{"id":7639,"date":"2025-02-13T16:52:19","date_gmt":"2025-02-13T19:52:19","guid":{"rendered":"https:\/\/fenati.org.br\/?p=7639"},"modified":"2025-02-14T13:55:06","modified_gmt":"2025-02-14T16:55:06","slug":"crimes-virtuais-ja-sao-principal-fonte-de-lucro-de-quadrilhas-no-brasil","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/fenati.org.br\/en\/crimes-virtuais-ja-sao-principal-fonte-de-lucro-de-quadrilhas-no-brasil\/","title":{"rendered":"Crimes virtuais j\u00e1 s\u00e3o principal fonte de lucro de quadrilhas no Brasil"},"content":{"rendered":"<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Crimes virtuais &#8211;<\/strong> Golpes virtuais e furtos de celulares fizeram o crime organizado ganhar R$ 186 bilh\u00f5es no Brasil, apontou relat\u00f3rio do F\u00f3rum Brasileiro de Seguran\u00e7a P\u00fablica (FBSP) divulgado nesta quarta-feira (12).<\/p>\r\n\r\n\r\n\r\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O estudo mostrou ainda que fac\u00e7\u00f5es lucraram mais com atividades comerciais ilegais, golpes virtuais e furto de celulares do que com o tr\u00e1fico de drogas. Estima-se que a receita gerada pelo com\u00e9rcio paralelo de combust\u00edveis, ouro, cigarro e bebidas no ano 2022 foi de R$ 147 bilh\u00f5es, enquanto a venda de coca\u00edna teria gerado R$ 15 bilh\u00f5es.<\/p>\r\n\r\n\r\n\r\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><a href=\"https:\/\/fenati.org.br\/en\/acoes-na-justica-do-trabalho-ultrapassam-2-milhoes-em-2024\/\"><strong>LEIA: A\u00e7\u00f5es na Justi\u00e7a do Trabalho ultrapassam 2 milh\u00f5es em 2024<\/strong><\/a><\/p>\r\n\r\n\r\n\r\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Pesquisadores tamb\u00e9m avaliam que o aumento dos delitos virtuais tem rela\u00e7\u00e3o com a capacidade do crime organizado em se adaptar \u00e0s evolu\u00e7\u00f5es tecnol\u00f3gicas. O documento do FBSP pontua que \u201ca alta taxa de furtos de celulares facilita essas mudan\u00e7as, uma vez que os equipamentos eletr\u00f4nicos, e os celulares em especial, se tornaram port\u00f5es de entrada para crimes digitais\u201d.<\/p>\r\n\r\n\r\n\r\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Dentre os outros quatro mercados explorados por organiza\u00e7\u00f5es criminosas, est\u00e1 \u00e0 frente o setor de combust\u00edveis e lubrificantes, com um total estimado de R$ 61,5 bilh\u00f5es \u2014 41,8% da receita deste grupo de atividades. Em seguida aparece o setor de bebidas, com uma receita de R$ 56,9 bilh\u00f5es. Com R$ 18,2 bilh\u00f5es, o mercado de extra\u00e7\u00e3o e produ\u00e7\u00e3o de ouro aparece na sequ\u00eancia, na frente do de cigarros e tabaco, com R$ 10,3 bilh\u00f5es.<\/p>\r\n\r\n\r\n\r\n<p class=\"wp-block-paragraph\">De acordo com N\u00edvio Nascimento, assessor de rela\u00e7\u00f5es internacionais do FBSP, \u201ca alta circula\u00e7\u00e3o e a demanda destes setores, atrelado ao baixo controle estatal e de circula\u00e7\u00e3o, explica o interesse das fac\u00e7\u00f5es em atuar neles. Mas os mercados de drogas e armas continuam sendo atividades centrais para o crime organizado\u201d.<\/p>\r\n\r\n\r\n\r\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O interesse dos criminosos nesses mercados se deve \u00e0s penas mais brandas quando comparadas ao tr\u00e1fico de drogas. Tal fato tem tornado essas atividades mais atrativas, conforme avaliou Nascimento.<\/p>\r\n\r\n\r\n\r\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Contrabando<\/strong><\/p>\r\n\r\n\r\n\r\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O relat\u00f3rio aponta que \u201capesar de avan\u00e7os, o setor de combust\u00edveis carece de um sistema nacional integrado de rastreamento, dificultando o combate \u00e0 ilegalidade. Pr\u00e1ticas como adultera\u00e7\u00e3o, contrabando, sonega\u00e7\u00e3o fiscal e lavagem de dinheiro s\u00e3o amplamente utilizadas por organiza\u00e7\u00f5es criminosas, exigindo uma resposta integrada do Estado e do setor produtivo para enfrentar os amplos impactos econ\u00f4micos, sociais e ambientais dessas atividades il\u00edcitas\u201d.<\/p>\r\n\r\n\r\n\r\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Com forte impacto na Amaz\u00f4nia, a entidade afirma que cerca de 38% da produ\u00e7\u00e3o de ouro no Brasil tem ind\u00edcios de ilegalidade e movimenta cerca de R$ 40 bilh\u00f5es. J\u00e1 a comercializa\u00e7\u00e3o ilegal dos combust\u00edveis chega a 13 bilh\u00f5es de litros anuais e a R$ 23 bilh\u00f5es em perdas fiscais, estima o FBSP.<\/p>\r\n\r\n\r\n\r\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Sobre o mercado ilegal de tabaco no Brasil, o relat\u00f3rio acrescenta que 40% do consumo \u00e9 oriundo da clandestinidade, o que significa R$ 94,4 bilh\u00f5es de perdas de receita com impostos nos \u00faltimos 11 anos. J\u00e1 a falsifica\u00e7\u00e3o e o contrabando de bebidas geraram perdas tribut\u00e1rias de R$ 72 bilh\u00f5es somente em 2022.<\/p>\r\n\r\n\r\n\r\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Ecossistema ilegal<\/strong><\/p>\r\n\r\n\r\n\r\n<p class=\"wp-block-paragraph\">De acordo com o relat\u00f3rio, as a\u00e7\u00f5es criminosas se entrela\u00e7am e \u201cformam um ecossistema que ultrapassa o narcotr\u00e1fico e contrabando tradicionais\u201d. A entidade tamb\u00e9m aponta que brechas institucionais e regulat\u00f3rias s\u00e3o exploradas visando lavar dinheiro oriundos do tr\u00e1fico de drogas e de extors\u00f5es.<\/p>\r\n\r\n\r\n\r\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Para os pesquisadores, o principal empecilho para o enfretamento do crime organizado \u00e9 a falta de integra\u00e7\u00e3o de dados e de informa\u00e7\u00f5es sobre produ\u00e7\u00e3o, rastreamento, tributa\u00e7\u00e3o e seguran\u00e7a entre \u00f3rg\u00e3os como Receita Federal, Pol\u00edcia Federal e ag\u00eancias reguladoras. Desta forma, a principal estrat\u00e9gia para combater o crescimento de mercados clandestinos seria a incorpora\u00e7\u00e3o de dados sobre controle de produ\u00e7\u00e3o e rastreamento \u00e0s iniciativas de intelig\u00eancia financeira, tal qual as conduzidas pelo Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf).<\/p>\r\n\r\n\r\n\r\n<p class=\"wp-block-paragraph\">\u201c\u00c9 necess\u00e1rio complementar a din\u00e2mica de atua\u00e7\u00e3o das for\u00e7as de seguran\u00e7a para frear estas potencialidades de novas fronteiras do crime organizado. Para al\u00e9m de monitorar o dinheiro, \u00e9 preciso complementar a estrat\u00e9gia aumentando o n\u00edvel de controle e rastreamento de produtos\u201d, aponta Eduardo Pazinato, coordenador do estudo.<\/p>\r\n\r\n\r\n\r\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Mercados regulados<\/strong><\/p>\r\n\r\n\r\n\r\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O estudo identificou que as organiza\u00e7\u00f5es criminosas t\u00eam expandido suas opera\u00e7\u00f5es para al\u00e9m de mercadorias ilegais e avan\u00e7ado sobre mercados regulados. Um exemplo que chama aten\u00e7\u00e3o \u00e9 a liga\u00e7\u00e3o de empresas de transporte p\u00fablico de S\u00e3o Paulo com o Primeiro Comando da Capital (PCC).<\/p>\r\n\r\n\r\n\r\n<p class=\"wp-block-paragraph\">\u201cCom um faturamento anual estimado em R$ 6,7 bilh\u00f5es, o PCC estaria explorando o sistema de transporte p\u00fablico para legitimar seus ganhos ilegais\u201d, diz o FBSP.<\/p>\r\n\r\n\r\n\r\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Uma estrat\u00e9gia de enfrentamento do crime organizado recomendada pelo relat\u00f3rio \u00e9 a cria\u00e7\u00e3o de campanhas de conscientiza\u00e7\u00e3o visando tanto a sociedade civil quanto profissionais de setores estrat\u00e9gico.<\/p>\r\n\r\n\r\n\r\n<p class=\"wp-block-paragraph\">\u201cAo educar a popula\u00e7\u00e3o sobre os impactos negativos desses mercados il\u00edcitos e promover pr\u00e1ticas como o \u2018conhe\u00e7a seu cliente\u2019, \u00e9 poss\u00edvel incentivar comportamentos que minimizam o risco de envolvimento em atividades ilegais\u201d, recomenda o F\u00f3rum de Seguran\u00e7a. \u201cEsse engajamento colaborativo fortalece a cultura de responsabilidade, conformidade e integridade\u201d.<\/p>\r\n\r\n\r\n\r\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong><em>(Com informa\u00e7\u00f5es de O Globo) (Foto: Reprodu\u00e7\u00e3o\/Freepik)<\/em><\/strong><\/p>","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Crimes virtuais &#8211; Golpes virtuais e furtos de celulares fizeram o crime organizado ganhar R$ 186 bilh\u00f5es no Brasil, apontou relat\u00f3rio do F\u00f3rum Brasileiro de Seguran\u00e7a P\u00fablica (FBSP) divulgado nesta quarta-feira (12). 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