{"id":19225,"date":"2026-05-28T17:28:59","date_gmt":"2026-05-28T20:28:59","guid":{"rendered":"https:\/\/fenati.org.br\/?p=19225"},"modified":"2026-05-28T17:29:41","modified_gmt":"2026-05-28T20:29:41","slug":"habilidades-humanas-diferencial-diante-avanco-da-ia","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/fenati.org.br\/en\/habilidades-humanas-diferencial-diante-avanco-da-ia\/","title":{"rendered":"Habilidades humanas s\u00e3o diferencial diante do avan\u00e7o da IA"},"content":{"rendered":"<p><strong>Habilidades humanas &#8211;<\/strong> Durante anos, as discuss\u00f5es sobre intelig\u00eancia artificial se concentraram no avan\u00e7o das m\u00e1quinas, na automa\u00e7\u00e3o do trabalho e nos impactos tecnol\u00f3gicos sobre a sociedade. Agora, pesquisadores come\u00e7am a inverter essa l\u00f3gica e analisar uma nova quest\u00e3o: quais caracter\u00edsticas humanas ainda permanecem inalcan\u00e7\u00e1veis para a IA.<\/p>\n<p>A neurocientista brit\u00e2nica Hannah Critchlow, da <a href=\"https:\/\/pt.wikipedia.org\/wiki\/Universidade_de_Cambridge\" target=\"_blank\" rel=\"noopener nofollow\">Universidade de Cambridge<\/a>, est\u00e1 entre os especialistas que investigam justamente esse cen\u00e1rio. Em seu livro The 21st Century Brain, a pesquisadora defende que compet\u00eancias consideradas secund\u00e1rias por muito tempo podem se tornar essenciais nas pr\u00f3ximas d\u00e9cadas.<\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/fenati.org.br\/en\/sites-tentam-golpes-usando-o-album-da-copa-2026\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\"><strong>LEIA: Mais de 160 sites tentam aplicar golpes usando o \u00e1lbum da Copa 2026<\/strong><\/a><\/p>\n<p>Segundo Critchlow, capacidades como empatia, criatividade, flexibilidade mental e toler\u00e2ncia \u00e0 incerteza devem ganhar ainda mais import\u00e2ncia \u00e0 medida que sistemas de intelig\u00eancia artificial assumirem tarefas t\u00e9cnicas e operacionais de maneira cada vez mais eficiente.<\/p>\n<p>A pesquisadora chama aten\u00e7\u00e3o para um aspecto curioso: apesar da transforma\u00e7\u00e3o tecnol\u00f3gica acelerada, o c\u00e9rebro humano praticamente n\u00e3o sofreu altera\u00e7\u00f5es estruturais significativas desde os tempos pr\u00e9-hist\u00f3ricos. H\u00e1 inclusive evid\u00eancias arqueol\u00f3gicas indicando uma leve redu\u00e7\u00e3o do tamanho do c\u00e9rebro humano ao longo dos \u00faltimos 10 mil anos.<\/p>\n<p>Ainda assim, a neurocientista afirma que a mente humana possui potencial pouco explorado. Para ela, os avan\u00e7os da neuroci\u00eancia moderna podem ajudar no desenvolvimento de habilidades cognitivas que normalmente passam despercebidas na rotina.<\/p>\n<p>Critchlow come\u00e7ou a escrever o livro antes da populariza\u00e7\u00e3o recente da intelig\u00eancia artificial generativa, mas j\u00e1 percebia sinais de que a tecnologia provocaria mudan\u00e7as profundas na sociedade. A partir disso, passou a refletir sobre uma quest\u00e3o central: se a intelig\u00eancia artificial foi criada a partir do entendimento do c\u00e9rebro humano, esse mesmo conhecimento tamb\u00e9m poderia ser usado para fortalecer a intelig\u00eancia biol\u00f3gica.<\/p>\n<p><strong>Intelig\u00eancia emocional ganha import\u00e2ncia<\/strong><\/p>\n<p>De acordo com a pesquisadora, a intelig\u00eancia emocional deixou de ser vista apenas como uma habilidade complementar no ambiente acad\u00eamico e profissional. Estudos citados por ela apontam que empatia e regula\u00e7\u00e3o emocional influenciam diretamente a qualidade das rela\u00e7\u00f5es pessoais, o bem-estar e at\u00e9 o desempenho nos estudos.<\/p>\n<p>Embora fatores gen\u00e9ticos tenham influ\u00eancia nessas caracter\u00edsticas, Critchlow afirma que elas tamb\u00e9m podem ser desenvolvidas ao longo da vida.<\/p>\n<p>Entre os trabalhos mencionados est\u00e1 a pesquisa conduzida pelo psic\u00f3logo Jamil Zaki, da Universidade de Stanford. O pesquisador defende pr\u00e1ticas ligadas \u00e0 autocompaix\u00e3o e ao entendimento das pr\u00f3prias emo\u00e7\u00f5es como ferramentas capazes de fortalecer circuitos cerebrais relacionados \u00e0 autorregula\u00e7\u00e3o emocional.<\/p>\n<p>Perguntas simples, como \u201cpor que estou me sentindo assim?\u201d ou \u201co que posso fazer para lidar melhor com isso?\u201d, podem produzir impactos importantes no c\u00e9rebro e ampliar a capacidade de empatia em rela\u00e7\u00e3o aos outros.<\/p>\n<p><strong>Pesquisas apontam rela\u00e7\u00e3o entre intestino e comportamento social<\/strong><\/p>\n<p>Outro ponto destacado nas pesquisas reunidas por Critchlow envolve o microbioma intestinal. Estudos recentes indicam que bact\u00e9rias presentes no intestino podem influenciar emo\u00e7\u00f5es, comportamento social e at\u00e9 tend\u00eancias altru\u00edstas.<\/p>\n<p>Um dos experimentos mencionados foi conduzido pela pesquisadora Hilke Plassmann. Durante semanas, volunt\u00e1rios saud\u00e1veis consumiram pr\u00e9 e probi\u00f3ticos enquanto cientistas analisavam altera\u00e7\u00f5es no comportamento dos participantes.<\/p>\n<p>Os resultados mostraram que indiv\u00edduos que desenvolveram maior diversidade intestinal passaram a demonstrar atitudes mais altru\u00edstas em compara\u00e7\u00e3o ao grupo placebo. Entre os comportamentos observados estava a maior disposi\u00e7\u00e3o para renunciar a parte do pr\u00f3prio dinheiro em favor de maior igualdade entre outras pessoas.<\/p>\n<p>Os mecanismos exatos dessa rela\u00e7\u00e3o ainda s\u00e3o investigados pelos cientistas, mas existem hip\u00f3teses relevantes. O intestino possui uma extensa rede neural ligada ao c\u00e9rebro por meio do nervo vago, conex\u00e3o frequentemente associada a sensa\u00e7\u00f5es intuitivas conhecidas como \u201cfrio na barriga\u201d ou \u201cpressentimentos\u201d.<\/p>\n<p>Al\u00e9m disso, pesquisas apontam que bact\u00e9rias intestinais podem produzir neurotransmissores capazes de influenciar regi\u00f5es cerebrais relacionadas \u00e0 tomada de decis\u00f5es e \u00e0s intera\u00e7\u00f5es sociais.<\/p>\n<p>A ideia de que escolhas e emo\u00e7\u00f5es poderiam ser influenciadas tamb\u00e9m pelo intestino parecia improv\u00e1vel h\u00e1 poucos anos. Hoje, no entanto, o tema passou a ocupar espa\u00e7o importante nas pesquisas contempor\u00e2neas em neuroci\u00eancia.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>Junte cashback e transfira para sua conta com a Benef\u00edcios Rede Bee!<\/strong><\/p>\n<p>A Bee Fenati \u2013 a rede social dos profissionais de TI de todo o Brasil \u2013 segue em expans\u00e3o para garantir aos seus usu\u00e1rios cada vez mais benef\u00edcios. 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