{"id":18126,"date":"2026-05-04T10:33:35","date_gmt":"2026-05-04T13:33:35","guid":{"rendered":"https:\/\/fenati.org.br\/?p=18126"},"modified":"2026-05-04T12:04:55","modified_gmt":"2026-05-04T15:04:55","slug":"justica-devolucao-de-valores-recebidos-empregado","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/fenati.org.br\/en\/justica-devolucao-de-valores-recebidos-empregado\/","title":{"rendered":"Justi\u00e7a veda devolu\u00e7\u00e3o de valores recebidos de boa-f\u00e9 por empregado"},"content":{"rendered":"<p><strong>Devolu\u00e7\u00e3o de valores &#8211;<\/strong> A 3\u00aa Turma do Tribunal Superior do Trabalho (<a href=\"https:\/\/pt.wikipedia.org\/wiki\/Tribunal_Superior_do_Trabalho\" rel=\"nofollow noopener\" target=\"_blank\">TST<\/a>) decidiu que n\u00e3o \u00e9 permitido descontar do sal\u00e1rio de um trabalhador valores recebidos indevidamente quando o pagamento a mais resulta de erro administrativo do empregador e ocorre de boa-f\u00e9. A decis\u00e3o, tomada a partir de um caso envolvendo um hospital de Porto Alegre, tamb\u00e9m determina a devolu\u00e7\u00e3o das quantias j\u00e1 descontadas.<\/p>\n<p>No processo, uma auxiliar administrativa questionou descontos aplicados em sua remunera\u00e7\u00e3o ap\u00f3s a identifica\u00e7\u00e3o de pagamentos considerados indevidos. Ela pediu a suspens\u00e3o dos abatimentos e o ressarcimento dos valores j\u00e1 debitados.<\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/fenati.org.br\/en\/trabalhador-levaria-490-anos-atingir-renda-anual-ceo\/\"><strong>LEIA: Trabalhador levaria 490 anos para atingir renda anual de um CEO<\/strong><\/a><\/p>\n<p>A trabalhadora relatou que exerceu fun\u00e7\u00e3o gratificada entre agosto de 2011 e julho de 2016, per\u00edodo em que teve aumento de 40 horas mensais em sua jornada. Em abril de 2018, voltou \u00e0 carga hor\u00e1ria anterior. Ainda assim, a partir de maio de 2019, passaram a ser realizados descontos relativos a valores pagos ap\u00f3s a redu\u00e7\u00e3o da jornada.<\/p>\n<p>Na defesa, a institui\u00e7\u00e3o empregadora sustentou que os valores pagos a mais \u2013 cerca de R$ 16 mil \u2013 decorreram da manuten\u00e7\u00e3o da remunera\u00e7\u00e3o ap\u00f3s a diminui\u00e7\u00e3o da carga hor\u00e1ria. Ao identificar o erro, o setor de recursos humanos teria buscado autoriza\u00e7\u00e3o para os descontos, mas n\u00e3o houve retorno da empregada.<\/p>\n<h4>Sem m\u00e1-f\u00e9<\/h4>\n<p>Na primeira inst\u00e2ncia, o ju\u00edzo concluiu que os descontos decorreram exclusivamente de falha administrativa do empregador, sem ind\u00edcios de m\u00e1-f\u00e9 por parte da trabalhadora. Tamb\u00e9m destacou que as quantias t\u00eam natureza alimentar \u2013 destinadas \u00e0 subsist\u00eancia \u2013 e, por terem sido recebidas de boa-f\u00e9, n\u00e3o deveriam ser devolvidas.<\/p>\n<p>Com esse entendimento, foi determinada a suspens\u00e3o imediata dos descontos e a restitui\u00e7\u00e3o dos valores debitados desde 2019. A decis\u00e3o foi mantida pelo Tribunal Regional do Trabalho da 4\u00aa Regi\u00e3o (RS), o que levou a parte empregadora a recorrer ao TST.<\/p>\n<p>Relator do caso, o ministro Alberto Balazeiro ressaltou que a posi\u00e7\u00e3o adotada est\u00e1 em linha com a jurisprud\u00eancia do TST, segundo a qual o recebimento de verbas de natureza alimentar, quando ocorre de boa-f\u00e9, n\u00e3o autoriza descontos salariais nem a devolu\u00e7\u00e3o dos valores.<\/p>\n<p><em><strong>(Com informa\u00e7\u00f5es de Consultor Jur\u00eddico)<\/strong><\/em><br \/>\n<em><strong>(Foto: Reprodu\u00e7\u00e3o\/Ag\u00eancia Brasil\/Warley Andrade)<\/strong><\/em><\/p>","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Decis\u00e3o da 3\u00aa Turma do TST reafirma que falhas administrativas n\u00e3o justificam abatimentos salariais nem restitui\u00e7\u00e3o pelo trabalhador<\/p>","protected":false},"author":11,"featured_media":18130,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[37],"tags":[13],"class_list":["post-18126","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-legislacao","tag-sindical"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/fenati.org.br\/en\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/18126","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/fenati.org.br\/en\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/fenati.org.br\/en\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/fenati.org.br\/en\/wp-json\/wp\/v2\/users\/11"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/fenati.org.br\/en\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=18126"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/fenati.org.br\/en\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/18126\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":18131,"href":"https:\/\/fenati.org.br\/en\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/18126\/revisions\/18131"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/fenati.org.br\/en\/wp-json\/wp\/v2\/media\/18130"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/fenati.org.br\/en\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=18126"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/fenati.org.br\/en\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=18126"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/fenati.org.br\/en\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=18126"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}