{"id":18445,"date":"2026-05-08T14:57:58","date_gmt":"2026-05-08T17:57:58","guid":{"rendered":"https:\/\/fenati.org.br\/?p=18445"},"modified":"2026-05-11T09:27:15","modified_gmt":"2026-05-11T12:27:15","slug":"pesquisa-compreensao-doencas-autoimunes-mulheres","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/fenati.org.br\/en\/pesquisa-compreensao-doencas-autoimunes-mulheres\/","title":{"rendered":"Pesquisa avan\u00e7a na compreens\u00e3o de doen\u00e7as autoimunes em mulheres"},"content":{"rendered":"<p><strong>Doen\u00e7as autoimunes &#8211;<\/strong> Pesquisadores do Instituto Garvan de Pesquisa M\u00e9dica e da Universidade de Nova Gales do Sul, na Austr\u00e1lia, identificaram diferen\u00e7as gen\u00e9ticas no sistema imunol\u00f3gico que podem ajudar a explicar por que <a href=\"https:\/\/pt.wikipedia.org\/wiki\/Doen%C3%A7a_autoimune\" target=\"_blank\" rel=\"noopener nofollow\">doen\u00e7as autoimunes<\/a>, como l\u00fapus e esclerose m\u00faltipla, atingem mais mulheres do que homens. O estudo analisou mais de 1,25 milh\u00e3o de c\u00e9lulas sangu\u00edneas e revelou mais de mil \u201cinterruptores\u201d gen\u00e9ticos que atuam de maneira distinta entre os sexos.<\/p>\n<p>Os resultados foram publicados na revista cient\u00edfica The American Journal of Human Genetics. Segundo os autores, as descobertas podem contribuir para o desenvolvimento de terapias mais personalizadas para doen\u00e7as autoimunes.<\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/fenati.org.br\/en\/chrome-instala-ia-ocupa-4-gb-como-desativar\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\"><strong>LEIA: Sem aviso, Chrome instala IA que ocupa 4 GB; saiba como desativar<\/strong><\/a><\/p>\n<p>Para realizar a pesquisa, os cientistas coletaram amostras de sangue de 982 pessoas, sendo 564 mulheres e 418 homens. A equipe utilizou a t\u00e9cnica de sequenciamento de RNA de c\u00e9lula \u00fanica, m\u00e9todo que permite medir com precis\u00e3o a atividade gen\u00e9tica de c\u00e9lulas individuais.<\/p>\n<p>A investiga\u00e7\u00e3o concentrou-se nas chamadas c\u00e9lulas mononucleares do sangue perif\u00e9rico (PBMCs), grupo que re\u00fane diferentes tipos de gl\u00f3bulos brancos respons\u00e1veis pela resposta imunol\u00f3gica do organismo.<\/p>\n<p>De acordo com os pesquisadores, esta foi a primeira vez que c\u00e9lulas imunol\u00f3gicas masculinas e femininas foram analisadas individualmente com esse n\u00edvel de detalhamento. Em vez de avaliar m\u00e9dias gen\u00e9ticas em grupos celulares, os cientistas observaram o comportamento de cada c\u00e9lula separadamente.<\/p>\n<p>Os resultados mostraram diferen\u00e7as significativas na composi\u00e7\u00e3o do sistema imunol\u00f3gico entre homens e mulheres. Nos homens, os pesquisadores identificaram maior presen\u00e7a de mon\u00f3citos, c\u00e9lulas associadas \u00e0 manuten\u00e7\u00e3o, reparo e constru\u00e7\u00e3o dos tecidos e descritas pelos autores como parte da \u201cprimeira resposta\u201d imunol\u00f3gica.<\/p>\n<p>J\u00e1 entre as mulheres, foram observados n\u00edveis mais elevados de c\u00e9lulas B e T, respons\u00e1veis por respostas imunol\u00f3gicas mais especializadas e adaptativas. Segundo o estudo, essas c\u00e9lulas apresentavam uma programa\u00e7\u00e3o gen\u00e9tica voltada para um estado de alerta mais intenso.<\/p>\n<p>Os pesquisadores afirmam que esse perfil imunol\u00f3gico mais ativo pode favorecer uma resposta mais eficiente contra v\u00edrus e outros agentes invasores. Por outro lado, tamb\u00e9m aumenta o risco de o sistema imunol\u00f3gico atacar tecidos saud\u00e1veis do pr\u00f3prio organismo, favorecendo o desenvolvimento de doen\u00e7as autoimunes.<\/p>\n<p>A bioinformata Sara Ballouz afirmou que os genes mais ativos em mulheres est\u00e3o fortemente ligados a vias inflamat\u00f3rias. Segundo ela, esse comportamento mais reativo do sistema imunol\u00f3gico representa uma vantagem no combate a infec\u00e7\u00f5es virais, mas traz um \u201ccusto biol\u00f3gico\u201d: maior predisposi\u00e7\u00e3o a doen\u00e7as autoimunes.<\/p>\n<p>Em contrapartida, segundo os pesquisadores, as c\u00e9lulas imunol\u00f3gicas masculinas seriam menos preparadas para inflama\u00e7\u00f5es, tornando os homens mais suscet\u00edveis a infec\u00e7\u00f5es e c\u00e2nceres n\u00e3o reprodutivos.<\/p>\n<p>O estudo tamb\u00e9m identificou que os chamados \u201cinterruptores gen\u00e9ticos\u201d, conhecidos como loci quantitativos de express\u00e3o, n\u00e3o est\u00e3o restritos aos cromossomos X e Y, mas tamb\u00e9m aparecem em autossomos, cromossomos compartilhados entre homens e mulheres.<\/p>\n<p>Entre os genes destacados pelos pesquisadores est\u00e3o o FCGR3A e o ITGB2, que apresentaram maior atividade em mulheres e j\u00e1 haviam sido associados anteriormente ao l\u00fapus eritematoso sist\u00eamico.<\/p>\n<p>Para o geneticista estat\u00edstico Joseph Powell, compreender essas diferen\u00e7as biol\u00f3gicas \u00e9 fundamental para o avan\u00e7o da medicina de precis\u00e3o. J\u00e1 o bi\u00f3logo computacional Seyhan Yazar afirmou que muitos estudos ainda desconsideram as diferen\u00e7as entre os sistemas imunol\u00f3gicos masculino e feminino, o que pode limitar tanto a compreens\u00e3o das doen\u00e7as quanto as possibilidades de tratamento.<\/p>\n<p><em><strong>(Com informa\u00e7\u00f5es de Olhar Digital)<\/strong><\/em><br \/>\n<em><strong>(Foto: Reprodu\u00e7\u00e3o\/Magnific)<\/strong><\/em><\/p>","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>An\u00e1lise identificou diferen\u00e7as gen\u00e9ticas entre homens e mulheres que influenciam o funcionamento do sistema imunol\u00f3gico<\/p>","protected":false},"author":10,"featured_media":18446,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[42],"tags":[13],"class_list":["post-18445","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-noticias","tag-sindical"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/fenati.org.br\/en\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/18445","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/fenati.org.br\/en\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/fenati.org.br\/en\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/fenati.org.br\/en\/wp-json\/wp\/v2\/users\/10"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/fenati.org.br\/en\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=18445"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/fenati.org.br\/en\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/18445\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":18447,"href":"https:\/\/fenati.org.br\/en\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/18445\/revisions\/18447"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/fenati.org.br\/en\/wp-json\/wp\/v2\/media\/18446"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/fenati.org.br\/en\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=18445"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/fenati.org.br\/en\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=18445"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/fenati.org.br\/en\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=18445"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}