{"id":6750,"date":"2024-10-30T15:42:16","date_gmt":"2024-10-30T18:42:16","guid":{"rendered":"https:\/\/feittinf.org.br\/?p=6750"},"modified":"2024-11-01T10:11:08","modified_gmt":"2024-11-01T13:11:08","slug":"milionarios-pagam-o-mesmo-ir-que-trabalhador","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/fenati.org.br\/en\/milionarios-pagam-o-mesmo-ir-que-trabalhador\/","title":{"rendered":"Milion\u00e1rios pagam o mesmo IR que trabalhador que ganha 6 mil; saiba"},"content":{"rendered":"<p><strong>IR &#8211;<\/strong> Um estudo recente do Instituto de Pesquisa Econ\u00f4mica Aplica (<a href=\"https:\/\/pt.wikipedia.org\/wiki\/Instituto_de_Pesquisa_Econ%C3%B4mica_Aplicada\" target=\"_blank\" rel=\"noopener nofollow\">Ipea<\/a>), liderado pelo economista S\u00e9rgio Gobetti, revela que a estrutura tribut\u00e1ria brasileira imp\u00f5e aos mais ricos uma carga de impostos semelhantes \u00e0 dos trabalhadores de renda m\u00e9dia. Com a isen\u00e7\u00e3o de lucros e dividendos, s\u00f3cios de empresas brasileiras chegam a pagar um imposto efetivo de at\u00e9 14,2%, somando os tributos incidentes sobre a pessoa f\u00edsica e jur\u00eddica. Este percentual m\u00e1ximo cai para 13,3% para quem ganha mais de R$ 1 milh\u00e3o anualmente, enquanto a carga m\u00ednima, de 5,8%, incide sobre os mais ricos entre os contribuintes.<\/p>\n<p>A pesquisa, intitulada &#8220;Progressividade tribut\u00e1ria: diagn\u00f3stico para uma proposta de reforma&#8221; demonstrou que aproximadamente 15 mil pessoas que est\u00e3o entre os 0,01% mais ricos com uma renda m\u00e9dia anual de R$ 26 milh\u00f5es, enfrentam uma al\u00edquota efetiva de 13%, como um trabalhador com uma renda mensal de R$ 6 mil. O estudo enfatiza que essa situa\u00e7\u00e3o reflete uma regressividade no sistema, onde a tributa\u00e7\u00e3o deixa de ser progressiva no topo da pir\u00e2mide de renda, algo incomum em compara\u00e7\u00e3o com outras economias globais.<\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/feittinf.org.br\/semana-de-4-dias-empresas-alemas-manterao-modelo\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener nofollow\"><strong>LEIA: Semana de 4 dias: 70% das empresas alem\u00e3s manter\u00e3o modelo ap\u00f3s teste; saiba como foi o teste no Brasil<\/strong><\/a><\/p>\n<p>Para os s\u00f3cios de empresas optantes do Simples Nacional, que faturam at\u00e9 R$ 4,8 milh\u00f5es ao ano, a carga tribut\u00e1ria m\u00e9dia efetiva \u00e9 de 6,4%. No caso das empresas de Lucro Presumido, essa m\u00e9dia sobe para 11%, enquanto nas grandes empresas do Lucro Real (com faturamento acima de R$ 78 milh\u00f5es) chega a 22,4%. Em outras institui\u00e7\u00f5es financeiras, a carga pode atingir 30,7%. No entanto, nem todo tributo pago pela empresa \u00e9 efetivamente suportado pelo acionista, pois estudos indicam que entre 30% e 70% da tributa\u00e7\u00e3o sobre lucro pode ser repassada aos trabalhadores ou aos pre\u00e7os dos produtos.<\/p>\n<p>Gobetti defende uma reforma no Imposto de Renda que leve em conta a capacidade contributiva das empresas e n\u00e3o apenas a capacidade contributiva dos s\u00f3cios. O economista cita o caso dos \u201cmilion\u00e1rios do Simples\u201d, que, mesmo no topo da pir\u00e2mide, pagam em m\u00e9dia somente 7,4% de imposto, uma carga menor do que a de trabalhadores com renda mensal de R$ 4,5 mil.<\/p>\n<p>O estudo destaca que a falta de progressividade na tributa\u00e7\u00e3o da renda no topo da distribui\u00e7\u00e3o \u00e9 resultado de distor\u00e7\u00f5es e privil\u00e9gios persistentes, sendo a isen\u00e7\u00e3o de lucros e dividendos um fator importante. No Brasil, os dividendos de empresas do Simples Nacional e do Lucro Presumido representam cerca de 70% da renda de dividendos das fam\u00edlias, enquanto os demais 30% v\u00eam das grades empresas de lucro real.<\/p>\n<p><em><strong>(Com informa\u00e7\u00f5es de Folha de S\u00e3o Paulo)<\/strong><\/em><br \/>\n<em><strong>(Foto: Reprodu\u00e7\u00e3o)<\/strong><\/em><\/p>","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Isen\u00e7\u00e3o sobre lucros permite que mais ricos tenham carga tribut\u00e1ria semelhante \u00e0 de trabalhadores comuns, revelando progressividade injusta no sistema tribut\u00e1rio<\/p>","protected":false},"author":4,"featured_media":6751,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[42],"tags":[13],"class_list":["post-6750","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-noticias","tag-sindical"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/fenati.org.br\/en\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/6750","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/fenati.org.br\/en\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/fenati.org.br\/en\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/fenati.org.br\/en\/wp-json\/wp\/v2\/users\/4"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/fenati.org.br\/en\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=6750"}],"version-history":[{"count":3,"href":"https:\/\/fenati.org.br\/en\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/6750\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":6754,"href":"https:\/\/fenati.org.br\/en\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/6750\/revisions\/6754"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/fenati.org.br\/en\/wp-json\/wp\/v2\/media\/6751"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/fenati.org.br\/en\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=6750"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/fenati.org.br\/en\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=6750"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/fenati.org.br\/en\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=6750"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}