{"id":7720,"date":"2025-02-19T10:37:08","date_gmt":"2025-02-19T13:37:08","guid":{"rendered":"https:\/\/fenati.org.br\/?p=7720"},"modified":"2025-02-19T15:55:10","modified_gmt":"2025-02-19T18:55:10","slug":"mulheres-setor-inteligencia-artificial-brasil-estudo","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/fenati.org.br\/en\/mulheres-setor-inteligencia-artificial-brasil-estudo\/","title":{"rendered":"Mulheres dominam setor de Intelig\u00eancia Artificial no Brasil, revela estudo"},"content":{"rendered":"<p><strong>Intelig\u00eancia Artificial &#8211;<\/strong> Um estudo realizado no DipLab, laborat\u00f3rio o Instituto Polit\u00e9cnico de Paris, na Fran\u00e7a, revelou que as mulheres representam 64% dos trabalhadores que treinam sistemas de Intelig\u00eancia Artificial (<a href=\"https:\/\/pt.wikipedia.org\/wiki\/Intelig%C3%AAncia_artificial\" target=\"_blank\" rel=\"noopener nofollow\">IA<\/a>) no Brasil. O artigo conta com colabora\u00e7\u00e3o de Matheus Viana Braz, professor de psicologia na Universidade Estadual de Maring\u00e1 (UEM), e aponta tamb\u00e9m que grande parte dessas trabalhadoras s\u00e3o m\u00e3es que conciliam o trabalho dom\u00e9stico com a gera\u00e7\u00e3o de renda online.<\/p>\n<p>A pesquisa analisou trabalhadores do Brasil, Argentina e Venezuela, que realizam tarefas repetitivas, como classifica\u00e7\u00e3o de imagens, transcri\u00e7\u00e3o de \u00e1udios e revis\u00e3o de textos para aprimorar sistemas de IA. Nos pa\u00edses vizinhos, a participa\u00e7\u00e3o masculina ainda \u00e9 predominante; na Argentina, 70% dos trabalhadores s\u00e3o homens, enquanto na Venezuela esse n\u00famero \u00e9 de 64%.<\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/fenati.org.br\/en\/entre-direitos-de-vargas-liberdade-cinco-anos\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\"><strong>LEIA: Entre os direitos de Vargas e a \u201cliberdade\u201d de Musk: onde estaremos daqui cinco anos?<\/strong><\/a><\/p>\n<p>Segundo Viana Braz, a busca por flexibilidade leva muitas mulheres a essa ocupa\u00e7\u00e3o. \u201cAs brasileiras encontram nessas plataformas uma falsa promessa de compatibilidade entre o trabalho dom\u00e9stico, o trabalho do cuidado e uma obten\u00e7\u00e3o de renda sem sair de casa. Contudo, essas mulheres dedicam 40% mais tempo a atividades dom\u00e9sticas que os homens\u201d, afirma. \u201cO trabalho de dados se soma a outras formas invis\u00edveis de trabalho, sem lhes proporcionar independ\u00eancia financeira\u201d.<\/p>\n<p>Na Venezuela, 75% dos entrevistados dependem exclusivamente dessa ocupa\u00e7\u00e3o para sustentar suas fam\u00edlias, enquanto no Brasil e na Argentina, o trabalho \u00e9, em geral, um complemento de renda. Al\u00e9m disso, muitos profissionais precisam atuar em hor\u00e1rios incomuns, como de madrugada, para alinhar-se \u00e0 demanda de clientes estrangeiros.<\/p>\n<p>Outros problemas incluem infraestrutura prec\u00e1ria, como conex\u00f5es inst\u00e1veis de internet e quedas de energia frequentes, especialmente na Venezuela. Os argentinos, utilizam os ganhos em d\u00f3lar como estrat\u00e9gia para se protegeram da infla\u00e7\u00e3o galopante do pa\u00eds.<\/p>\n<p>O estudo, que ouviu 911 pessoas entre 2021 e 2023, mostra que a maioria dos trabalhadores possui diploma universit\u00e1rio, mas recebe sal\u00e1rios baixos. No Brasil, o rendimento m\u00e9dio mensal \u00e9 de US$ 112 (cerca de R$640), superior ao da Argentina (US$ 83) e da Venezuela (US$ 70).<\/p>\n<p>O levantamento contou ainda com a participa\u00e7\u00e3o de especialistas do <em>Centre National de la Recherche Scientifique<\/em> (CNRS) da Fran\u00e7a e da Universidade Nacional de La Plata, na Argentina. O artigo passou por revis\u00e3o de pares e deve ser publicada na revista <em>Globalizations.<\/em><\/p>\n<p><em><strong>(Com informa\u00e7\u00f5es de Folha de S\u00e3o Paulo)<\/strong><\/em><br \/>\n<em><strong>(Foto: Reprodu\u00e7\u00e3o\/Freepik\/pikisuperstar)<\/strong><\/em><\/p>","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Maioria das brasileiras que trabalham na \u00e1rea s\u00e3o m\u00e3es que conciliam renda extra e trabalho dom\u00e9stic<\/p>","protected":false},"author":10,"featured_media":7721,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[35],"tags":[13],"class_list":["post-7720","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-ti","tag-sindical"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/fenati.org.br\/en\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/7720","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/fenati.org.br\/en\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/fenati.org.br\/en\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/fenati.org.br\/en\/wp-json\/wp\/v2\/users\/10"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/fenati.org.br\/en\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=7720"}],"version-history":[{"count":4,"href":"https:\/\/fenati.org.br\/en\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/7720\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":7725,"href":"https:\/\/fenati.org.br\/en\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/7720\/revisions\/7725"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/fenati.org.br\/en\/wp-json\/wp\/v2\/media\/7721"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/fenati.org.br\/en\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=7720"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/fenati.org.br\/en\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=7720"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/fenati.org.br\/en\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=7720"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}