{"id":18528,"date":"2026-05-11T14:40:39","date_gmt":"2026-05-11T17:40:39","guid":{"rendered":"https:\/\/fenati.org.br\/?p=18528"},"modified":"2026-05-11T17:46:09","modified_gmt":"2026-05-11T20:46:09","slug":"empresas-reduzem-home-office-causam-insatisfacao","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/fenati.org.br\/en\/empresas-reduzem-home-office-causam-insatisfacao\/","title":{"rendered":"Empresas reduzem home office e causam insatisfa\u00e7\u00e3o em funcion\u00e1rios"},"content":{"rendered":"<p><strong>Home Office &#8211;<\/strong> O retorno ao trabalho presencial voltou a ganhar for\u00e7a no Brasil e j\u00e1 pode ser percebido na rotina das cidades. O aumento do tr\u00e2nsito, os elevadores cheios e os escrit\u00f3rios mais movimentados refletem uma mudan\u00e7a gradual no mercado de trabalho, impulsionada pela decis\u00e3o de empresas de reduzir o espa\u00e7o do home office adotado durante a pandemia da Covid-19.<\/p>\n<p>Uma pesquisa da <a href=\"https:\/\/pt.wikipedia.org\/wiki\/WeWork\" target=\"_blank\" rel=\"noopener nofollow\">WeWork<\/a> em parceria com a Offerwise, divulgada na \u00faltima quarta-feira (6), mostra que 63% dos entrevistados trabalham atualmente de forma presencial. Para a maioria deles, por\u00e9m, essa modalidade n\u00e3o foi uma escolha: 79% afirmam que a presen\u00e7a no escrit\u00f3rio \u00e9 uma exig\u00eancia das empresas.<\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/fenati.org.br\/en\/escala-5x2-retencao-funcionarios-sem-afetar-vendas\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\"><strong>LEIA: Escala 5\u00d72 melhora reten\u00e7\u00e3o de funcion\u00e1rios sem afetar vendas em rede de mercados<\/strong><\/a><\/p>\n<p>Quando a decis\u00e3o depende dos pr\u00f3prios profissionais, apenas 42% dizem preferir o trabalho totalmente presencial. Os demais optariam por modelos h\u00edbridos ou remotos, indicando um descompasso entre as estrat\u00e9gias corporativas e as expectativas dos trabalhadores.<\/p>\n<p>Esse movimento j\u00e1 provoca impactos no mercado imobili\u00e1rio e nas contrata\u00e7\u00f5es. Em S\u00e3o Paulo, a vac\u00e2ncia de im\u00f3veis corporativos caiu para 13,4% no primeiro trimestre de 2026, o menor \u00edndice registrado em 14 anos, segundo dados da consultoria JLL. Ao mesmo tempo, plataformas de recrutamento apontam crescimento de vagas h\u00edbridas e presenciais, enquanto oportunidades totalmente remotas perdem espa\u00e7o.<\/p>\n<p>Empresas que anunciaram mudan\u00e7as mais r\u00edgidas enfrentaram rea\u00e7\u00f5es internas. O Nubank, por exemplo, recebeu cr\u00edticas ap\u00f3s comunicar o fim do modelo totalmente remoto. Trabalhadores relataram necessidade de mudan\u00e7a de cidade e reorganiza\u00e7\u00e3o completa da rotina.<\/p>\n<p>Do lado das companhias, a defesa do retorno presencial est\u00e1 ligada principalmente \u00e0 produtividade e \u00e0 gest\u00e3o das equipes. Um levantamento da Mercer Brasil aponta que 76% dos gestores demonstram inseguran\u00e7a em rela\u00e7\u00e3o ao desempenho no trabalho remoto. O estudo tamb\u00e9m identifica dificuldades relacionadas \u00e0 cultura organizacional e ao excesso de reuni\u00f5es virtuais.<\/p>\n<p>Apesar disso, a resist\u00eancia dos trabalhadores n\u00e3o est\u00e1 necessariamente ligada ao ambiente de escrit\u00f3rio, mas \u00e0s consequ\u00eancias do deslocamento di\u00e1rio e da perda de flexibilidade.<\/p>\n<p>Segundo o estudo da WeWork, 65% dos profissionais consideram o tempo gasto no trajeto entre casa e trabalho a principal desvantagem do presencial. A maioria dedica entre 30 minutos a uma hora por dia ao deslocamento.<\/p>\n<p>\u201c\u00c9 um custo silencioso\u201d, explica Beatriz Kawakami, gerente de neg\u00f3cios da WeWork Brasil. \u201cN\u00e3o aparece no sal\u00e1rio, mas aumenta o cansa\u00e7o, reduz o tempo livre e interfere na rotina fora do expediente.\u201d<\/p>\n<p>Os impactos tamb\u00e9m chegam ao bolso. Mais da metade dos entrevistados, 53%, afirma gastar mais com transporte, alimenta\u00e7\u00e3o e outras despesas associadas \u00e0 ida ao escrit\u00f3rio.<\/p>\n<p>Mesmo no ambiente corporativo, nem sempre a experi\u00eancia atende \u00e0s expectativas. Entre as principais reclama\u00e7\u00f5es est\u00e3o barulho excessivo e aus\u00eancia de \u00e1reas de descanso adequadas.<\/p>\n<p>Nesse cen\u00e1rio, a flexibilidade passou a ser vista como elemento central da rela\u00e7\u00e3o de trabalho. Quando ela desaparece, cresce o descontentamento: 44% dos profissionais relatam desmotiva\u00e7\u00e3o e 38% dizem sentir ansiedade diante da perda de autonomia.<\/p>\n<p>A mudan\u00e7a reflete uma transforma\u00e7\u00e3o mais ampla no mercado. Segundo Beatriz Kawakami, o emprego deixou de ser encarado como um modelo r\u00edgido e passou a ser avaliado pelo impacto na qualidade de vida.<\/p>\n<p>Os n\u00fameros refor\u00e7am essa tend\u00eancia. De acordo com a pesquisa, 93% dos profissionais consideram essencial equilibrar vida pessoal e trabalho. Al\u00e9m disso, 64% afirmam que aceitariam trocar de emprego por uma rotina melhor, mesmo com sal\u00e1rio menor.<\/p>\n<p>O levantamento ouviu 2,5 mil trabalhadores de todo o pa\u00eds e identificou predomin\u00e2ncia de millennials e integrantes da gera\u00e7\u00e3o Z, grupos que priorizam prop\u00f3sito, autonomia e flexibilidade no ambiente profissional.<\/p>\n<p>Para o soci\u00f3logo Ricardo Nunes, a vis\u00e3o sobre os mais jovens tamb\u00e9m vem mudando. \u201cAs novas gera\u00e7\u00f5es aprendem desde cedo que precisam se adaptar e buscar seus pr\u00f3prios caminhos\u201d, afirma.<\/p>\n<p>Mesmo diante da resist\u00eancia, o trabalho presencial continua sendo valorizado em alguns aspectos. Mais da metade dos entrevistados considera importante a conviv\u00eancia entre equipes, enquanto 49% destacam o fortalecimento das rela\u00e7\u00f5es interpessoais.<\/p>\n<p>\u201cO escrit\u00f3rio n\u00e3o compete mais apenas com outras empresas, ele compete com o conforto do lar\u201d, afirma Claudio Hidalgo, presidente regional da WeWork Latam.<\/p>\n<p>A pesquisa indica que benef\u00edcios considerados b\u00e1sicos ganharam relev\u00e2ncia no retorno presencial. Para metade dos profissionais, espa\u00e7os amplos, caf\u00e9 e lanches s\u00e3o diferenciais importantes.<\/p>\n<p>Quando h\u00e1 investimento em infraestrutura e melhorias no ambiente corporativo, o \u00edndice de satisfa\u00e7\u00e3o pode chegar a 96%.<\/p>\n<p>Para reduzir resist\u00eancias, empresas passaram a apostar em modelos h\u00edbridos, hor\u00e1rios flex\u00edveis e espa\u00e7os de trabalho mais pr\u00f3ximos da resid\u00eancia dos funcion\u00e1rios. Outra tend\u00eancia \u00e9 a busca por escrit\u00f3rios em complexos multiuso, que concentram restaurantes, academias, com\u00e9rcio e servi\u00e7os em um \u00fanico local.<\/p>\n<p>Segundo Beatriz Kawakami, cerca de 70% dos novos projetos corporativos j\u00e1 seguem essa l\u00f3gica, baseada em flexibilidade, integra\u00e7\u00e3o de servi\u00e7os e diversidade de locais de trabalho.<\/p>\n<p>A tend\u00eancia, segundo ela, \u00e9 que o mercado continue negociando formatos intermedi\u00e1rios entre o presencial e o remoto. Ainda assim, o estudo aponta que 82% dos trabalhadores aceitariam frequentar mais dias o escrit\u00f3rio em troca de um sal\u00e1rio maior.<\/p>\n<p><em><strong>(Com informa\u00e7\u00f5es de G1)<\/strong><\/em><br \/>\n<em><strong>(Foto: Reprodu\u00e7\u00e3o\/Freepik\/pikisuperstar)<\/strong><\/em><\/p>","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Empresas refor\u00e7am modelo presencial por preocupa\u00e7\u00f5es com produtividade, enquanto profissionais reclamam de custos, tr\u00e2nsito e perda de flexibilidade<\/p>","protected":false},"author":6,"featured_media":18529,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[42],"tags":[13],"class_list":["post-18528","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-noticias","tag-sindical"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/fenati.org.br\/en\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/18528","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/fenati.org.br\/en\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/fenati.org.br\/en\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/fenati.org.br\/en\/wp-json\/wp\/v2\/users\/6"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/fenati.org.br\/en\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=18528"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/fenati.org.br\/en\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/18528\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":18530,"href":"https:\/\/fenati.org.br\/en\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/18528\/revisions\/18530"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/fenati.org.br\/en\/wp-json\/wp\/v2\/media\/18529"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/fenati.org.br\/en\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=18528"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/fenati.org.br\/en\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=18528"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/fenati.org.br\/en\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=18528"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}