{"id":20102,"date":"2026-06-15T13:28:46","date_gmt":"2026-06-15T16:28:46","guid":{"rendered":"https:\/\/fenati.org.br\/meta-e-alvo-investigacao-instagram-localizacao\/"},"modified":"2026-07-02T23:14:04","modified_gmt":"2026-07-03T02:14:04","slug":"meta-e-alvo-investigacao-instagram-localizacao","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/fenati.org.br\/en\/meta-e-alvo-investigacao-instagram-localizacao\/","title":{"rendered":"Meta \u00e9 alvo de pedidos de investiga\u00e7\u00e3o ap\u00f3s Instagram mostrar localiza\u00e7\u00e3o de usu\u00e1rios"},"content":{"rendered":"<p><strong>Meta \u00e9 alvo &#8211;<\/strong> A Meta passou a enfrentar pedidos de apura\u00e7\u00e3o no Brasil depois que uma ferramenta do Instagram capaz de compartilhar a localiza\u00e7\u00e3o dos usu\u00e1rios em tempo real foi disponibilizada de forma acidental no pa\u00eds. A ONG Ctrl+Z e a deputada federal <a href=\"https:\/\/pt.wikipedia.org\/wiki\/Erika_Hilton\" rel=\"nofollow noopener\" target=\"_blank\">Erika Hilton<\/a> (Psol-SP) afirmam que o recurso, posteriormente desativado pela empresa, apresentava problemas relacionados \u00e0 privacidade e \u00e0 seguran\u00e7a, al\u00e9m de induzir usu\u00e1rios a aceitarem o compartilhamento da localiza\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>A entidade sustenta que a companhia ignorou riscos j\u00e1 conhecidos, incluindo casos de persegui\u00e7\u00e3o e viola\u00e7\u00f5es de privacidade, e cobra esclarecimentos sobre a autoriza\u00e7\u00e3o e o funcionamento da ferramenta.<\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/fenati.org.br\/en\/casos-de-estelionato-dobram-popularizacao-da-ia\/\"><strong>LEIA: Casos de estelionato mais que dobram desde a populariza\u00e7\u00e3o da IA<\/strong><\/a><\/p>\n<p>A Ctrl+Z encaminhou ao Minist\u00e9rio da Justi\u00e7a, na \u00faltima sexta-feira, um pedido para que seja aberta uma investiga\u00e7\u00e3o sobre a Meta. A iniciativa ocorreu ap\u00f3s o lan\u00e7amento involunt\u00e1rio da funcionalidade no Instagram, que permitia a transmiss\u00e3o da localiza\u00e7\u00e3o em tempo real. Um dia antes, Erika Hilton informou ter solicitado ao Minist\u00e9rio P\u00fablico a suspens\u00e3o imediata do recurso.<\/p>\n<p>O chamado Mapa do Instagram ficou acess\u00edvel aos usu\u00e1rios na quarta-feira. A utiliza\u00e7\u00e3o era opcional e dependia da autoriza\u00e7\u00e3o do pr\u00f3prio usu\u00e1rio. Na configura\u00e7\u00e3o inicial, era poss\u00edvel escolher compartilhar a localiza\u00e7\u00e3o com todos os seguidores, apenas com os \u201cmelhores amigos\u201d, com um grupo personalizado ou com \u201cningu\u00e9m\u201d.<\/p>\n<p>De acordo com a Meta, controladora do Instagram, a ferramenta foi liberada por engano e j\u00e1 n\u00e3o est\u00e1 mais dispon\u00edvel.<\/p>\n<p>\u201cO Mapa do Instagram n\u00e3o est\u00e1 atualmente dispon\u00edvel nesta regi\u00e3o. A funcionalidade ficou acidentalmente acess\u00edvel e j\u00e1 foi desligada. Usu\u00e1rios no Brasil n\u00e3o podem mais acessar ou compartilhar sua localiza\u00e7\u00e3o no Mapa do Instagram\u201d, afirmou a empresa em nota.<\/p>\n<p><strong>Questionamentos sobre consentimento<\/strong><\/p>\n<p>Entre as cr\u00edticas apresentadas pela ONG e pela deputada est\u00e1 o fato de que, uma vez ativado, o compartilhamento de localiza\u00e7\u00e3o permanecia funcionando at\u00e9 que o usu\u00e1rio realizasse o desligamento manual.<\/p>\n<p>Segundo elas, ao tentar interromper a funcionalidade, o aplicativo n\u00e3o oferecia uma desativa\u00e7\u00e3o definitiva de forma imediata. Em vez disso, perguntava por quanto tempo o compartilhamento deveria permanecer pausado. Ap\u00f3s o per\u00edodo selecionado, o recurso era reativado automaticamente, salvo se o usu\u00e1rio escolhesse a op\u00e7\u00e3o \u201cat\u00e9 voc\u00ea ativar novamente\u201d, localizada ao final da lista.<\/p>\n<p>&#8220;E, como se n\u00e3o bastasse um menu confuso, que induz o usu\u00e1rio a aceitar essa funcionalidade e o compartilhamento em tempo real da pr\u00f3pria localiza\u00e7\u00e3o, desabilitar o sinal do GPS do celular n\u00e3o funciona&#8221;, escreveu a deputada nas redes sociais.<\/p>\n<p>No documento enviado \u00e0s autoridades, a Ctrl+Z argumenta que a interface da ferramenta segue uma l\u00f3gica conhecida como dark patterns, express\u00e3o utilizada por reguladores para descrever mecanismos projetados para conduzir usu\u00e1rios a decis\u00f5es que podem contrariar seus pr\u00f3prios interesses. O conceito tamb\u00e9m aparece na representa\u00e7\u00e3o encaminhada por Erika Hilton ao Minist\u00e9rio P\u00fablico.<\/p>\n<p>A organiza\u00e7\u00e3o acrescenta que a alega\u00e7\u00e3o de erro no lan\u00e7amento n\u00e3o elimina a responsabilidade da empresa. Para a entidade, o epis\u00f3dio evidencia poss\u00edveis falhas de governan\u00e7a e compliance relacionadas \u00e0 prote\u00e7\u00e3o de dados pessoais.<\/p>\n<p>\u201cQueremos que a empresa responda uma s\u00e9rie de questionamentos importantes: Quem autorizou esse lan\u00e7amento? Quantas pessoas acionaram a fun\u00e7\u00e3o? Quantas crian\u00e7as e adolescentes utilizaram a funcionalidade? S\u00e3o perguntas que as autoridades devem fazer e que esperamos que sejam respondidas\u201d, afirmou Lu\u00e3 Cruz, diretor de litig\u00e2ncia da Ctrl+Z, em comunicado.<\/p>\n<p><strong>Ferramenta j\u00e1 havia sido lan\u00e7ada nos Estados Unidos<\/strong><\/p>\n<p>O recurso n\u00e3o \u00e9 in\u00e9dito. A funcionalidade foi disponibilizada nos Estados Unidos no ano passado e, naquele momento, tamb\u00e9m provocou debates sobre os riscos envolvidos na divulga\u00e7\u00e3o de localiza\u00e7\u00e3o em uma das maiores redes sociais do mundo.<\/p>\n<p>Tanto a Ctrl+Z quanto Erika Hilton destacam em seus pedidos que procuradores-gerais de 37 estados norte-americanos enviaram uma carta ao chefe do Instagram, Adam Mosseri, manifestando \u201cs\u00e9rias preocupa\u00e7\u00f5es de seguran\u00e7a p\u00fablica e privacidade\u201d relacionadas ao recurso.<\/p>\n<p>A ONG ressalta ainda que o Mapa do Instagram reproduz uma funcionalidade semelhante ao Snap Map, do Snapchat. Segundo a entidade, existem registros de casos envolvendo stalking, persegui\u00e7\u00e3o, viol\u00eancia dom\u00e9stica e monitoramento indevido de parceiros, ex-parceiros e outras v\u00edtimas por meio dessa ferramenta.<\/p>\n<p>\u201cQuando a Meta implementa a mesma funcionalidade no Brasil, ela o faz com conhecimento comprovado dos riscos. A empresa n\u00e3o apenas ignorou as preocupa\u00e7\u00f5es de 37 procuradores-gerais estadunidenses, mas tamb\u00e9m desconsiderou anos de documenta\u00e7\u00e3o de danos reais causados por uma ferramenta id\u00eantica em outra plataforma. Essa conduta revela intencionalidade deliberada: a Meta escolheu expandir uma funcionalidade de vigil\u00e2ncia sabendo dos riscos concretos que ela representa\u201d, diz trecho do documento encaminhado \u00e0 Secretaria Nacional de Direitos do Consumidor (Senacon) e \u00e0 Secretaria Nacional de Direitos Digitais.<\/p>\n<p><strong>Poss\u00edveis viola\u00e7\u00f5es legais<\/strong><\/p>\n<p>Outro argumento apresentado pela Ctrl+Z envolve a rela\u00e7\u00e3o de consumo existente entre o Instagram e seus usu\u00e1rios. De acordo com a entidade, o fato de o servi\u00e7o ser gratuito n\u00e3o descaracteriza essa rela\u00e7\u00e3o, j\u00e1 que a plataforma gera receitas indiretas para a empresa.<\/p>\n<p>&#8220;Entendemos que a conduta da Meta viola a Constitui\u00e7\u00e3o Federal, a Lei Geral de Prote\u00e7\u00e3o de Dados, o Marco Civil da Internet, o C\u00f3digo de Defesa do Consumidor, o Estatuto da Crian\u00e7a e do Adolescente e o ECA Digital&#8221;, afirma a Ctrl+Z em comunicado.<\/p>\n<p><strong>Junte cashback e transfira para sua conta com a Benef\u00edcios Rede Bee!<\/strong><\/p>\n<p>A Bee Fenati \u2013 a rede social dos profissionais de TI de todo o Brasil \u2013 segue em expans\u00e3o para garantir aos seus usu\u00e1rios cada vez mais benef\u00edcios. Agora a plataforma conta com a Benef\u00edcios Rede Bee, que re\u00fane descontos em dezenas de grandes marcas, com muitas delas oferecendo cashback, ou seja, o retorno de um valor da sua compra que poder\u00e1 ser transferido direto para sua conta!\u00a0<a href=\"https:\/\/fenati.org.br\/en\/novidade-trabalhador-zerar-contribuicao-sindical-bee-fenati\/\"><strong>(Saiba mais aqui)<\/strong><\/a><\/p>\n<p>Baixe o aplicativo nas lojas\u00a0<a href=\"https:\/\/apps.apple.com\/br\/app\/bee-fenati\/id6749653741\" target=\"_blank\" rel=\"nofollow noopener\"><strong>App Store<\/strong><\/a>\u00a0e\u00a0<a href=\"https:\/\/play.google.com\/store\/apps\/details?id=com.redebee.redebeefenati\" target=\"_blank\" rel=\"nofollow noopener\"><strong>Play Store<\/strong><\/a>\u00a0e aproveite agora! A Bee Fenati re\u00fane em um \u00fanico ambiente ofertas em \u00e1reas como educa\u00e7\u00e3o, compras, viagens, lazer, servi\u00e7os, tecnologia e muito mais. Dentre as marcas parceiras est\u00e3o Magalu, Renner, Drogasil, C&amp;A, Dell, Casas Bahia, Vivo, Petz, Drogaria S\u00e3o Paulo, e muito mais!<\/p>\n<p>Al\u00e9m de poderem aproveitar os descontos oferecidos pelas marcas parceiras, os usu\u00e1rios da plataforma receber\u00e3o de volta um percentual a cada compra que realizarem em parceiros que oferecem o cashback.<\/p>\n<p>Este valor ficar\u00e1 em uma carteira digital dentro da plataforma da Benef\u00edcios Rede Bee e, a partir de R$ 20 reais acumulados em cashback, o trabalhador pode transferir o dinheiro direto para sua conta banc\u00e1ria!<\/p>\n<p>Na pr\u00e1tica, a ferramenta permitir\u00e1 que s\u00f3cios e contribuintes dos sindicatos filiados \u00e0 Fenati (Federa\u00e7\u00e3o Nacional dos Trabalhadores em Tecnologia da Informa\u00e7\u00e3o) possam ZERAR o valor da sua contribui\u00e7\u00e3o assistencial e associativa!<\/p>\n<p>Atualmente, o valor da contribui\u00e7\u00e3o \u00e9 de R$ 32,50 por m\u00eas para s\u00f3cios e R$ 35 por m\u00eas para contribuintes, ou seja, \u00e9 poss\u00edvel recuperar todo esse valor e ainda acumular muito mais \u2013 tudo isso contribuindo para fortalecer a categoria e transformando as compras e servi\u00e7os do cotidiano em ganho real.<\/p>\n<p><em><strong>(Com informa\u00e7\u00f5es de O Globo)<\/strong><\/em><br \/>\n<em><strong>(Foto: Reprodu\u00e7\u00e3o\/Maginific\/poppet07)<\/strong><\/em><\/p>","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Recurso, que permitia divulgar a localiza\u00e7\u00e3o dos usu\u00e1rios em tempo real, foi desativado ap\u00f3s aparecer por engano no Brasil<\/p>","protected":false},"author":11,"featured_media":20103,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[42],"tags":[13],"class_list":["post-20102","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-noticias","tag-sindical"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/fenati.org.br\/en\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/20102","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/fenati.org.br\/en\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/fenati.org.br\/en\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/fenati.org.br\/en\/wp-json\/wp\/v2\/users\/11"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/fenati.org.br\/en\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=20102"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/fenati.org.br\/en\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/20102\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":20431,"href":"https:\/\/fenati.org.br\/en\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/20102\/revisions\/20431"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/fenati.org.br\/en\/wp-json\/wp\/v2\/media\/20103"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/fenati.org.br\/en\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=20102"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/fenati.org.br\/en\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=20102"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/fenati.org.br\/en\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=20102"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}