{"id":18493,"date":"2026-05-11T10:29:52","date_gmt":"2026-05-11T13:29:52","guid":{"rendered":"https:\/\/fenati.org.br\/?p=18493"},"modified":"2026-05-14T10:47:27","modified_gmt":"2026-05-14T13:47:27","slug":"renda-brasileiro-bate-recorde-e-chega-r-3-367em-2025","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/fenati.org.br\/en\/renda-brasileiro-bate-recorde-e-chega-r-3-367em-2025\/","title":{"rendered":"Renda m\u00e9dia do brasileiro bate recorde e chega R$ 3.367em 2025"},"content":{"rendered":"<p><strong>Renda &#8211;<\/strong> A renda m\u00e9dia dos brasileiros atingiu o maior patamar da s\u00e9rie hist\u00f3rica em 2025. Segundo dados divulgados nesta sexta-feira (8) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estat\u00edstica (IBGE), o rendimento m\u00e9dio mensal, considerando todas as fontes de renda, chegou a R$ 3.367, avan\u00e7o real de 5,4% em rela\u00e7\u00e3o ao ano anterior.<\/p>\n<p>As informa\u00e7\u00f5es fazem parte da <a href=\"https:\/\/pt.wikipedia.org\/wiki\/Pesquisa_Nacional_por_Amostra_de_Domic%C3%ADlios\" target=\"_blank\" rel=\"noopener nofollow\"><strong>Pesquisa Nacional por Amostra de Domic\u00edlios (PNAD)<\/strong><\/a> Cont\u00ednua e indicam tamb\u00e9m amplia\u00e7\u00e3o do n\u00famero de pessoas com alguma fonte de rendimento. Em 2025, 67,2% da popula\u00e7\u00e3o residente no pa\u00eds, cerca de 143 milh\u00f5es de brasileiros, receberam valores provenientes de trabalho, aposentadorias, programas sociais ou outras fontes.<\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/fenati.org.br\/en\/opiniao-cem-anos-ford-brasil-reducao-da-jornada\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\"><strong>LEIA: Opini\u00e3o: Cem anos depois de Ford, Brasil ainda debate redu\u00e7\u00e3o da jornada<\/strong><\/a><\/p>\n<p>O trabalho permaneceu como principal respons\u00e1vel pela renda das fam\u00edlias. A massa de rendimentos obtida pelos trabalhadores somou R$ 361,7 bilh\u00f5es por m\u00eas em 2025.<\/p>\n<p>De acordo com o analista do IBGE Gustavo Geaquinto Fontes, o crescimento acompanha uma trajet\u00f3ria observada nos \u00faltimos anos. \u201cS\u00e3o quatro anos consecutivos de crescimento da massa de rendimento do trabalho a taxas anuais superiores a 6%.\u201d<\/p>\n<p>Segundo Fontes, o avan\u00e7o ganhou intensidade a partir de 2022 e atingiu o pico em 2023, quando a alta anual chegou a 11,6%.<\/p>\n<p>O rendimento m\u00e9dio mensal do trabalho ficou em R$ 3.560 em 2025, crescimento real de 5,7% na compara\u00e7\u00e3o com 2024 e de 11,1% em rela\u00e7\u00e3o a 2019, per\u00edodo anterior \u00e0 pandemia de Covid-19.<\/p>\n<p>Os dados tamb\u00e9m mostram avan\u00e7o da renda domiciliar per capita, indicador que considera todos os moradores do domic\u00edlio, tenham ou n\u00e3o rendimento. Em 2025, o valor alcan\u00e7ou o maior n\u00edvel da s\u00e9rie hist\u00f3rica, ap\u00f3s crescimento de 6,9% frente ao ano anterior.<\/p>\n<p>O resultado refor\u00e7a uma sequ\u00eancia de altas iniciada em 2022, quando o indicador avan\u00e7ou no mesmo ritmo. Em 2023, a expans\u00e3o foi de 11,6%, seguida por nova eleva\u00e7\u00e3o de 5% em 2024. No acumulado desde 2019, a renda domiciliar per capita cresceu 18,9%. Em compara\u00e7\u00e3o com 2012, primeiro ano da pesquisa, o aumento chega a 27%.<\/p>\n<p>Apesar do avan\u00e7o nacional, o levantamento evidencia diferen\u00e7as regionais significativas. A Regi\u00e3o Sul apresentou o maior rendimento domiciliar per capita do pa\u00eds, com m\u00e9dia de R$ 2.734, embora tenha registrado a menor alta anual entre 2024 e 2025, de 4,9%.<\/p>\n<p>O Centro-Oeste aparece logo em seguida, com rendimento m\u00e9dio de R$ 2.712 e o maior crescimento anual do pa\u00eds, de 11,3%. Segundo o IBGE, o desempenho foi impulsionado pelo Distrito Federal.<\/p>\n<blockquote><p><strong>\u201cHouve aumento importante do rendimento m\u00e9dio do trabalho entre empregadores e crescimento da popula\u00e7\u00e3o ocupada no setor p\u00fablico, com novos concursos\u201d, explicou Fontes.<\/strong><\/p><\/blockquote>\n<p>O Sudeste registrou rendimento domiciliar per capita de R$ 2.669, acima da m\u00e9dia nacional. J\u00e1 Norte e Nordeste seguem com os menores n\u00edveis de renda do pa\u00eds, com m\u00e9dias de R$ 1.558 e R$ 1.470, respectivamente. Ainda assim, as duas regi\u00f5es acumularam os maiores avan\u00e7os desde 2019: 33,6% no Norte e 23,8% no Nordeste.<\/p>\n<p>A composi\u00e7\u00e3o da renda tamb\u00e9m varia entre as regi\u00f5es brasileiras. Em n\u00edvel nacional, os rendimentos do trabalho responderam por aproximadamente tr\u00eas quartos da renda domiciliar per capita em 2025. No Centro-Oeste, essa participa\u00e7\u00e3o chegou a 78,9%, enquanto no Nordeste ficou em 67,4%, indicando maior peso de aposentadorias, benef\u00edcios sociais e outras fontes de renda no or\u00e7amento das fam\u00edlias.<\/p>\n<p>A pesquisa tamb\u00e9m aponta que o crescimento da renda n\u00e3o ocorreu de forma uniforme entre os diferentes grupos da popula\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>No recorte por cor ou ra\u00e7a, pessoas brancas continuaram registrando rendimentos m\u00e9dios superiores aos de pretos e pardos. Em 2025, trabalhadores brancos tiveram rendimento m\u00e9dio de R$ 4.577, enquanto pessoas pretas receberam R$ 2.657 e pessoas pardas, R$ 2.755. A diferen\u00e7a entre brancos e pretos supera R$ 1.900 e permanece elevada ao longo de toda a s\u00e9rie hist\u00f3rica.<\/p>\n<p>As desigualdades tamb\u00e9m aparecem na divis\u00e3o por sexo. Os homens tiveram rendimento m\u00e9dio de R$ 3.921 por m\u00eas em 2025, enquanto as mulheres receberam, em m\u00e9dia, R$ 3.085.<\/p>\n<p>O levantamento mostra ainda que a escolaridade segue como principal fator de influ\u00eancia sobre a renda do trabalho. Trabalhadores sem instru\u00e7\u00e3o receberam, em m\u00e9dia, R$ 1.518 em 2025. Entre aqueles com ensino superior completo, o rendimento m\u00e9dio chegou a R$ 6.947, mais de quatro vezes superior.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><em><strong>(Com informa\u00e7\u00f5es de G1)<\/strong><\/em><\/p>\n<p><em><strong>(Foto: Reprodu\u00e7\u00e3o\/Magnific)<\/strong><\/em><\/p>","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>IBGE mostra crescimento da renda do trabalho, aumento do rendimento domiciliar e manuten\u00e7\u00e3o das diferen\u00e7as regionais, raciais e de g\u00eanero no Brasil<\/p>","protected":false},"author":16,"featured_media":18496,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[42],"tags":[13],"class_list":["post-18493","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-noticias","tag-sindical"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/fenati.org.br\/en\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/18493","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/fenati.org.br\/en\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/fenati.org.br\/en\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/fenati.org.br\/en\/wp-json\/wp\/v2\/users\/16"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/fenati.org.br\/en\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=18493"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/fenati.org.br\/en\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/18493\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":18497,"href":"https:\/\/fenati.org.br\/en\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/18493\/revisions\/18497"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/fenati.org.br\/en\/wp-json\/wp\/v2\/media\/18496"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/fenati.org.br\/en\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=18493"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/fenati.org.br\/en\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=18493"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/fenati.org.br\/en\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=18493"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}