{"id":18375,"date":"2026-05-07T14:41:43","date_gmt":"2026-05-07T17:41:43","guid":{"rendered":"https:\/\/fenati.org.br\/?p=18375"},"modified":"2026-05-11T09:35:04","modified_gmt":"2026-05-11T12:35:04","slug":"laboratorio-ms-gas-mais-sustentavel-industria","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/fenati.org.br\/en\/laboratorio-ms-gas-mais-sustentavel-industria\/","title":{"rendered":"Laborat\u00f3rio in\u00e9dito em MS vai desenvolver g\u00e1s mais sustent\u00e1vel para a ind\u00fastria"},"content":{"rendered":"<p><strong>G\u00e1s mais sustent\u00e1vel &#8211;<\/strong> A Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (UFMS) e a Copa Energia inauguraram nesta ter\u00e7a-feira (5) um laborat\u00f3rio voltado \u00e0 cria\u00e7\u00e3o de solu\u00e7\u00f5es energ\u00e9ticas menos poluentes para o setor industrial. O espa\u00e7o ser\u00e1 utilizado em pesquisas sobre a combina\u00e7\u00e3o entre G\u00e1s Liquefeito de Petr\u00f3leo (<a href=\"https:\/\/pt.wikipedia.org\/wiki\/G%C3%A1s_liquefeito_de_petr%C3%B3leo\" target=\"_blank\" rel=\"noopener nofollow\">GLP<\/a>) e hidrog\u00eanio renov\u00e1vel, alternativa que promete reduzir a emiss\u00e3o de gases nocivos ao meio ambiente.<\/p>\n<p>Chamado de Laborat\u00f3rio Modular Copa H2, o centro de pesquisa nasce com a proposta de transformar estudos cient\u00edficos em aplica\u00e7\u00f5es pr\u00e1ticas para a ind\u00fastria. A expectativa \u00e9 que a tecnologia comece a chegar ao mercado at\u00e9 o final de 2026.<\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/fenati.org.br\/en\/cartilha-mudancas-nr-01-inclusao-de-saude-mental-2-2\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\"><strong>LEIA: Cartilha esclarece mudan\u00e7as na NR-01 com inclus\u00e3o de sa\u00fade mental<\/strong><\/a><\/p>\n<p>O projeto \u00e9 resultado de quase dois anos de pesquisas conduzidas pela UFMS. Segundo o professor Cau\u00ea Martins, respons\u00e1vel pela coordena\u00e7\u00e3o dos estudos, foram necess\u00e1rios 20 meses de desenvolvimento para alcan\u00e7ar uma formula\u00e7\u00e3o capaz de unir o hidrog\u00eanio ao GLP sem comprometer o desempenho energ\u00e9tico.<\/p>\n<p>A solu\u00e7\u00e3o ser\u00e1 aplicada em um equipamento batizado de MixOby, criado pela pr\u00f3pria universidade. O sistema utiliza energia solar para produzir hidrog\u00eanio renov\u00e1vel a partir da \u00e1gua e, em seguida, injeta o combust\u00edvel diretamente na rede de GLP utilizada pelos clientes da Copa Energia.<\/p>\n<p>\u201cOby significa verde em tupi-guarani, ent\u00e3o seria uma mistura \u2018verde\u2019. Ent\u00e3o esse equipamento produz hidrog\u00eanio renov\u00e1vel a partir da \u00e1gua e \u00e9 usado com energia solar. Depois, esse hidrog\u00eanio \u00e9 diretamente injetado, em tempo real, na linha de GLP do cliente Copa Energia\u201d, explica o professor.<\/p>\n<p>A principal vantagem da tecnologia est\u00e1 na redu\u00e7\u00e3o de poluentes liberados durante os processos industriais. Entre eles est\u00e3o o di\u00f3xido de carbono, associado ao efeito estufa, e os \u00f3xidos de nitrog\u00eanio (NOx), subst\u00e2ncias prejudiciais \u00e0 sa\u00fade.<\/p>\n<p>De acordo com a equipe respons\u00e1vel pela pesquisa, a previs\u00e3o \u00e9 de que a primeira unidade do equipamento seja instalada em um cliente da Copa Energia at\u00e9 o fim de 2026.<\/p>\n<p>Cau\u00ea Martins afirma que o sistema desenvolvido em Mato Grosso do Sul \u00e9 pioneiro e apresenta um diferencial importante: o hidrog\u00eanio \u00e9 consumido imediatamente ap\u00f3s sua produ\u00e7\u00e3o, sem necessidade de armazenamento.<\/p>\n<p>\u201cEsse equipamento produz o hidrog\u00eanio sem armazenamento, ou seja, ele j\u00e1 \u00e9 consumido no momento em que \u00e9 gerado sem interferir em nenhuma etapa do processo industrial\u201d, destaca o pesquisador.<\/p>\n<p>O desenvolvimento da mistura ideal entre GLP e hidrog\u00eanio, conhecida como \u201cblend\u201d, envolveu mais de 20 pesquisadores e profissionais ao longo do projeto.<\/p>\n<p>Para Luiz Felipe Pellegrini, diretor de Biometano e Inova\u00e7\u00e3o da Copa Energia, a iniciativa faz parte de uma estrat\u00e9gia mais ampla de transi\u00e7\u00e3o energ\u00e9tica, conciliando sustentabilidade e acesso \u00e0 energia.<\/p>\n<p>\u201cO projeto faz parte de um caminho maior de se buscar a transi\u00e7\u00e3o energ\u00e9tica justa e acess\u00edvel para todos. O GLP \u00e9 um combust\u00edvel hoje que chega em todas as regi\u00f5es do Brasil, para quase todos os consumidores e tamb\u00e9m na ind\u00fastria. Quando voc\u00ea coloca o hidrog\u00eanio nessa cadeia, o hidrog\u00eanio verde, voc\u00ea diminui a pegada poluente, mantendo a capacidade de entrega de energia, o mais importante\u201d, afirma.<\/p>\n<p>Segundo Pellegrini, a proposta tamb\u00e9m pode fortalecer a seguran\u00e7a energ\u00e9tica ao combinar diferentes matrizes de energia e reduzir os impactos ambientais sem comprometer o abastecimento.<\/p>\n<p>A parceria entre universidade e iniciativa privada tamb\u00e9m foi destacada durante a inaugura\u00e7\u00e3o do laborat\u00f3rio. Para o professor Cau\u00ea Martins, a aproxima\u00e7\u00e3o entre os setores \u00e9 fundamental para que a produ\u00e7\u00e3o acad\u00eamica consiga atender demandas reais da ind\u00fastria.<\/p>\n<p>A reitora da UFMS, Camila \u00cdtavo, ressaltou que o modelo de coopera\u00e7\u00e3o contribui tanto para a inova\u00e7\u00e3o quanto para a forma\u00e7\u00e3o profissional dos estudantes envolvidos nos projetos.<\/p>\n<p>\u201cIsso poderia ser feito dentro das pr\u00f3prias ind\u00fastrias, mas trabalhar com a universidade tamb\u00e9m traz vantagem competitiva e tamb\u00e9m tem efeito positivo na forma\u00e7\u00e3o de novos profissionais\u201d, destaca a reitora.<\/p>\n<p><strong><em>(Com informa\u00e7\u00f5es de g1)<\/em><\/strong><br \/>\n<strong><em>(Foto: Reprodu\u00e7\u00e3o\/Magnific)<\/em><\/strong><\/p>","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Parceria entre UFMS e Copa Energia vai estudar a aplica\u00e7\u00e3o de hidrog\u00eanio renov\u00e1vel combinado ao GLP para diminuir impactos ambientais na ind\u00fastria<\/p>","protected":false},"author":10,"featured_media":18376,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[35],"tags":[80],"class_list":["post-18375","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-ti","tag-sindical-sppdms"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/fenati.org.br\/en\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/18375","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/fenati.org.br\/en\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/fenati.org.br\/en\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/fenati.org.br\/en\/wp-json\/wp\/v2\/users\/10"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/fenati.org.br\/en\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=18375"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/fenati.org.br\/en\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/18375\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":18377,"href":"https:\/\/fenati.org.br\/en\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/18375\/revisions\/18377"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/fenati.org.br\/en\/wp-json\/wp\/v2\/media\/18376"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/fenati.org.br\/en\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=18375"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/fenati.org.br\/en\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=18375"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/fenati.org.br\/en\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=18375"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}