{"id":7069,"date":"2024-12-10T09:27:54","date_gmt":"2024-12-10T12:27:54","guid":{"rendered":"https:\/\/feittinf.org.br\/?p=7069"},"modified":"2024-12-10T11:57:59","modified_gmt":"2024-12-10T14:57:59","slug":"burnon-sindrome-perigos-da-hiperprodutividade","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/fenati.org.br\/en\/burnon-sindrome-perigos-da-hiperprodutividade\/","title":{"rendered":"Burnon: A s\u00edndrome que alerta para os perigos da hiperprodutividade"},"content":{"rendered":"<p><strong>Perigos da hiperprodutividade &#8211;<\/strong> Em um mundo onde a produtividade \u00e9 celebrada, uma nova s\u00edndrome surge como um alerta silencioso para os perigos do excesso de dedica\u00e7\u00e3o: o burnon. Definida como uma \u201cprima\u201d do burnout, ela traz sinais sutis, mas com potencial de impactar a sa\u00fade f\u00edsica e mental do indiv\u00edduo. Diferentemente do burnout, j\u00e1 reconhecido pela Organiza\u00e7\u00e3o Mundial da Sa\u00fade (<a href=\"https:\/\/pt.wikipedia.org\/wiki\/Organiza%C3%A7%C3%A3o_Mundial_da_Sa%C3%BAde\" target=\"_blank\" rel=\"noopener nofollow\">OMS<\/a>) como doen\u00e7a ocupacional, o burnon \u00e9 caracterizado por produtividade em excesso, que mascara o esgotamento.<\/p>\n<p>De acordo com a neurocientista Caroline Garrafa, da Santa Casa de Miseric\u00f3rdia de S\u00e3o Paulo, o burnon \u00e9 um estado de constante alerta mental, impulsionado por altos n\u00edveis de cortisol, o horm\u00f4nio do estresse. \u201cO c\u00e9rebro fica em constante estado de alerta, e o cortisol, horm\u00f4nio do estresse, est\u00e1 em altos n\u00edveis no organismo. A pessoa ainda \u00e9 funcional, atua no piloto autom\u00e1tico e apresenta hiperprodutividade, sem perceber que extrapolou limites.\u201d, explica.<\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/feittinf.org.br\/escala-10x1-trabalhadores-trabalho-10-dias\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener nofollow\"><strong>LEIA: Escala 10\u00d71: trabalhadores denunciam jornada de trabalho de 10 dias seguidos no RS; saiba<\/strong><\/a><\/p>\n<p>Foi dessa maneira que a engenheira de software Nathalia Alpino, de 37 anos, descreveu sua rotina enquanto sofria com o burnon. Trabalhando em uma empresa no interior de S\u00e3o Paulo, ela acumulava horas extras e responsabilidades que iam al\u00e9m o esperado. \u201cVesti a camisa e tinha o pensamento de dona do neg\u00f3cio\u201d, relembra. Mesmo enfrentando esgotamento emocional e compuls\u00e3o alimentar, Nathalia continuou suas atividades di\u00e1rias, at\u00e9 que, ap\u00f3s o nascimento do filho, precisou deixar o trabalho. \u201cTive depress\u00e3o p\u00f3s-parto e, mesmo sem ter sido diagnosticada, tenho certeza de que vivi o burnon\u201d.<\/p>\n<p>Segundo a psic\u00f3loga Rejane Sbrissa, o burnon \u00e9 uma forma mascarada de depress\u00e3o. Enquanto o burnout leva ao colapso funcional, o burnon se instala de maneira cr\u00f4nica, afetando n\u00e3o apenas a vida profissional, mas tamb\u00e9m a pessoal. \u201cS\u00e3o sinais sutis, podendo ser confundidos com dedica\u00e7\u00e3o e comprometimento. H\u00e1 uma neglig\u00eancia no autocuidado e um descontentamento geral\u201d, afirma.<\/p>\n<p>Especialistas apontam que a preven\u00e7\u00e3o ao burnon exige mudan\u00e7as no ambiente de trabalho e na maneira de levarmos a vida. Samantha Padilha, Head de Gente e Gest\u00e3o da empresa It Lean, destaca a import\u00e2ncia de l\u00edderes capacitados para identificar sinais de desgaste e promover uma cultura de di\u00e1logo aberto.<\/p>\n<p>\u201cPara evitar a evolu\u00e7\u00e3o do burnon para o burnout, \u00e9 fundamental manter uma comunica\u00e7\u00e3o aberta, com feedback construtivo, encorajando os colaboradores a expressarem suas preocupa\u00e7\u00f5es\u201d, comenta. \u201cSer vulner\u00e1vel \u00e9 um ato de coragem\u201d.<\/p>\n<p><em><strong>(Com informa\u00e7\u00f5es de O Globo)<\/strong><\/em><br \/>\n<em><strong>(Foto: Reprodu\u00e7\u00e3o)<\/strong><\/em><\/p>","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Ainda n\u00e3o t\u00e3o conhecida, a \u201cprima\u201d do burnout se esconde por tr\u00e1s do excesso de produtividade e pode trazer consequ\u00eancias para a sa\u00fade mental<\/p>","protected":false},"author":4,"featured_media":7070,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[42],"tags":[13],"class_list":["post-7069","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-noticias","tag-sindical"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/fenati.org.br\/en\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/7069","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/fenati.org.br\/en\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/fenati.org.br\/en\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/fenati.org.br\/en\/wp-json\/wp\/v2\/users\/4"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/fenati.org.br\/en\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=7069"}],"version-history":[{"count":2,"href":"https:\/\/fenati.org.br\/en\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/7069\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":7072,"href":"https:\/\/fenati.org.br\/en\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/7069\/revisions\/7072"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/fenati.org.br\/en\/wp-json\/wp\/v2\/media\/7070"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/fenati.org.br\/en\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=7069"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/fenati.org.br\/en\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=7069"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/fenati.org.br\/en\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=7069"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}