{"id":9412,"date":"2025-06-04T12:20:06","date_gmt":"2025-06-04T15:20:06","guid":{"rendered":"https:\/\/fenati.org.br\/?p=9412"},"modified":"2025-06-04T15:37:09","modified_gmt":"2025-06-04T18:37:09","slug":"por-que-esferas-gigantes-lancadas-ao-mar-confira","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/fenati.org.br\/en\/por-que-esferas-gigantes-lancadas-ao-mar-confira\/","title":{"rendered":"Por que esferas gigantes podem ser lan\u00e7adas ao mar? Confira"},"content":{"rendered":"<p><strong>Esferas &#8211;<\/strong> Cientistas da Alemanha est\u00e3o avan\u00e7ando em um projeto pioneiro para gera\u00e7\u00e3o de <a href=\"https:\/\/pt.wikipedia.org\/wiki\/Energia_sustent%C3%A1vel\" target=\"_blank\" rel=\"noopener nofollow\">eletricidade sustent\u00e1vel<\/a> a partir dos oceanos, a partir da cria\u00e7\u00e3o de um sistema denominado StEnSea (Armazenamento de Energia no Mar).<\/p>\n<p>O sistema concebido pelo Instituto Fraunhofer IEE em parceria com a Pleuger e a Sperra utiliza estruturas esf\u00e9ricas submersas para armazenamento energ\u00e9tico, apresentando possibilidade de aplica\u00e7\u00e3o em diversas regi\u00f5es costeiras ao redor do mundo, entre elas o Brasil.<\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/fenati.org.br\/sindplay-saiba-analisar-ameacas-com-o-modelo-stride\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\"><strong>LEIA: Sindplay: Saiba analisar amea\u00e7as com o modelo STRIDE<\/strong><\/a><\/p>\n<p><strong>Como funciona<\/strong><\/p>\n<p>O n\u00facleo da tecnologia consiste em grandes reservat\u00f3rios esf\u00e9ricos ocos de concreto, com aproximadamente 28,6 metros de di\u00e2metro, posicionados a profundidades entre 600 e 800 metros.<\/p>\n<p>Cada esfera abriga em seu interior uma unidade t\u00e9cnica composta por um mecanismo revers\u00edvel (bomba\/turbina), v\u00e1lvulas de controle e sistemas de monitoramento. Durante per\u00edodos de baixo consumo de energia el\u00e9trica na rede, a \u00e1gua \u00e9 expulsa do reservat\u00f3rio, criando um v\u00e1cuo interno e armazenando energia sob a forma de energia gravitacional.<\/p>\n<p>Quando a demanda por eletricidade aumenta, a \u00e1gua do mar \u00e9 readmitida na esfera sob alta press\u00e3o hidrost\u00e1tica. O fluxo de \u00e1gua impulsiona a turbina acoplada ao mecanismo revers\u00edvel, convertendo a energia da press\u00e3o em energia el\u00e9trica. Na fase de carga (esvaziamento), a \u00e1gua \u00e9 bombeada para fora; na fase de descarga (enchimento), a \u00e1gua entra movendo a turbina para gerar energia.<\/p>\n<p>Estimativas apontam que cada unidade pode fornecer uma pot\u00eancia de 5 MW durante o processo de descarga. Esse fornecimento cont\u00ednuo duraria cerca de 4 horas e meia, tempo necess\u00e1rio para o preenchimento completo do reservat\u00f3rio.<\/p>\n<p><strong>Potencialidades<\/strong><\/p>\n<p>Estudos indicam \u00e1reas favor\u00e1veis para a implanta\u00e7\u00e3o do StEnSea em v\u00e1rias zonas costeiras globais, como Brasil, Noruega, Portugal, Estados Unidos e Jap\u00e3o. A tecnologia tamb\u00e9m \u00e9 vi\u00e1vel em corpos d&#8217;\u00e1gua profundos, como lagos artificiais, naturais ou mesmo minas inundadas.<\/p>\n<p>O projeto se destaca pelo seu baixo impacto ambiental. A opera\u00e7\u00e3o n\u00e3o emite poluentes e foi projetada para minimizar interfer\u00eancias na fauna marinha. Al\u00e9m disso, dispensa o uso de metais raros, como l\u00edtio ou cobalto, comuns em baterias. O ciclo completo do sistema alcan\u00e7a uma efici\u00eancia estimada em 72%.<\/p>\n<p>Diferentemente das hidrel\u00e9tricas convencionais, o StEnSea n\u00e3o exige alagamento de vastas \u00e1reas terrestres.<\/p>\n<p>&#8220;O potencial de expans\u00e3o [das hidrel\u00e9tricas tradicionais] \u00e9 bastante restrito globalmente. Por isso, transferimos esse princ\u00edpio operacional para o fundo do mar \u2013 onde as limita\u00e7\u00f5es naturais e ecol\u00f3gicas s\u00e3o significativamente menores&#8221;, explicou o Dr. Bernhard Ernst, gerente s\u00eanior de projetos da Fraunhofer IEE.<\/p>\n<p><strong>Est\u00e1gio de desenvolvimento<\/strong><\/p>\n<p>Entre 2013 e 2017, uma vers\u00e3o reduzida (escala 1:10) do sistema foi testada com \u00eaxito no Lago de Constan\u00e7a, localizado na fronteira da Alemanha com \u00c1ustria e Su\u00ed\u00e7a.<\/p>\n<p>Atualmente, os pesquisadores preparam a constru\u00e7\u00e3o de um prot\u00f3tipo maior, com 10 metros de di\u00e2metro. Este avan\u00e7o conta com aportes financeiros dos governos dos Estados Unidos (US$ 4 milh\u00f5es) e da Alemanha (3,7 milh\u00f5es de euros).<\/p>\n<p>Conforme informa\u00e7\u00f5es do portal New Atlas, a previs\u00e3o \u00e9 lan\u00e7ar este prot\u00f3tipo na costa da Calif\u00f3rnia at\u00e9 o final de 2026. Submerso a 750 metros de profundidade, ele ter\u00e1 capacidade para gerar at\u00e9 0,5 MW.<\/p>\n<p><em><strong>(Com informa\u00e7\u00f5es de UOL)<\/strong><\/em><br \/>\n<em><strong>(Foto: Reprodu\u00e7\u00e3o\/Divulga\u00e7\u00e3o\/Hochtief)<\/strong><\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Projeto alem\u00e3o pode gerar eletricidade sustent\u00e1vel a partir de grandes reservat\u00f3rios ocos de concreto alocados no fundo do mar<\/p>","protected":false},"author":10,"featured_media":9413,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[42],"tags":[13],"class_list":["post-9412","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-noticias","tag-sindical"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/fenati.org.br\/en\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/9412","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/fenati.org.br\/en\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/fenati.org.br\/en\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/fenati.org.br\/en\/wp-json\/wp\/v2\/users\/10"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/fenati.org.br\/en\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=9412"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/fenati.org.br\/en\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/9412\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":9414,"href":"https:\/\/fenati.org.br\/en\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/9412\/revisions\/9414"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/fenati.org.br\/en\/wp-json\/wp\/v2\/media\/9413"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/fenati.org.br\/en\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=9412"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/fenati.org.br\/en\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=9412"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/fenati.org.br\/en\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=9412"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}