{"id":18135,"date":"2026-05-04T11:11:42","date_gmt":"2026-05-04T14:11:42","guid":{"rendered":"https:\/\/fenati.org.br\/?p=18135"},"modified":"2026-05-04T15:00:22","modified_gmt":"2026-05-04T18:00:22","slug":"brasil-registra-bilhoes-tentativas-ataques-digitais","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/fenati.org.br\/en\/brasil-registra-bilhoes-tentativas-ataques-digitais\/","title":{"rendered":"Brasil registra mais de 750 bilh\u00f5es de tentativas de ataques digitais em 2025"},"content":{"rendered":"<p><strong>Ataques digitais &#8211;<\/strong> O Brasil encerrou 2025 sob forte press\u00e3o no ambiente digital, ao registrar 753,8 bilh\u00f5es de tentativas de ataques cibern\u00e9ticos ao longo do ano. O dado faz parte do relat\u00f3rio do Cen\u00e1rio Global de Amea\u00e7as, divulgado pela Fortinet, e evidencia uma mudan\u00e7a profunda na din\u00e2mica das amea\u00e7as virtuais.<\/p>\n<p>Entre os diferentes tipos de ofensivas, as atividades de distribui\u00e7\u00e3o de malwares somaram 187,5 milh\u00f5es de ocorr\u00eancias, representando um crescimento de 535% em compara\u00e7\u00e3o com o ano anterior. O salto expressivo reflete, segundo especialistas, a transforma\u00e7\u00e3o estrutural na forma como os ataques s\u00e3o conduzidos.<\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/fenati.org.br\/en\/entenda-o-que-falta-aprovacao-fim-da-escala-6x1\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\"><strong>LEIA: Entenda o que falta para a aprova\u00e7\u00e3o do fim da escala 6\u00d71<\/strong><\/a><\/p>\n<p>De acordo com o vice-presidente de engenharia da Fortinet Brasil, Alexandre Bonatti, os ciberataques deixaram de ser opera\u00e7\u00f5es pontuais e passaram a seguir um modelo industrializado e altamente escal\u00e1vel.<\/p>\n<blockquote><p><strong>\u201cA Intelig\u00eancia Artificial (IA) tem sido usada pelos atacantes n\u00e3o para invadir diretamente, mas para automatizar a gera\u00e7\u00e3o, adapta\u00e7\u00e3o e prolifera\u00e7\u00e3o de malwares em alta velocidade, sem a necessidade de grande envolvimento humano&#8221;.<\/strong><\/p><\/blockquote>\n<p>Essa mudan\u00e7a tamb\u00e9m alterou o perfil das ofensivas. Antes mais direcionados, demorados e com maior taxa de sucesso, os ataques agora s\u00e3o realizados em grande volume, com m\u00e1quinas dedicadas a executar tentativas iniciais em massa.<\/p>\n<blockquote><p><strong>&#8220;Esse modelo de ataque \u00e9 rent\u00e1vel e se tornou um mercado paralelo&#8221;, acrescenta Bonatti, ao destacar que hoje \u00e9 poss\u00edvel contratar hackers mediante pagamento.<\/strong><\/p><\/blockquote>\n<p>A escala atingida pelas opera\u00e7\u00f5es levou especialistas a classificarem o cen\u00e1rio a partir de 2026 como uma \u201cguerra de agente contra agente\u201d. Nesse contexto, a mesma intelig\u00eancia artificial utilizada por criminosos para identificar vulnerabilidades ser\u00e1 essencial para que empresas automatizem suas defesas.<\/p>\n<p>Outro fator cr\u00edtico \u00e9 a velocidade das ofensivas. O tempo m\u00e9dio para explora\u00e7\u00e3o de falhas caiu de mais de quatro dias para um intervalo entre 24 e 48 horas, com casos em que ataques ocorrem poucas horas ap\u00f3s a divulga\u00e7\u00e3o de uma vulnerabilidade.<\/p>\n<p><strong>Fator cultural amplia vulnerabilidade<\/strong><\/p>\n<p>Al\u00e9m dos aspectos tecnol\u00f3gicos, h\u00e1 tamb\u00e9m fatores culturais que ajudam a explicar por que o Brasil se tornou um alvo relevante. Segundo Bonatti, o pa\u00eds n\u00e3o possui uma cultura consolidada de preven\u00e7\u00e3o a riscos.<\/p>\n<blockquote><p><strong>\u201cDiferente de regi\u00f5es que lidam historicamente com ataques militares e desastres naturais e s\u00e3o treinadas para ficarem alertas, vivemos em um Pa\u00eds que n\u00e3o passou por tantos processos e que, assim, culturalmente, n\u00e3o foca na preven\u00e7\u00e3o, resultando em um atraso na percep\u00e7\u00e3o de riscos pelas pessoas que operam as empresas e para a popula\u00e7\u00e3o geral&#8221;.<\/strong><\/p><\/blockquote>\n<p>Esse comportamento, aliado ao tamanho da economia brasileira, a maior da Am\u00e9rica Latina, cria condi\u00e7\u00f5es favor\u00e1veis para a atua\u00e7\u00e3o de criminosos digitais.<\/p>\n<p><strong>Cen\u00e1rio global tamb\u00e9m se agrava<\/strong><\/p>\n<p>O avan\u00e7o das amea\u00e7as n\u00e3o se limita ao Brasil. Em escala global, 2025 registrou um aumento expressivo nos casos de ransomware, com crescimento de 389% em rela\u00e7\u00e3o a 2024. Ao todo, foram 7.831 v\u00edtimas confirmadas, frente a cerca de 1.600 no per\u00edodo anterior.<\/p>\n<p>Os setores mais atingidos foram: manufatura (1.284 incidentes), servi\u00e7os empresariais (824) e varejo (682). Geograficamente, os Estados Unidos lideraram com 3.381 v\u00edtimas, seguidos por Canad\u00e1 (374) e Alemanha (291).<\/p>\n<p>A complexidade das infraestruturas digitais tamb\u00e9m contribui para esse cen\u00e1rio. Integra\u00e7\u00f5es em nuvem, m\u00faltiplas identidades de acesso e sistemas interconectados tornaram ambientes como varejo, hospitais e cl\u00ednicas especialmente vulner\u00e1veis.<\/p>\n<p><strong>Regulamenta\u00e7\u00e3o como resposta<\/strong><\/p>\n<p>Diante do avan\u00e7o das amea\u00e7as, especialistas apontam a regulamenta\u00e7\u00e3o como um dos caminhos mais eficazes para elevar o n\u00edvel de prote\u00e7\u00e3o. Bonatti e o gerente da Fortinet Brasil, Frederico Tostes, destacam que setores com regras mais r\u00edgidas j\u00e1 apresentam maior maturidade em seguran\u00e7a, como o mercado financeiro sob supervis\u00e3o do Banco Central.<\/p>\n<blockquote><p><strong>&#8220;Outras \u00e1reas, como sa\u00fade e energia, tamb\u00e9m est\u00e3o acelerando seus investimentos em seguran\u00e7a justamente devido a novas cobran\u00e7as regulat\u00f3rias. Contudo, ainda \u00e9 preciso muito esfor\u00e7o para se alcan\u00e7ar uma maturidade em ciberseguran\u00e7a&#8221;, afirma Bonatti.<\/strong><\/p><\/blockquote>\n<p>Segundo eles, alcan\u00e7ar n\u00edveis semelhantes aos de pa\u00edses europeus exige uma regula\u00e7\u00e3o centralizada, com fiscaliza\u00e7\u00e3o consistente e press\u00e3o institucional coordenada. A ado\u00e7\u00e3o de pol\u00edticas padronizadas e obrigat\u00f3rias \u00e9 vista como essencial, especialmente em contextos sens\u00edveis como anos eleitorais.<\/p>\n<p><strong>Conscientiza\u00e7\u00e3o al\u00e9m das empresas<\/strong><\/p>\n<p>Para al\u00e9m das estruturas corporativas, os especialistas defendem que a conscientiza\u00e7\u00e3o precisa alcan\u00e7ar o cotidiano das pessoas.<br \/>\n&#8220;Hoje j\u00e1 se sabe que a\u00e7\u00f5es de conscientiza\u00e7\u00e3o nas empresas j\u00e1 viraram passado e n\u00e3o surtem efeito pr\u00e1tico. \u00c9 preciso focar no CPF, incluir a percep\u00e7\u00e3o de risco real que se h\u00e1 dentro do supermercado, na rua e dentro da pr\u00f3pria casa. S\u00f3 assim a ciberseguran\u00e7a poder\u00e1 fazer parte da cultura brasileira&#8221;, alerta Bonatti.<\/p>\n<p><strong>Metodologia do levantamento<\/strong><\/p>\n<p>O relat\u00f3rio \u00e9 baseado na telemetria do FortiGuard Labs, laborat\u00f3rio global de intelig\u00eancia de amea\u00e7as da Fortinet. A an\u00e1lise utilizou dois modelos principais do setor: um voltado \u00e0 compreens\u00e3o ampla das t\u00e1ticas de ataque e outro focado nas etapas detalhadas das ofensivas, desde o reconhecimento at\u00e9 a execu\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>A coleta de dados tamb\u00e9m contou com ferramentas como o FortiRecon, respons\u00e1vel por monitorar atividades na <a href=\"https:\/\/pt.wikipedia.org\/wiki\/Dark_web\" target=\"_blank\" rel=\"noopener nofollow\">dark web<\/a>, incluindo a oferta de ferramentas ofensivas com IA, al\u00e9m da telemetria interna usada para registrar tentativas de for\u00e7a bruta e explora\u00e7\u00e3o em escala global.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong><em>(Com informa\u00e7\u00f5es de Viva)<\/em><\/strong><\/p>\n<p><strong><em>(Foto: Reprodu\u00e7\u00e3o\/Magnific)<\/em><\/strong><\/p>","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Relat\u00f3rio revela explos\u00e3o de ataques cibern\u00e9ticos no pa\u00eds, impulsionados pelo uso de intelig\u00eancia artificial e pela industrializa\u00e7\u00e3o das ofensivas digitais<\/p>","protected":false},"author":16,"featured_media":18136,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[35],"tags":[13],"class_list":["post-18135","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-ti","tag-sindical"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/fenati.org.br\/en\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/18135","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/fenati.org.br\/en\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/fenati.org.br\/en\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/fenati.org.br\/en\/wp-json\/wp\/v2\/users\/16"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/fenati.org.br\/en\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=18135"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/fenati.org.br\/en\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/18135\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":18137,"href":"https:\/\/fenati.org.br\/en\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/18135\/revisions\/18137"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/fenati.org.br\/en\/wp-json\/wp\/v2\/media\/18136"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/fenati.org.br\/en\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=18135"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/fenati.org.br\/en\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=18135"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/fenati.org.br\/en\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=18135"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}