{"id":20026,"date":"2026-06-10T13:50:45","date_gmt":"2026-06-10T16:50:45","guid":{"rendered":"https:\/\/fenati.org.br\/brasil-ocupa-segunda-posicao-ranking-ataques-ddos\/"},"modified":"2026-07-02T23:12:37","modified_gmt":"2026-07-03T02:12:37","slug":"brasil-ocupa-segunda-posicao-ranking-ataques-ddos","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/fenati.org.br\/en\/brasil-ocupa-segunda-posicao-ranking-ataques-ddos\/","title":{"rendered":"Brasil ocupa segunda posi\u00e7\u00e3o em ranking mundial de ataques DDoS"},"content":{"rendered":"<p><strong>Ataques DDoS &#8211;<\/strong> Impulsionados pela Intelig\u00eancia Artificial (<a href=\"https:\/\/pt.wikipedia.org\/wiki\/Intelig%C3%AAncia_artificial\" target=\"_blank\" rel=\"noopener nofollow\">IA<\/a>) e pelos Grandes Modelos de Linguagem (LLMs), os ataques DDoS deixaram de ser ofensivas focadas apenas em volume de tr\u00e1fego para se tornarem opera\u00e7\u00f5es mais sofisticadas, estrat\u00e9gicas e precisas. Essa transforma\u00e7\u00e3o, caracterizada por maior capacidade de oculta\u00e7\u00e3o e pela coexist\u00eancia entre grupos experientes e agentes apoiados por IA, representa uma tend\u00eancia global apontada pelo relat\u00f3rio \u201c2025 Global DDoS Landscape Report\u201d, divulgado pela NSFOCUS, empresa de refer\u00eancia internacional em ciberseguran\u00e7a.<\/p>\n<p>A elevada exposi\u00e7\u00e3o do Brasil e de outros pa\u00edses latino-americanos est\u00e1 relacionada \u00e0 crescente relev\u00e2ncia da regi\u00e3o no cen\u00e1rio mundial de seguran\u00e7a digital. Pela primeira vez, o Brasil aparece como o segundo pa\u00eds mais atingido por ataques DDoS (nega\u00e7\u00e3o de servi\u00e7o) em todo o mundo, concentrando 19,68% dos registros. A lideran\u00e7a permanece com a China, respons\u00e1vel por 26,64% dos ataques, seguida por Turquia (13,66%) e Bangladesh (10,97%).<\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/fenati.org.br\/en\/comandos-invisiveis-peticoes-uso-de-ia-no-judiciario\/\"><strong>LEIA: Comandos invis\u00edveis em peti\u00e7\u00f5es exp\u00f5em novos riscos de uso de IA no Judici\u00e1rio<\/strong><\/a><\/p>\n<p>Al\u00e9m de figurar entre os principais alvos, o Brasil tamb\u00e9m ocupa a quinta posi\u00e7\u00e3o entre os pa\u00edses que originam ataques na camada de aplica\u00e7\u00e3o, com participa\u00e7\u00e3o de 4,15%. M\u00e9xico (2,79%) e Col\u00f4mbia (2,54%) tamb\u00e9m aparecem entre os dez maiores emissores desse tipo de ofensiva.<\/p>\n<p>\u201cIsso ocorre, porque os invasores est\u00e3o aproveitando os mercados emergentes que possuem r\u00e1pido crescimento de internet, mas com capacidades de defesa de seguran\u00e7a cibern\u00e9tica ainda relativamente fracas\u201d, afirma Raphael Tedesco, diretor de novos neg\u00f3cios da NSFOCUS para Am\u00e9rica Latina.<\/p>\n<p>Em 2025, o n\u00famero de ataques de nega\u00e7\u00e3o de servi\u00e7o superiores a 500 Gbps cresceu 115,72% em compara\u00e7\u00e3o com o ano anterior, evidenciando uma escalada nas amea\u00e7as de grande intensidade. O maior volume registrado ocorreu em maio, quando os ataques alcan\u00e7aram 2,6 Tbps, superando com folga o recorde de 1,9 Tbps observado em 2024.<\/p>\n<p>O cen\u00e1rio de DDoS continua sendo liderado por fam\u00edlias de malware j\u00e1 conhecidas, como XorDDoS, respons\u00e1vel por 48,99% dos casos, e Mirai, com 31,52%.<\/p>\n<p>Entretanto, novas botnets identificadas pelo laborat\u00f3rio de intelig\u00eancia da NSFOCUS \u2014 entre elas httpbot, NutsBot e chachatea \u2014 j\u00e1 figuram entre as dez mais relevantes. Essas amea\u00e7as se destacam principalmente por suas capacidades voltadas para HTTP e HTTPS, refletindo uma mudan\u00e7a estrat\u00e9gica dos ataques massivos para a\u00e7\u00f5es focadas no esgotamento de recursos das camadas de sess\u00e3o e aplica\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>O estudo tamb\u00e9m destaca a evolu\u00e7\u00e3o das t\u00e1ticas utilizadas pelos criminosos, impulsionadas pelo uso de IA e pela crescente ado\u00e7\u00e3o de ataques direcionados. As campanhas de nega\u00e7\u00e3o de servi\u00e7o passaram a buscar alvos espec\u00edficos, utilizando estrat\u00e9gias cuidadosamente planejadas para ampliar seus efeitos.<\/p>\n<p>Atualmente, os invasores sincronizam as ofensivas com per\u00edodos de maior movimento das empresas ou com lan\u00e7amentos de produtos, disfar\u00e7ando o tr\u00e1fego malicioso em meio ao fluxo leg\u00edtimo. Al\u00e9m disso, aproveitam momentos de tens\u00e3o geopol\u00edtica e processos eleitorais relevantes para atingir setores como governo, finan\u00e7as e telecomunica\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p>A expans\u00e3o das tecnologias de IA tamb\u00e9m transformou as APIs em um dos principais alvos dos ataques. Um exemplo citado no relat\u00f3rio \u00e9 o caso envolvendo o DeepSeek-R1, em que os criminosos concentraram suas a\u00e7\u00f5es em APIs e interfaces de chat espec\u00edficas durante hor\u00e1rios de pico de utiliza\u00e7\u00e3o. O epis\u00f3dio demonstrou um n\u00edvel elevado de sofistica\u00e7\u00e3o, com ataques desenhados para explorar circunst\u00e2ncias muito espec\u00edficas.<\/p>\n<p>Para os pr\u00f3ximos anos, o relat\u00f3rio projeta duas grandes tend\u00eancias para o cen\u00e1rio global de DDoS. A primeira envolve o aumento da complexidade provocado pela IA. \u00c0 medida que a integra\u00e7\u00e3o dessas tecnologias avan\u00e7a e a automa\u00e7\u00e3o se torna mais refinada, os m\u00e9todos de ataque tendem a evoluir rapidamente, tornando a defesa mais complexa, as respostas mais dif\u00edceis e ampliando a press\u00e3o sobre as equipes de seguran\u00e7a.<\/p>\n<p>A segunda tend\u00eancia apontada \u00e9 a crescente utiliza\u00e7\u00e3o dos ataques DDoS como instrumentos geopol\u00edticos. Segundo o relat\u00f3rio, conforme os conflitos digitais e f\u00edsicos se tornam cada vez mais interligados, esse tipo de ofensiva dever\u00e1 ser empregado com maior frequ\u00eancia como ferramenta estrat\u00e9gica de influ\u00eancia e press\u00e3o, criando riscos mais profundos para a estabilidade econ\u00f4mica e social em escala global.<\/p>\n<p><em><strong>(Com informa\u00e7\u00f5es de Converg\u00eancia Digital)<\/strong><\/em><br \/>\n<em><strong>(Foto: Reprodu\u00e7\u00e3o\/Magnific\/user20966292)<\/strong><\/em><\/p>","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Levantamento mostra crescimento dos ataques de alta intensidade e avan\u00e7o das amea\u00e7as impulsionadas por IA<\/p>","protected":false},"author":11,"featured_media":20027,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[42],"tags":[13],"class_list":["post-20026","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-noticias","tag-sindical"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/fenati.org.br\/en\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/20026","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/fenati.org.br\/en\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/fenati.org.br\/en\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/fenati.org.br\/en\/wp-json\/wp\/v2\/users\/11"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/fenati.org.br\/en\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=20026"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/fenati.org.br\/en\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/20026\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":20391,"href":"https:\/\/fenati.org.br\/en\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/20026\/revisions\/20391"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/fenati.org.br\/en\/wp-json\/wp\/v2\/media\/20027"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/fenati.org.br\/en\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=20026"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/fenati.org.br\/en\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=20026"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/fenati.org.br\/en\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=20026"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}