{"id":4708,"date":"2023-12-01T14:13:38","date_gmt":"2023-12-01T17:13:38","guid":{"rendered":"https:\/\/feittinf.org.br\/?p=4708"},"modified":"2023-12-01T16:16:14","modified_gmt":"2023-12-01T19:16:14","slug":"ranking-mundial-de-competitividade-digital","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/fenati.org.br\/en\/ranking-mundial-de-competitividade-digital\/","title":{"rendered":"Brasil cai em ranking mundial de competitividade digital"},"content":{"rendered":"<p><strong>Ranking mundial de competitividade digital<\/strong> &#8211;\u00a0O Brasil caiu cinco posi\u00e7\u00f5es no Ranking Mundial de Competitividade Digital e em uma lista de 64 pa\u00edses avaliados, ocupa agora o 57\u00ba lugar. O resultado leva o pa\u00eds de volta aos patamares de 2018 e 2019. Quando o estudo foi divulgado pela primeira vez, h\u00e1 sete anos, o pa\u00eds figurava no 55\u00ba lugar. Na edi\u00e7\u00e3o do ano passado, estava na 52\u00ba coloca\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>O ranking \u00e9 feito anualmente pelo IMD World Competitiveness Center em parceria t\u00e9cnica com o N\u00facleo de Inova\u00e7\u00e3o e Empreendedorismo da Funda\u00e7\u00e3o Dom Cabral (FDC). Ele avalia a capacidade das economias globais para incorporar novas tecnologias digitais que podem impactar a produtividade econ\u00f4mica, o crescimento dos pa\u00edses e das organiza\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p>No relat\u00f3rio de 2023, o Brasil est\u00e1 \u00e0 frente apenas da \u00c1frica do Sul, Filipinas, Botswana, Argentina, Col\u00f4mbia, Mong\u00f3lia e Venezuela. A lista dos dez primeiros colocados &#8211; com os Estados Unidos na lideran\u00e7a ap\u00f3s ganhar uma posi\u00e7\u00e3o em rela\u00e7\u00e3o a 2022 -, tamb\u00e9m se mant\u00e9m pouco alterada, com os pa\u00edses se descolando cada vez mais dos demais.<\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/feittinf.org.br\/centrais-projeto-que-regulamenta-uso-da-ia\/\" rel=\"nofollow noopener\" target=\"_blank\"><strong>LEIA: Centrais sindicais declaram apoio a projeto que regulamenta uso da IA<\/strong><\/a><\/p>\n<blockquote><p><strong>\u201cO desenvolvimento e a ado\u00e7\u00e3o de tecnologias digitais v\u00eam ampliando cada vez mais a dist\u00e2ncia entre os pa\u00edses no topo e na base da lista\u201d, afirma diz Hugo Tadeu, diretor do N\u00facleo de Inova\u00e7\u00e3o e Empreendedorismo da FDC.<\/strong><\/p><\/blockquote>\n<p>Por isso, diz ele, o ranking refor\u00e7a a import\u00e2ncia de um maior envolvimento da esfera p\u00fablica e privada na agenda de constru\u00e7\u00e3o de uma na\u00e7\u00e3o digital, pela complexidade e necessidade de atua\u00e7\u00e3o em coopera\u00e7\u00e3o para supera\u00e7\u00e3o de desafios.\u201d<\/p>\n<p>O levantamento avalia tr\u00eas temas: conhecimento, tecnologia e prontid\u00e3o para o futuro. O estudo tem como base 54 indicadores envolvendo itens como gest\u00e3o das cidades, fluxo de estudantes estrangeiros, treinamento e educa\u00e7\u00e3o, gastos em pesquisa e desenvolvimento (P&amp;D), financiamento para o desenvolvimento tecnol\u00f3gico, servi\u00e7os banc\u00e1rios e financeiros, agilidade empresarial e seguran\u00e7a cibern\u00e9tica do governo<\/p>\n<p>Tamb\u00e9m s\u00e3o avaliadas as percep\u00e7\u00f5es de cerca de 100 executivos brasileiros de diferentes setores, regi\u00f5es e portes de empresas, com o objetivo de obter uma representa\u00e7\u00e3o geral do Pa\u00eds. Globalmente, a pesquisa obteve a contribui\u00e7\u00e3o de mais de 6,4 mil executivos em todos os pa\u00edses da lista.<\/p>\n<p>Segundo o IMD, o estudo permite acompanhar e analisar os avan\u00e7os e retrocessos dos pa\u00edses sobre a pauta de transforma\u00e7\u00e3o digital ao longo destes anos. Tamb\u00e9m auxilia governos e empresas a identificarem \u00e1reas estrat\u00e9gicas para concentrar seus recursos e a determinar as melhores pr\u00e1ticas ao iniciar o processo de transforma\u00e7\u00e3o digital.<\/p>\n<p>\u201cO Brasil est\u00e1 sempre na rabeira, porque as condi\u00e7\u00f5es estruturantes s\u00e3o as mesmas\u201d, diz o professor da FDC. No ano passado, o Pa\u00eds tinha perdido uma posi\u00e7\u00e3o e, neste ano, foram cinco. Uma das explica\u00e7\u00f5es \u00e9 que houve uma melhora significativa dos dez primeiros colocados.<\/p>\n<blockquote><p><strong>\u201cLevando-se em conta uma pontua\u00e7\u00e3o at\u00e9 100, eles ficam sempre orbitando na m\u00e9dia dos 95 pontos porque fazem investimentos significativos em ci\u00eancia e tecnologia, que \u00e9 o que mais gera riqueza para um pa\u00eds\u201d, afirma Tadeu.<\/strong><\/p><\/blockquote>\n<p><strong>Pol\u00edtica de Estado<\/strong><\/p>\n<p>Segundo ele, os pa\u00edses l\u00edderes t\u00eam uma agenda de Estado e pensam no curto prazo e no futuro. Um exemplo, cita Tadeu, \u00e9 a <a href=\"https:\/\/pt.wikipedia.org\/wiki\/Coreia_do_Sul\" rel=\"nofollow noopener\" target=\"_blank\">Coreia do Sul<\/a>, que h\u00e1 30 anos plantava arroz e hoje tem tecnologia de ponta porque o Estado foi o indutor, colocando investimentos em inova\u00e7\u00e3o, forma\u00e7\u00e3o de m\u00e3o de obra e, ao mesmo tempo, atraindo empresas.<\/p>\n<p>Em sua avalia\u00e7\u00e3o, esses pa\u00edses precisam ser copiados para puxar a agenda de crescimento dos demais.<\/p>\n<blockquote><p><strong>\u201cTodo pa\u00eds que tem uma performance econ\u00f4mica elevada, teve o Estado como indutor num primeiro momento, gerou fomento e reduziu custo de capital para ci\u00eancia e tecnologia. O Brasil \u00e9 o extremo oposto\u201d, avalia.<\/strong><\/p><\/blockquote>\n<p>Por isso n\u00e3o consegue sair das posi\u00e7\u00f5es abaixo de 50 pontos. Al\u00e9m dos outros primeiros colocados terem melhorado ainda mais suas performances, o Brasil piorou seus indicadores.<\/p>\n<p>Um dos pilares que levou o pa\u00eds a esses resultados ruins \u00e9 a agilidade empresarial. Para Tadeu, as empresas brasileiras deveriam levar mais a s\u00e9rio as agendas de inova\u00e7\u00e3o e tecnologia, ou transforma\u00e7\u00e3o digital.<\/p>\n<blockquote><p><strong>Outro pilar \u00e9 a quest\u00e3o da forma\u00e7\u00e3o. \u201cNo nosso caso, nem a forma\u00e7\u00e3o b\u00e1sica nem a t\u00e9cnica nem na parte de engenharia estamos conseguindo melhorar nossa performance.\u201d<\/strong><\/p><\/blockquote>\n<p>Se o Pa\u00eds n\u00e3o combinar investimentos, forma\u00e7\u00e3o de m\u00e3o de obra altamente qualificada e n\u00e3o tiver gera\u00e7\u00e3o de riqueza, vai continuar no fim da lista, prev\u00ea Tadeu. \u201cSe n\u00e3o tratarmos dos problemas estruturais que temos vamos continuar a ter esse crescimento mediano que, ao longo dos anos, tem forte impacto na renda da popula\u00e7\u00e3o.\u201d<\/p>\n<p>Como s\u00e3o agendas de m\u00e9dio a longo prazo, demora tempo para ter resultados, ent\u00e3o deveria come\u00e7ar j\u00e1 para que a pr\u00f3xima gera\u00e7\u00e3o consiga retornos melhores, ou seja, na opini\u00e3o do diretor da FDC, n\u00e3o h\u00e1 expectativa de melhora importante para o ranking do pr\u00f3ximo ano.<\/p>\n<p>O Brasil se saiu bem em poucos itens, como no total de gastos p\u00fablicos em educa\u00e7\u00e3o, representatividade feminina em pesquisas cient\u00edficas, produtividade em pesquisas de P&amp;D e uso de servi\u00e7os p\u00fablicos online pela popula\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>J\u00e1 as piores pontua\u00e7\u00f5es foram para a experi\u00eancia internacional da for\u00e7a de trabalho, habilidades tecnol\u00f3gicas e estrat\u00e9gias de gest\u00e3o das cidades para apoiar o desenvolvimento de neg\u00f3cios.<\/p>\n<p><em><strong>(Fonte: Estad\u00e3o)<\/strong><\/em><br \/>\n<em><strong>(Foto: Reprodu\u00e7\u00e3o)<\/strong><\/em><\/p>","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Ranking mundial de competitividade digital &#8211;\u00a0O Brasil caiu cinco posi\u00e7\u00f5es no Ranking Mundial de Competitividade Digital e em uma lista de 64 pa\u00edses avaliados, ocupa agora o 57\u00ba lugar. 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