{"id":5193,"date":"2024-03-11T10:41:21","date_gmt":"2024-03-11T13:41:21","guid":{"rendered":"https:\/\/feittinf.org.br\/?p=5193"},"modified":"2024-03-12T16:09:40","modified_gmt":"2024-03-12T19:09:40","slug":"mulheres-sao-minoria-em-cursos-de-ti-ibge","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/fenati.org.br\/en\/mulheres-sao-minoria-em-cursos-de-ti-ibge\/","title":{"rendered":"Mulheres s\u00e3o minoria em cursos de TI, revela estudo do IBGE"},"content":{"rendered":"<p><strong>Mulheres s\u00e3o minoria em cursos de TI<\/strong> &#8211;\u00a0As mulheres s\u00e3o as que mais conseguem um diploma de ensino superior no pa\u00eds, mas cada vez menos concluem gradua\u00e7\u00e3o nas \u00e1reas das ci\u00eancias exatas. A participa\u00e7\u00e3o delas como concluintes entre os cursos CTEM (relacionados \u00e0 ci\u00eancia, tecnologia, engenharia e matem\u00e1tica) j\u00e1 era baixa e ainda teve ligeiro recuo em uma d\u00e9cada, passando de 23,2% em 2012 para 22% em 2022.<\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/feittinf.org.br\/dia-da-mulher-mulheres-historia-tecnologia\/\" rel=\"nofollow noopener\" target=\"_blank\"><strong>LEIA: Dia da Mulher: 7 mulheres que fizeram hist\u00f3ria na tecnologia<\/strong><\/a><\/p>\n<p>\u00c9 o que apontam os dados da terceira edi\u00e7\u00e3o das Estat\u00edsticas de G\u00eanero: indicadores sociais das mulheres no Brasil, do IBGE, que desde 2018 traz informa\u00e7\u00f5es para an\u00e1lise das condi\u00e7\u00f5es de vida das mulheres no pa\u00eds.<\/p>\n<p>Dentre todas as \u00e1reas de forma\u00e7\u00e3o investigadas pela pesquisa, a que registra menor presen\u00e7a feminina \u00e9 a de ci\u00eancia da computa\u00e7\u00e3o e Tecnologia da Informa\u00e7\u00e3o (<a href=\"https:\/\/pt.wikipedia.org\/wiki\/Tecnologia_da_informa%C3%A7%C3%A3o\" rel=\"nofollow noopener\" target=\"_blank\">TI<\/a>). O n\u00famero de mulheres concluintes destes cursos n\u00e3o \u00e9 s\u00f3 baixo como caiu: passou de 17,5% em 2012 para 15% em 2022. As informa\u00e7\u00f5es t\u00eam como base o Censo da Educa\u00e7\u00e3o Superior de 2022.<\/p>\n<p><strong>Baixa participa\u00e7\u00e3o nos cursos de TI e computa\u00e7\u00e3o<\/strong><\/p>\n<p>\u00c0 exce\u00e7\u00e3o da conclus\u00e3o da gradua\u00e7\u00e3o em ci\u00eancias f\u00edsicas &#8211; cujo percentual entre concluintes subiu de 48% em 2012 para 50,6% em 2022, n\u00e3o houve avan\u00e7o na participa\u00e7\u00e3o das mulheres em cursos ligados \u00e0s ci\u00eancias exatas nos \u00faltimos dez anos.<\/p>\n<p>As mulheres at\u00e9 chegaram a aumentar sua representa\u00e7\u00e3o entre os concluintes do curso de TI e computa\u00e7\u00e3o entre 2012 e 2013, com percentuais de 17,4% e 16,4%, respectivamente. Mas sua participa\u00e7\u00e3o foi se tornando menor ao longo da d\u00e9cada.<\/p>\n<p>Desde 2013 elas n\u00e3o chegam a representar 15% do total de concluintes dos cursos de TI. Esse percentual chegou a ser ainda menor entre 2018 e 2020, quando oscilou em torno de 14%.<\/p>\n<p><strong>Maior presen\u00e7a de mulheres na \u00e1rea de bem-estar, sa\u00fade e veterin\u00e1ria<\/strong><\/p>\n<p>Por outro lado, a \u00e1rea de bem-estar (que inclui cursos como servi\u00e7o social), historicamente costuma absorver a maior parte dos estudantes do sexo feminino. A participa\u00e7\u00e3o feminina entre os concluintes ficou em 91% em 2022, embora j\u00e1 tenha atingido recorde de 93% em 2013.<\/p>\n<p>Elas tamb\u00e9m s\u00e3o maioria entre os concluintes do curso de servi\u00e7os pessoais, com representa\u00e7\u00e3o de 83,8% entre os que conclu\u00edram gradua\u00e7\u00e3o nesta \u00e1rea em 2022. Nos curso de Sa\u00fade (exceto Medicina) e Veterin\u00e1ria, elas chegam a 75,9% e 71,4% dos concluintes, respectivamente.<\/p>\n<p>Ao jornal O Globo, Leonardo Athias, pesquisador do IBGE, explica que a maior inser\u00e7\u00e3o profissional das mulheres em cursos de bem-estar guarda rela\u00e7\u00e3o com as expectativas que se tem em torno do papel da mulher na sociedade:<\/p>\n<blockquote><p><strong>\u201cTem a ver com estrutura (social). As mulheres s\u00e3o respons\u00e1veis pelos cuidados, servi\u00e7os dom\u00e9sticos e participam menos do mercado de trabalho. \u00c9 socialmente esperado que elas participem de cursos relacionadas a educa\u00e7\u00e3o, servi\u00e7o social. E isso \u00e9 uma coisa que acontece no mundo todo\u201d.<\/strong><\/p><\/blockquote>\n<p>Ele lembra que o panorama \u00e9 o mesmo em pa\u00edses membros da OCDE. As mulheres chegam a representar, em m\u00e9dia, 33% das licenciadas em ci\u00eancia, tecnologia, engenharia e matem\u00e1tica (CTEM), setor que \u00e9 tradicionalmente dominado pelos homens, enquanto 77% delas est\u00e3o nas \u00e1reas da sa\u00fade e no bem-estar.<\/p>\n<p>J\u00e1 Isabela Duarte, economista e pesquisadora do FGV Ibre, avalia que o fato das mulheres optarem em sua maioria por profiss\u00f5es relacionadas \u00e0 &#8220;extens\u00e3o do cuidar&#8221; (como no setor da sa\u00fade e servi\u00e7os sociais) tem a ver com constru\u00e7\u00e3o social, n\u00e3o com falta de habilidade ou aptid\u00e3o.<\/p>\n<blockquote><p><strong>\u201cDesde nova elas pr\u00f3prias j\u00e1 se subestimam na hora do estudo das exatas porque ao longo do tempo construiu-se a ideia de que elas s\u00e3o melhores em outras \u00e1reas. N\u00e3o por acaso as mulheres acabam sendo maioria em trabalhos de servi\u00e7os. Muitas vezes elas est\u00e3o como professoras ou enfermeiras, e esses trabalhos pagam menos. J\u00e1 nos trabalhos mais relacionados \u00e0 ci\u00eancia e tecnologia, s\u00f3 30% s\u00e3o ocupados por mulheres\u201d, declarou ao O Globo.<\/strong><\/p><\/blockquote>\n<p><em><strong>(Fonte: O Globo)<\/strong><\/em><br \/>\n<em><strong>(Foto: Reprodu\u00e7\u00e3o)<\/strong><\/em><\/p>","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Dentre todas as \u00e1reas de forma\u00e7\u00e3o investigadas pela pesquisa, a que registra menor presen\u00e7a feminina \u00e9 a de ci\u00eancia da computa\u00e7\u00e3o e Tecnologia da Informa\u00e7\u00e3o (TI)<\/p>","protected":false},"author":4,"featured_media":5196,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[35],"tags":[13],"class_list":["post-5193","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-ti","tag-sindical"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/fenati.org.br\/en\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/5193","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/fenati.org.br\/en\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/fenati.org.br\/en\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/fenati.org.br\/en\/wp-json\/wp\/v2\/users\/4"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/fenati.org.br\/en\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=5193"}],"version-history":[{"count":4,"href":"https:\/\/fenati.org.br\/en\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/5193\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":5198,"href":"https:\/\/fenati.org.br\/en\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/5193\/revisions\/5198"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/fenati.org.br\/en\/wp-json\/wp\/v2\/media\/5196"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/fenati.org.br\/en\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=5193"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/fenati.org.br\/en\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=5193"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/fenati.org.br\/en\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=5193"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}