{"id":20117,"date":"2026-06-15T18:50:20","date_gmt":"2026-06-15T21:50:20","guid":{"rendered":"https:\/\/fenati.org.br\/cientistas-desenvolvem-chip-que-aprende-ambiente\/"},"modified":"2026-07-02T23:14:21","modified_gmt":"2026-07-03T02:14:21","slug":"cientistas-desenvolvem-chip-que-aprende-ambiente","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/fenati.org.br\/en\/cientistas-desenvolvem-chip-que-aprende-ambiente\/","title":{"rendered":"Cientistas desenvolvem chip que aprende com o ambiente sem precisar de bateria"},"content":{"rendered":"<p><strong>Chip que aprende &#8211;<\/strong> Pesquisadores da <a href=\"https:\/\/pt.wikipedia.org\/wiki\/Universidade_do_Sul_da_Calif%C3%B3rnia\" target=\"_blank\" rel=\"noopener nofollow\">Universidade do Sul da Calif\u00f3rnia<\/a>, nos Estados Unidos, desenvolveram um chip do tamanho de uma moeda capaz de imitar princ\u00edpios do funcionamento do c\u00e9rebro humano. O dispositivo, descrito em um estudo publicado na revista Nature Sensors, faz parte da chamada computa\u00e7\u00e3o neurom\u00f3rfica, \u00e1rea que busca criar sistemas eletr\u00f4nicos inspirados na forma como o c\u00e9rebro processa informa\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p>Diferentemente dos computadores tradicionais, que dependem da separa\u00e7\u00e3o entre sensores, mem\u00f3ria e processamento, o novo sistema re\u00fane essas fun\u00e7\u00f5es em uma \u00fanica arquitetura. O chip consegue captar est\u00edmulos do ambiente, interpretar sinais, criar associa\u00e7\u00f5es e modificar seu comportamento com base nas informa\u00e7\u00f5es recebidas.<\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/fenati.org.br\/en\/pet-cashback-zere-sua-contribuicao-na-bee-fenati\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\"><strong>LEIA: Petz, Cobasi, Zee.Dog e mais: cuide do seu pet, ganhe cashback e zere sua contribui\u00e7\u00e3o na Bee Fenati!<\/strong><\/a><\/p>\n<p>A tecnologia foi projetada para funcionar de maneira aut\u00f4noma, sem depender de uma fonte el\u00e9trica convencional ou de programas digitais executados por processadores. O objetivo \u00e9 criar dispositivos capazes de operar em locais onde baterias, cabos e conex\u00e3o com a nuvem n\u00e3o s\u00e3o op\u00e7\u00f5es vi\u00e1veis.<\/p>\n<p><strong>Energia e informa\u00e7\u00e3o vindas do ambiente<\/strong><\/p>\n<p>Um dos principais diferenciais do chip est\u00e1 em sua forma de funcionamento energ\u00e9tico. Em vez de utilizar uma bateria ou uma alimenta\u00e7\u00e3o externa constante, o dispositivo aproveita elementos presentes no pr\u00f3prio ambiente para operar.<\/p>\n<p>Luz, press\u00e3o, calor e som n\u00e3o s\u00e3o apenas est\u00edmulos captados pelos sensores: eles tamb\u00e9m funcionam como fontes de energia e informa\u00e7\u00f5es para o sistema. Dessa forma, o chip pode ser utilizado em regi\u00f5es remotas ou de dif\u00edcil acesso, onde a manuten\u00e7\u00e3o de equipamentos tradicionais seria complexa.<\/p>\n<p>Al\u00e9m disso, o processamento acontece diretamente em sinais anal\u00f3gicos, sem a necessidade de converter todos os dados para o formato digital. Segundo a proposta dos pesquisadores, esse modelo reduz o consumo de energia, diminui o tempo de resposta e simplifica a estrutura do dispositivo.<\/p>\n<p><strong>Componentes que imitam neur\u00f4nios e sinapses<\/strong><\/p>\n<p>O funcionamento do chip depende de componentes chamados memristores, elementos eletr\u00f4nicos capazes de preservar estados anteriores e reproduzir caracter\u00edsticas semelhantes \u00e0s do sistema nervoso.<\/p>\n<p>No dispositivo, alguns memristores atuam como neur\u00f4nios artificiais, produzindo pulsos cuja frequ\u00eancia varia conforme a intensidade do est\u00edmulo recebido. Outros funcionam como sinapses artificiais, armazenando informa\u00e7\u00f5es e alterando suas respostas de acordo com a rela\u00e7\u00e3o entre diferentes sinais.<\/p>\n<p>Combinados a resistores e capacitores, esses componentes permitem que o sistema reconhe\u00e7a padr\u00f5es, associe est\u00edmulos diferentes e mantenha informa\u00e7\u00f5es adquiridas anteriormente. Assim, o chip consegue realizar decis\u00f5es simples sem depender de softwares tradicionais.<\/p>\n<p><strong>Aprendizado realizado no pr\u00f3prio circuito<\/strong><\/p>\n<p>Nos computadores convencionais, o aprendizado de m\u00e1quinas geralmente acontece por meio de algoritmos executados por processadores. No novo dispositivo, esse processo ocorre fisicamente dentro do pr\u00f3prio hardware.<\/p>\n<p>Ao receber diferentes est\u00edmulos ao mesmo tempo, como luz e som, o chip consegue identificar rela\u00e7\u00f5es entre esses sinais e ajustar sua mem\u00f3ria interna. Esse mecanismo se aproxima, em uma escala simplificada, da maneira como o c\u00e9rebro humano combina diferentes sentidos para interpretar informa\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p>Esse funcionamento permite um aprendizado n\u00e3o supervisionado, sem a necessidade de que humanos indiquem previamente quais respostas o sistema deve apresentar.<\/p>\n<p><strong>Uso em ambientes extremos<\/strong><\/p>\n<p>Entre as poss\u00edveis aplica\u00e7\u00f5es da tecnologia est\u00e1 o monitoramento de raios em \u00e1reas vulner\u00e1veis a inc\u00eandios florestais. Em testes, o sistema conseguiu reconstruir a localiza\u00e7\u00e3o de descargas el\u00e9tricas a partir da diferen\u00e7a de tempo entre a chegada da luz e do som.<\/p>\n<p>A informa\u00e7\u00e3o foi armazenada diretamente no dispositivo, sem exigir o envio imediato dos dados para servidores externos. Segundo os pesquisadores, sensores com essa capacidade poderiam ser distribu\u00eddos em florestas, desertos, \u00e1reas industriais ou regi\u00f5es atingidas por desastres naturais.<\/p>\n<p>A expectativa \u00e9 que redes inteligentes de baixo consumo possam monitorar ambientes de dif\u00edcil acesso e responder rapidamente a mudan\u00e7as ao redor.<\/p>\n<p><strong>Uma nova gera\u00e7\u00e3o de dispositivos aut\u00f4nomos<\/strong><\/p>\n<p>O desenvolvimento n\u00e3o representa a substitui\u00e7\u00e3o dos computadores tradicionais por m\u00e1quinas que funcionam exatamente como c\u00e9rebros humanos. No entanto, aponta para uma nova categoria de dispositivos inteligentes, menores, mais econ\u00f4micos e capazes de processar informa\u00e7\u00f5es em tempo real pr\u00f3ximos da fonte dos dados.<\/p>\n<p>Com a expans\u00e3o do uso de sensores em diferentes \u00e1reas, a possibilidade de equipamentos que percebem, aprendem e reagem localmente pode representar uma mudan\u00e7a na forma como tecnologias inteligentes s\u00e3o desenvolvidas.<\/p>\n<p>No futuro, sistemas baseados nessa arquitetura poder\u00e3o funcionar sem depender constantemente de tomadas, baterias ou internet para interpretar o ambiente ao seu redor.<\/p>\n<p><em><strong>(Com informa\u00e7\u00f5es de Gizmodo)<\/strong><\/em><br \/>\n<em><strong>(Foto: Reprodu\u00e7\u00e3o\/Magnific\/Vecstock)<\/strong><\/em><\/p>","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Tecnologia inspirada no c\u00e9rebro humano permite que m\u00e1quinas processem informa\u00e7\u00f5es e aprendam sem depender de conex\u00e3o com a nuvem<\/p>","protected":false},"author":6,"featured_media":20118,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[42,35],"tags":[13],"class_list":["post-20117","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-noticias","category-ti","tag-sindical"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/fenati.org.br\/en\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/20117","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/fenati.org.br\/en\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/fenati.org.br\/en\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/fenati.org.br\/en\/wp-json\/wp\/v2\/users\/6"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/fenati.org.br\/en\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=20117"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/fenati.org.br\/en\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/20117\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":20439,"href":"https:\/\/fenati.org.br\/en\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/20117\/revisions\/20439"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/fenati.org.br\/en\/wp-json\/wp\/v2\/media\/20118"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/fenati.org.br\/en\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=20117"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/fenati.org.br\/en\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=20117"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/fenati.org.br\/en\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=20117"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}