{"id":18536,"date":"2026-05-11T15:42:09","date_gmt":"2026-05-11T18:42:09","guid":{"rendered":"https:\/\/fenati.org.br\/?p=18536"},"modified":"2026-05-11T17:46:03","modified_gmt":"2026-05-11T20:46:03","slug":"oito-dez-maes-lideranca-obstaculos-profissionais","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/fenati.org.br\/en\/oito-dez-maes-lideranca-obstaculos-profissionais\/","title":{"rendered":"Oito em cada dez m\u00e3es em cargos de lideran\u00e7a relatam obst\u00e1culos profissionais"},"content":{"rendered":"<p><strong>Obst\u00e1culos profissionais &#8211;<\/strong> A maternidade continua sendo um dos principais fatores de desigualdade no mercado de trabalho brasileiro. Um levantamento realizado com mulheres em cargos de lideran\u00e7a revela que 8 em cada 10 m\u00e3es (79%) que tentam conciliar a carreira com a cria\u00e7\u00e3o dos filhos j\u00e1 enfrentaram obst\u00e1culos de <a href=\"https:\/\/pt.wikipedia.org\/wiki\/G%C3%A9nero\" target=\"_blank\" rel=\"noopener nofollow\">g\u00eanero<\/a>. O \u00edndice supera a m\u00e9dia geral de 77% e os 73% registrados entre mulheres que n\u00e3o t\u00eam filhos.<\/p>\n<p>O estudo, realizado pela Todas Group em parceria com a Nexus, empresa de pesquisa e intelig\u00eancia de mercado, destaca uma vulnerabilidade espec\u00edfica: m\u00e3es contam com menos apoio de outras mulheres ao longo de sua trajet\u00f3ria. Enquanto 45% das profissionais sem filhos afirmam ter recebido ajuda feminina, o n\u00famero cai para 38% entre as que s\u00e3o m\u00e3es.<\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/fenati.org.br\/en\/empresas-reduzem-home-office-causam-insatisfacao\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\"><strong>LEIA: Empresas reduzem home office e causam insatisfa\u00e7\u00e3o em funcion\u00e1rios<\/strong><\/a><\/p>\n<p>Ao todo, 1.548 mulheres foram ouvidas em fevereiro. Os dados mostram que 33% das m\u00e3es relatam ter enfrentado &#8220;muitas barreiras&#8221; para crescer, contra 28% das profissionais sem filhos.<\/p>\n<p>Para Mariana Bicalho, fundadora da comunidade Mommys, a estrutura social atual \u00e9 implac\u00e1vel. &#8220;A mulher \u00e9 cobrada para performar no trabalho como se n\u00e3o tivesse filhos e cuidar da casa como se n\u00e3o trabalhasse&#8221;, afirma. Essa press\u00e3o reflete-se em n\u00fameros alarmantes de outra pesquisa, realizada pela Mommys com a Consultoria Maya: 78,4% das 400 m\u00e3es ouvidas j\u00e1 deixaram de buscar crescimento profissional devido \u00e0 maternidade.<\/p>\n<p>Al\u00e9m disso, 9 em cada 10 entrevistadas relataram sobrecarga, mesmo em contextos de uni\u00e3o est\u00e1vel ou casamento (83,7% dos casos). Mariana, que deixou a advocacia ao engravidar h\u00e1 15 anos por falta de apoio, refor\u00e7a que a constru\u00e7\u00e3o cultural sobre o que \u00e9 ser uma &#8220;boa m\u00e3e&#8221; pesa diretamente nas decis\u00f5es de carreira.<\/p>\n<p>A trajet\u00f3ria de Polyana Ferrari, diretora global de Social Media da Deezer, ilustra a necessidade de estrat\u00e9gias extremas. M\u00e3e solo por escolha, ela optou por consolidar a carreira e atingir estabilidade financeira antes de iniciar o processo de fertiliza\u00e7\u00e3o in vitro (FIV) aos 36 anos.<\/p>\n<p>&#8220;Eu queria j\u00e1 estar num lugar da carreira em que, se n\u00e3o crescesse mais, eu estivesse tranquila profissional e financeiramente&#8221;, explica Polyana. Mesmo com rede de apoio, ela descreve a readapta\u00e7\u00e3o p\u00f3s-maternidade como um processo de exaust\u00e3o e necessidade de novos limites. &#8220;Voc\u00ea se redescobre como profissional. Tem menos tempo, menos energia e muitas caixinhas abertas na cabe\u00e7a. E a sociedade ainda n\u00e3o considera isso com naturalidade.&#8221;<br \/>\nNo setor de servi\u00e7os, a empres\u00e1ria Mariele Horbach, de 42 anos, relata que o desafio persiste mesmo sendo a pr\u00f3pria chefe. Atuando em um ramo majoritariamente masculino, ela enfrenta desconfian\u00e7a constante. &#8220;Sempre que eu vou a uma reuni\u00e3o com fornecedores, que geralmente s\u00e3o todos homens, preciso me autovalidar&#8221;, conta a m\u00e3e de dois filhos.<\/p>\n<p>Na alta gest\u00e3o corporativa, o pre\u00e7o da concilia\u00e7\u00e3o pode ser a sa\u00fade mental. Adriana Alc\u00e2ntara, diretora-geral da Audible no Brasil, recorda ter sofrido um burnout ao assumir um novo cargo com viagens frequentes logo ap\u00f3s a licen\u00e7a-maternidade. &#8220;Voltei a trabalhar p\u00f3s-licen\u00e7a-maternidade, aceitei um desafio novo, o que foi um erro&#8221;, avalia, pontuando que mulheres l\u00edderes ainda s\u00e3o avaliadas de forma distinta em rela\u00e7\u00e3o aos homens.<\/p>\n<p>Para Marcelo Tokarski, CEO da Nexus, os dados indicam que a maternidade n\u00e3o interrompe a trajet\u00f3ria de forma absoluta, mas altera suas condi\u00e7\u00f5es. &#8220;O que vemos \u00e9 uma combina\u00e7\u00e3o de maior percep\u00e7\u00e3o de barreiras, redu\u00e7\u00e3o da rede de apoio e aumento das ren\u00fancias&#8221;, conclui.<\/p>\n<p><em><strong>(Com informa\u00e7\u00f5es de Folha de S. Paulo)<\/strong><\/em><br \/>\n<em><strong>(Foto: Reprodu\u00e7\u00e3o\/Magnific\/alisaa)<\/strong><\/em><\/p>","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Pesquisas revelam que sobrecarga e falta de rede de apoio levam quase 80% das m\u00e3es a abrirem m\u00e3o de promo\u00e7\u00f5es e crescimento na carreira<\/p>","protected":false},"author":10,"featured_media":18538,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[42],"tags":[13],"class_list":["post-18536","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-noticias","tag-sindical"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/fenati.org.br\/en\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/18536","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/fenati.org.br\/en\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/fenati.org.br\/en\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/fenati.org.br\/en\/wp-json\/wp\/v2\/users\/10"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/fenati.org.br\/en\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=18536"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/fenati.org.br\/en\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/18536\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":18539,"href":"https:\/\/fenati.org.br\/en\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/18536\/revisions\/18539"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/fenati.org.br\/en\/wp-json\/wp\/v2\/media\/18538"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/fenati.org.br\/en\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=18536"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/fenati.org.br\/en\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=18536"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/fenati.org.br\/en\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=18536"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}