{"id":9284,"date":"2025-05-28T16:38:14","date_gmt":"2025-05-28T19:38:14","guid":{"rendered":"https:\/\/fenati.org.br\/?p=9284"},"modified":"2025-05-29T12:05:21","modified_gmt":"2025-05-29T15:05:21","slug":"experiencias-sem-celulares-ganha-popularidade","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/fenati.org.br\/en\/experiencias-sem-celulares-ganha-popularidade\/","title":{"rendered":"Iniciativa que promove experi\u00eancias sem celulares ganha popularidade entre jovens"},"content":{"rendered":"<p><strong>Experi\u00eancias sem celulares &#8211;<\/strong> Quase metade dos jovens gostaria de viver em um mundo sem internet. \u00c9 o que aponta uma pesquisa brit\u00e2nica citada em uma reportagem sobre o Offline Club, uma iniciativa que tem ganhado for\u00e7a ao propor justamente o contr\u00e1rio do que se v\u00ea no cotidiano hiperconectado: conv\u00edvio presencial e experi\u00eancias sem telas.<\/p>\n<p>Criado h\u00e1 cerca de um ano pelos holandeses Jordy, Ilya e Valentijn, o projeto organiza eventos em que os participantes devem deixar de lado smartphones e laptops. Nas palavras dos pr\u00f3prios fundadores, \u00e9 \u201cestranho\u201d manter uma conta ativa no <a href=\"https:\/\/pt.wikipedia.org\/wiki\/Instagram\" rel=\"nofollow noopener\" target=\"_blank\">Instagram<\/a> \u2014 rede em que o grupo soma quase 530 mil seguidores \u2014, j\u00e1 que o objetivo \u00e9 justamente \u201ctrazer de volta humanidade \u00e0 sociedade, atualmente isolada e fixada na tela\u201d.<\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/fenati.org.br\/en\/operacao-12-estados-mira-adolescentes-crimes-online\/\"><strong>LEIA: Opera\u00e7\u00e3o em 12 estados mira adolescentes por crimes online<\/strong><\/a><\/p>\n<p>Durante os encontros, os participantes leem, jogam, fazem trabalhos manuais ou simplesmente relaxam, retomando h\u00e1bitos comuns a um tempo anterior \u00e0 populariza\u00e7\u00e3o dos celulares. Em uma das postagens, o clube questiona: \u201cVoc\u00ea est\u00e1 pronto para abandonar seu telefone?\u201d, e a resposta parece ser sim. Cada vez mais pessoas aderem \u00e0 proposta, dispostas a desconectar por horas ou at\u00e9 dias.<\/p>\n<p>A ideia, que nasceu na Holanda, rapidamente se espalhou para outros pa\u00edses em cidades como Londres, Paris, Mil\u00e3o e Copenhague. Na Alemanha, os primeiros encontros j\u00e1 come\u00e7aram, e iniciativas semelhantes em restaurantes e clubes, onde os convidados s\u00e3o incentivados a deixar o celular em casa, est\u00e3o se multiplicando.<\/p>\n<h4>Conectados, mas insatisfeitos<\/h4>\n<p>Segundo a associa\u00e7\u00e3o alem\u00e3 Bitkom, jovens entre 16 e 29 anos s\u00e3o os que mais usam smartphones: passam, em m\u00e9dia, mais de tr\u00eas horas por dia conectados. No entanto, essa hiperconectividade parece n\u00e3o trazer satisfa\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Uma pesquisa da British Standards Institution, feita com 1.293 jovens entre 16 e 21 anos, revela que quase 70% se sentem mal ap\u00f3s passarem tempo online. Al\u00e9m disso, metade defende a ideia de um \u201ctoque de recolher digital\u201d ap\u00f3s as 22h, e 46% afirmam que prefeririam viver em um mundo sem internet.<\/p>\n<p>Os dados dialogam com outras pesquisas, como a do instituto Harris Polls, nos Estados Unidos, em que muitos jovens disseram desejar que plataformas como TikTok, Instagram ou X (ex-Twitter) nunca tivessem sido inventadas.<\/p>\n<h4>Respostas pol\u00edticas e impactos na sa\u00fade mental<\/h4>\n<p>As preocupa\u00e7\u00f5es com o uso excessivo de telas tamb\u00e9m come\u00e7am a chegar \u00e0 esfera pol\u00edtica. O ministro da Tecnologia do Reino Unido, Peter Kyle, mencionou ao jornal The Guardian a possibilidade de toques de recolher obrigat\u00f3rios. Noruega e Austr\u00e1lia j\u00e1 tomaram medidas: aumentaram a idade m\u00ednima para uso de redes sociais, de 13 para 15 e 16 anos, respectivamente. Brasil e Dinamarca adotaram restri\u00e7\u00f5es em ambientes escolares, banindo smartphones e tablets de p\u00e1tios escolares.<\/p>\n<p>Diversos estudos apontam os impactos do uso excessivo de smartphones na sa\u00fade mental, incluindo casos de depress\u00e3o, ansiedade, ins\u00f4nia, estresse e depend\u00eancia. Um levantamento publicado na revista BMC Medicine no in\u00edcio deste ano mostra que, ap\u00f3s tr\u00eas semanas de redu\u00e7\u00e3o no uso de celulares, os sintomas de depress\u00e3o diminu\u00edram em 27%.<\/p>\n<p>A OCDE (Organiza\u00e7\u00e3o para a Coopera\u00e7\u00e3o e Desenvolvimento Econ\u00f4mico) tamb\u00e9m alerta que a sa\u00fade mental dos jovens piorou significativamente nos \u00faltimos 15 anos, tend\u00eancia agravada durante a pandemia. Apesar disso, a organiza\u00e7\u00e3o observa que ainda n\u00e3o se pode afirmar com certeza que o aumento do uso das m\u00eddias digitais \u00e9 a causa direta desse decl\u00ednio.<\/p>\n<p>Um novo recorde, offline (e postado online)<\/p>\n<p>Enquanto governos ainda avaliam medidas, os fundadores do Offline Club preferiram agir. Em abril, realizaram um evento em Londres que reuniu mais de mil pessoas, todas sem celular. A foto do encontro foi compartilhada, com orgulho, no Instagram. Um s\u00edmbolo da contradi\u00e7\u00e3o e da for\u00e7a desse novo movimento.<\/p>\n<p><em><strong>(Com informa\u00e7\u00f5es de g1)<\/strong><\/em><br \/>\n<em><strong>(Foto: Reprodu\u00e7\u00e3o\/Freepik\/EyeEm)<\/strong><\/em><\/p>","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Nascido na Holanda, movimento j\u00e1 presente em diversos pa\u00edses prop\u00f5e pausas nas redes sociais e experi\u00eancias coletivas sem celulares<\/p>","protected":false},"author":11,"featured_media":9285,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[35],"tags":[13],"class_list":["post-9284","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-ti","tag-sindical"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/fenati.org.br\/en\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/9284","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/fenati.org.br\/en\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/fenati.org.br\/en\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/fenati.org.br\/en\/wp-json\/wp\/v2\/users\/11"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/fenati.org.br\/en\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=9284"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/fenati.org.br\/en\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/9284\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":9286,"href":"https:\/\/fenati.org.br\/en\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/9284\/revisions\/9286"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/fenati.org.br\/en\/wp-json\/wp\/v2\/media\/9285"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/fenati.org.br\/en\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=9284"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/fenati.org.br\/en\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=9284"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/fenati.org.br\/en\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=9284"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}