{"id":8624,"date":"2025-04-22T15:12:25","date_gmt":"2025-04-22T18:12:25","guid":{"rendered":"https:\/\/fenati.org.br\/?p=8624"},"modified":"2025-04-23T12:50:22","modified_gmt":"2025-04-23T15:50:22","slug":"rotatividade-trabalho-recorde-brasil-geracao-z","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/fenati.org.br\/en\/rotatividade-trabalho-recorde-brasil-geracao-z\/","title":{"rendered":"Rotatividade no trabalho bate recorde no Brasil, impulsionada pela gera\u00e7\u00e3o Z"},"content":{"rendered":"<p><strong>Gera\u00e7\u00e3o Z &#8211;<\/strong> A movimenta\u00e7\u00e3o no mercado de trabalho brasileiro atingiu um novo patamar: 36% dos profissionais com carteira assinada trocaram de emprego ao longo dos \u00faltimos 12 meses. O dado, que representa um crescimento expressivo em rela\u00e7\u00e3o aos 25% registrados h\u00e1 cinco anos, foi levantado pela LCA Consultores a partir de informa\u00e7\u00f5es do Caged (Cadastro Geral de Empregados e Desempregados). Entre os mais jovens, a tend\u00eancia \u00e9 ainda mais acentuada, com destaque para a <a href=\"https:\/\/pt.wikipedia.org\/wiki\/Gera%C3%A7%C3%A3o_Z\" target=\"_blank\" rel=\"noopener nofollow\">gera\u00e7\u00e3o Z<\/a>, formada por pessoas nascidas entre 1997 e 2010.<\/p>\n<p>Em fevereiro deste ano, cerca de 40% dos trabalhadores com at\u00e9 29 anos haviam mudado de emprego no per\u00edodo de um ano. O percentual era de 26% no mesmo m\u00eas de 2020. Entre os que t\u00eam de 18 a 24 anos, a taxa sobe para 41%, e atinge 42% entre aqueles com at\u00e9 17 anos. Antes da pandemia, esses \u00edndices eram de 22% e 30%, respectivamente.<\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/fenati.org.br\/en\/mercado-aponta-declinio-do-dolar-em-projecoes-para-o-futuro-proximo\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\"><strong>LEIA: Mercado aponta decl\u00ednio do d\u00f3lar em proje\u00e7\u00f5es para o futuro pr\u00f3ximo<\/strong><\/a><\/p>\n<p>Segundo o economista Bruno Imaizumi, autor do estudo e especialista em mercado de trabalho, essa maior propens\u00e3o \u00e0 troca entre os mais jovens est\u00e1 ligada ao est\u00e1gio inicial da carreira, quando ainda se busca estabilidade e melhores oportunidades. \u201cDe qualquer forma, a curva de crescimento da rotatividade nos \u00faltimos anos \u00e9 maior no caso dos mais jovens\u201d, afirma.<\/p>\n<p>Imaizumi tamb\u00e9m aponta que o Brasil passou por um processo semelhante ao da &#8220;Grande Ren\u00fancia&#8221; vivida pelos Estados Unidos, em que milh\u00f5es de trabalhadores pediram demiss\u00e3o em busca de qualidade de vida e melhor equil\u00edbrio entre vida pessoal e profissional.<\/p>\n<p>\u201cO desemprego em patamar baixo estimulou a continuidade desse movimento, com o mercado de trabalho aquecido combinado com qualidade de vida. Os trabalhadores colocam na conta flexibilidade, tempo e trabalho h\u00edbrido, fatores que n\u00e3o eram colocados na conta antes da pandemia\u201d, diz.<\/p>\n<p>O trabalho remoto, consolidado no p\u00f3s-pandemia, e a r\u00e1pida digitaliza\u00e7\u00e3o da economia tamb\u00e9m contribu\u00edram para esse cen\u00e1rio. A facilidade em buscar vagas por meio de plataformas digitais e redes sociais torna a troca de emprego mais \u00e1gil, especialmente entre os jovens.<\/p>\n<p>Amanda Adami, gerente na empresa de recrutamento da Robert Half, destaca que os profissionais da gera\u00e7\u00e3o Z s\u00e3o mais atentos ao bem-estar e ao alinhamento com valores pessoais.<\/p>\n<p>\u201cA gera\u00e7\u00e3o Z tem muito acesso \u00e0 informa\u00e7\u00e3o, e leva muito em considera\u00e7\u00e3o a sa\u00fade mental, a qualidade de vida, o prop\u00f3sito. S\u00e3o todos pontos nos quais que a gera\u00e7\u00e3o anterior nem parava para pensar. Quando n\u00e3o se sentem felizes, mudam de emprego\u201d, conta.<\/p>\n<p>Essa din\u00e2mica imp\u00f5e novos desafios \u00e0s empresas, que precisam repensar suas estrat\u00e9gias de reten\u00e7\u00e3o. \u201cTem que olhar muito para dentro de casa para saber como reter esse profissional, e como trazer prop\u00f3sito ao ambiente de trabalho\u201d, defende Adami. Capacita\u00e7\u00e3o de lideran\u00e7as, est\u00edmulo \u00e0 conviv\u00eancia entre gera\u00e7\u00f5es e melhorias nas condi\u00e7\u00f5es de trabalho s\u00e3o apontados como caminhos poss\u00edveis.<\/p>\n<p>Al\u00e9m da quest\u00e3o comportamental, h\u00e1 impactos econ\u00f4micos relevantes, uma vez que a alta rotatividade afeta diretamente a produtividade do pa\u00eds.<\/p>\n<p>\u201cA taxa de rotatividade \u00e9 vergonhosamente alta no Brasil\u201d, avalia H\u00e9lio Zylberstajn, professor s\u00eanior da Faculdade de Economia da USP e coordenador do Salari\u00f4metro da Fipe (Funda\u00e7\u00e3o Instituto de Pesquisas Econ\u00f4micas). \u201cN\u00e3o existe um n\u00edvel de comprometimento capaz de reter contratos ao longo do tempo, e isso cria um ambiente que n\u00e3o induz ao aumento da produtividade.\u201d<\/p>\n<p>Dados do Conference Board indicam que, em 2024, a produtividade do trabalhador brasileiro ainda \u00e9 inferior a um quarto da registrada por profissionais norte-americanos.<\/p>\n<p>Zylberstajn ressalta que a escassez de m\u00e3o de obra em setores como a constru\u00e7\u00e3o civil e o com\u00e9rcio tem levado empresas a oferecerem sal\u00e1rios mais altos para novos contratados. Enquanto antes da pandemia os rec\u00e9m-contratados ganhavam, em m\u00e9dia, 9% a menos que seus antecessores, hoje essa diferen\u00e7a caiu para cerca de 4%.<\/p>\n<p><em><strong>(Com informa\u00e7\u00f5es de Folha de S. Paulo)<\/strong><\/em><br \/>\n<em><strong>(Foto: Reprodu\u00e7\u00e3o\/Freepik)<\/strong><\/em><\/p>","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Mais de um ter\u00e7o dos trabalhadores formais trocaram de emprego em um ano; \u00edndice \u00e9 ainda maior entre os mais jovens<\/p>","protected":false},"author":10,"featured_media":8625,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[42],"tags":[13],"class_list":["post-8624","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-noticias","tag-sindical"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/fenati.org.br\/en\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/8624","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/fenati.org.br\/en\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/fenati.org.br\/en\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/fenati.org.br\/en\/wp-json\/wp\/v2\/users\/10"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/fenati.org.br\/en\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=8624"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/fenati.org.br\/en\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/8624\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":8626,"href":"https:\/\/fenati.org.br\/en\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/8624\/revisions\/8626"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/fenati.org.br\/en\/wp-json\/wp\/v2\/media\/8625"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/fenati.org.br\/en\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=8624"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/fenati.org.br\/en\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=8624"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/fenati.org.br\/en\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=8624"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}