\u00e7\u00e3o sobre o mercado de trabalho, divulgada nesta sexta-feira (17) pela Confedera\u00e7\u00e3o Nacional da Ind\u00fastria (CNI).<\/p>\n<p>De acordo com o levantamento, 54,2% da popula\u00e7\u00e3o possui habilidades digitais classificadas como altas ou m\u00e9dia-altas. Quando consideradas apenas tarefas b\u00e1sicas, esse percentual sobe para 64,1%. J\u00e1 no caso de atividades mais complexas, o \u00edndice cai para 44,5%, evidenciando uma lacuna importante na qualifica\u00e7\u00e3o digital dos brasileiros.<\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/fenati.org.br\/en\/seguranca-digital-empresas-tarefa-vai-equipe-de-ti\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\"><strong>LEIA: Seguran\u00e7a digital das empresas \u00e9 tarefa que vai al\u00e9m da equipe de TI<\/strong><\/a><\/p>\n<p>A especialista em Pol\u00edticas e Ind\u00fastria da CNI, Claudia Perdig\u00e3o, avalia que os dados refor\u00e7am a necessidade de ampliar a capacita\u00e7\u00e3o da popula\u00e7\u00e3o para acompanhar a evolu\u00e7\u00e3o tecnol\u00f3gica.<\/p>\n<blockquote><p><strong>\u201cA redu\u00e7\u00e3o da maturidade digital para as atividades complexas mostra que o trabalhador brasileiro, para continuar acompanhando o avan\u00e7o das tecnologias, precisa intensificar o conhecimento, as habilidades, e se capacitar, principalmente com a introdu\u00e7\u00e3o de uma ind\u00fastria mais tecnol\u00f3gica, a robotiza\u00e7\u00e3o e a intelig\u00eancia artificial. A habilidade de lidar com tarefas mais complexas se torna obrigat\u00f3ria e um diferencial dentro do mercado de trabalho\u201d, recomenda.<\/strong><\/p><\/blockquote>\n<p>Entre as atividades digitais b\u00e1sicas analisadas est\u00e3o a\u00e7\u00f5es cotidianas como redigir e editar textos, utilizar aplicativos de mensagens, gerenciar redes sociais, navegar em sites, realizar compras online e efetuar transa\u00e7\u00f5es financeiras, incluindo <a href=\"https:\/\/pt.wikipedia.org\/wiki\/Pix\" target=\"_blank\" rel=\"noopener nofollow\">PIX<\/a> e pagamentos de boletos. Tamb\u00e9m fazem parte desse grupo as buscas na internet para checagem de informa\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p>J\u00e1 as tarefas consideradas complexas envolvem maior dom\u00ednio t\u00e9cnico, como configurar dispositivos e aplicativos, resolver falhas em equipamentos, construir e interpretar planilhas, editar imagens e v\u00eddeos, trabalhar com armazenamento em nuvem e identificar fraudes digitais. O uso de intelig\u00eancia artificial e ferramentas para cria\u00e7\u00e3o de sites e aplicativos tamb\u00e9m integra essa categoria.<\/p>\n<p><strong>Jovens lideram dom\u00ednio digital avan\u00e7ado<\/strong><\/p>\n<p>O estudo mostra que os jovens concentram os maiores n\u00edveis de habilidade em tarefas digitais complexas. Entre pessoas de 16 a 24 anos, 65,7% apresentam n\u00edvel m\u00e9dio-alto ou alto nesse tipo de atividade. Na faixa de 25 a 34 anos, o percentual \u00e9 de 63,2%.<\/p>\n<p>Segundo Claudia Perdig\u00e3o, esse desempenho est\u00e1 relacionado tanto ao contato mais recente com a educa\u00e7\u00e3o formal quanto \u00e0s exig\u00eancias do mercado de trabalho atual.<\/p>\n<blockquote><p><strong>\u201cAl\u00e9m de terem mais facilidade por ainda estarem em fase de forma\u00e7\u00e3o e terem j\u00e1 um contato mais continuado com essas tecnologias, os jovens tamb\u00e9m est\u00e3o dentro de um mercado de trabalho mais din\u00e2mico, onde essas tarefas se tornam obrigat\u00f3rias e muito necess\u00e1rias. Isso faz com que eles tenham um desempenho e um grau de maturidade digital muito maior\u201d, destaca.<\/strong><\/p><\/blockquote>\n<p>Por outro lado, a pesquisa aponta uma queda significativa no dom\u00ednio dessas compet\u00eancias conforme a idade avan\u00e7a. Entre brasileiros de 35 a 44 anos, apenas 26,2% possuem alto n\u00edvel em tarefas complexas, embora 53,4% somem n\u00edveis m\u00e9dio-alto e alto. Na faixa de 45 a 59 anos, o \u00edndice recua para 36%, enquanto entre pessoas com 60 anos ou mais chega a 9,9%.<\/p>\n<p>Para a especialista da CNI, esse cen\u00e1rio est\u00e1 ligado ao per\u00edodo em que esses profissionais ingressaram no mercado de trabalho, quando a digitaliza\u00e7\u00e3o ainda era menos presente. Ela ressalta a import\u00e2ncia da requalifica\u00e7\u00e3o para garantir a perman\u00eancia desses trabalhadores em um ambiente cada vez mais tecnol\u00f3gico.<\/p>\n<blockquote><p><strong>\u201cConsiderando que essas pessoas ainda t\u00eam uma vida laboral a ser percorrida, \u00e9 necess\u00e1rio que essas pessoas passem por um processo de capacita\u00e7\u00e3o e adapta\u00e7\u00e3o \u00e0s novas tecnologias para que possam continuar inseridas no mercado de trabalho, que vai se tornar cada vez mais din\u00e2mico em aspectos tecnol\u00f3gicos\u201d, orienta.<\/strong><\/p><\/blockquote>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><em><strong>(Com informa\u00e7\u00f5es de Imirante.com)<\/strong><\/em><\/p>\n<p><em><strong>(Foto: Reprodu\u00e7\u00e3o\/Freepik\/farknot)<\/strong><\/em><\/p>","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Levantamento da CNI aponta avan\u00e7o dos brasileiros nas compet\u00eancias digitais b\u00e1sicas, mas revela lacunas no dom\u00ednio de tarefas mais avan\u00e7adas, como uso de IA e desenvolvimento de sites<\/p>","protected":false},"author":16,"featured_media":17710,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[35],"tags":[13],"class_list":["post-17709","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-ti","tag-sindical"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/fenati.org.br\/en\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/17709","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/fenati.org.br\/en\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/fenati.org.br\/en\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/fenati.org.br\/en\/wp-json\/wp\/v2\/users\/16"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/fenati.org.br\/en\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=17709"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/fenati.org.br\/en\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/17709\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":17711,"href":"https:\/\/fenati.org.br\/en\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/17709\/revisions\/17711"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/fenati.org.br\/en\/wp-json\/wp\/v2\/media\/17710"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/fenati.org.br\/en\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=17709"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/fenati.org.br\/en\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=17709"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/fenati.org.br\/en\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=17709"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}